Esperando o Tom Tom…

5 ago

Meu filho,

Em muito breve você estará conosco e desde já sonhamos com você. Passamos noites e noites sonhando com o seu rostinho e imaginando se você será branquinho como a mamãe, com a cara em formato de lua, ou moreninho como o papai, com cabelos e olhos escuros como a noite.

Você nascerá num país diferente do qual a mamãe e papai nasceram e foram criados.  Aqui se fala inglês, língua que papai e a mamãe ainda penam para dominar e se cansam de falar, porque nada melhor do que se expressar na sua língua nativa! Para você, o inglês não será um desafio, pois será a sua língua, mas sim o português, que lutaremos para você adotar, gostar e falar…

O seu referencial cultural será outro. E isso assusta os papais, pois viemos de um outro mundo. Será que nos entenderemos, falaremos a mesma língua?

Mamãe cresceu ouvindo as histórias do Saci Pererê e da Mula sem Cabeça. Quando o vovô da mamãe a ninava (seu biso Hélio, que infelizmente já está morando com as estrelas), ele cantava “Boi da Cara Preta” e a mamãe dormia rapidinho com medo do boi a pegar. Mamãe gostava de fazer barcos de papel e jogar nos valões de São Gonçalo, enquanto esperava a sua vovó na casa da bisa. Ficava impressionada como havia girinos, que pensava ser filhotinhos de peixes, naquele mar de sujeira!  Mamãe sempre adorou carnaval, o papai da mamãe, seu vovô, a levava na Rio Branco para pular Carnaval ou no clube Tamoio, em São Gonçalo, desde pequenina para jogar confete e serpentina nos amiguinhos. Mamãe também adorava se vestir de Pai João, e sair em bando com os amigos assustando as pessoas.  Mamãe também ia à praia com os primos, e levávamos sacolé ou picolé do China, no isopor (ovo cozido também, mas isso é “farofa” demais, não conte a ninguém!). O Papai da mamãe nos levava para pescar na praia das pedrinhas e sempre era uma festa quando conseguíamos capturar um caranguejo em meio àquela lama. Mamãe colocava os sapatinhos na janela para esperar Papai Noel e ele sempre chegou! Mamãe dançou muita quadrilha e olhou muito o céu cheio de balões no dia de São João. E foi também acordada com os fogos de São Jorge e ficou maravilhada com as histórias de Iemanjá, contada em Mar Morto, do Jorge Amado, primeiro livro que a mamãe leu de “adulto”, indicação do vovô da mamãe.

Mamãe sempre teve muitos primos. Mamãe brigava,  brincava e viajava também com eles! Você não terá os primos por perto, a praia, as festividades tradicionais, o folclore, o carnaval…não terá o calor e muito menos poderá ficar só de short o dia inteiro se lambujando em sacolés…

Mas você terá um outro mundo pela frente, tão rico quanto, que nem mamãe entende muito bem ainda, mas que desbravaremos juntos!

Por você, me tornarei o máximo inglesa que uma mãe brasileira possa ser. Tomarei chá com leite nas noites frias, farei cupcakes para as suas festinhas, te deixarei comer fish and chips, frequentaremos o pub local para comer um Sunday Roast e ler o jornal de domingo juntos e, de vez em quando, tomaremos um English Breakfast bem gorduroso. Só de vez em quando! Farei paquecas no Pancake Day e abotoarei uma rosa na camisa em memórias dos mortos de guerra no Remenbrance Day. Desconsiderarei o tempo cinza e iremos brincar no parque assim mesmo, passaremos o dia no museu conhecendo a história do mundo, viajaremos para o countryside nas férias e me esforçarei para entender as regras de rugby, tênis e netball. De repente aprendo até a cantar o hino da Inglaterra todo, para te ensinar. Vou tentar, também, não me chocar com a independência européia e te deixar ir quando chegar a hora da universidade, sem chorar (essa parte estou prometendo de dedos cruzados!).

Mas não se esqueça que o sangue que corre em suas veias é latino, nunca se envergonhe do Brasil, onde estão todas as suas raízes – primos, tios, avós, bisavós. E que o português soe como canção para você e que você entenda a potência das palavras “eu te amo” e  “saudade”, tão presentes no nosso vocabulário familiar. E que você ame o Brasil, pois assim, estará amando também o que o papai e a mamãe são!

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Kew Gardens, o jardim botânico de Londres

26 jul

O Kew Gardens é o jardim botânico de Londres, com mais de 250 anos de existência. É também uma importante instituição de ensino e pesquisa na área. É um dos maiores do mundo, o seu herbário, por exemplo, tem mais 7 milhões de espécimes de toda a parte do mundo e a sua coleção de plantas chega a 30 mil. Em 2003, ganhou o título da UNESCO de patrimônio cultural da humanidade por conta da sua contribuição para a pesquisa botânica e, também, pela sua extensa coleção e conservação de plantas vivas.

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As estufas do Kew são incríveis, pois reproduzem diferentes tipos de vegetação encontrados em diferentes partes do mundo. Então, você encontrará desde cactos a enormes palmeiras tropicais ou vegetação dos Alpes.

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O kew é enorme e além das estufas e casas dedicadas às espécimes de plantas, há museus, palácio, restaurantes, cafés, construções históricas, lagos.

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Há uma atração que adorei, que se chama Toptree. Nada mais é que uma passarela construída no topo das árvores para você observar os pássaros. Algumas atrações são sazonais.

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Infelizmente, diferente de muitas atrações londrinas, o Kew Gardens não é gratuito. O ticket custa 14,50 libras e menores de 16 anos não pagam.

Toptree

Olhem o site do Kew, você pode baixar aplicativo gratuito para explorar o parque, se informar sobre os horários dos tours guiados e também consultar o que eles consideram as atrações principais.

Estação de metrô: Kew Gardens Station (District Line, sentido Richmond)

O pré-natal no NHS: as aulas

15 jul

No mês de junho, participamos das aulas de pré-natal oferecidas pelo hospital onde estou fazendo o meu acompanhamento. Confesso que no início achei que seriam aquelas aulas para os pais ficarem amigos ou para ensinar a trocar fraldas ou a dar banho, cheias de blá blá blá. Nada contra, mas não estava muito animada não.

Mas práticos como são, no primeiro dia eles já avisaram que essas coisas a gente ia esquecer tudo e só ia aprender na prática e, por isso, iam logo direto aos pontos essenciais para podermos escolher o nosso parto e estar a par sobre como proceder no grande dia e depois também.

As aulas eram às terças-feiras no meio da tarde e me surpreendeu a quantidade de parceiros presentes. Quase todas as futuras mães estavam com seus companheiros, o que é bem legal, pois eles são atores importantes antes, durante e depois do parto e também receberam dicas sobre qual o seu papel nesse processo.

Enfim, a primeira aula foi sobre o reconhecimento dos sinais do trabalho de parto. Aqui você ouve muitas histórias de brasileiros chocados porque foram para o hospital e os mandaram retornar para casa, não só uma, mas duas vezes. E eles disseram que mandam voltar mesmo! Na verdade, o que eles acreditam é que você passando o primeiro estágio do parto em casa é muito mais confortável para a mãe. Eles recomendam ver um filme, almoçar, tomar um banho, dar uma volta e não se desesperar e sair correndo para o hospital, pois o processo é demorado mesmo e ficar numa cama, preso num hospital só bloqueará o desenvolvimento do trabalho de parto. Há exceções, é claro, se houver sangramento, se a bolsa estourar, aí sim tem que ir para o hospital direto. Caso contrário, eles recomendam ir para o hospital só quando as contrações tiverem de 3-4 minutos, durando 1 minuto!

Fizemos um tour pela maternidade e ela é separada por setores. Há a triagem, para avaliar quem já está na hora de ir para um quarto para começar o acompanhamento do trabalho de parto. E, caso esteja preparada, há três alas para seguir. Uma chamada Birth Centre, que é aquela para as mães que querem tentar parto natural, sem epidural. Os quartos são providos de piscina, banheira, aromoterapia, doulas e são as midwives (parteiras) que ficam o tempo inteiro acompanhando o processo. A outra ala é chamada Labour Ward, para aquelas mães que querem tomar a epidural e, portanto, requer uma presença médica. Mas, mesmo assim, as midwives estão presentes acompanhando todo o processo. E o centro cirúrgico, para os casos de cesária agendada ou de emergência, totalmente “médico”.

Eles disseram que depois que você vai para o quarto, demora, mais ou menos, em média, 12 horas até o bebê nascer. Pode ser que seja mais 6 ou 18 horas, não é regra. Bem, o bebê fica com você o tempo todo, a não ser que ele precise de ir para a UTI. Ele nasce, vai para o seu peito e depois eles cortam o cordão. Aí você fica no quarto individual mais 1 hora, para tomar um banho, e depois é transferida para a enfermaria, onde todas as outras mães estão com seus parceiros e bebês. Se o parto for normal e sem complicações, 6 horas depois você já pode ir embora (cesária é diferente, fica mais tempo).

Não tem aquela coisa que tem no Brasil, de um vidro onde as pessoas veem o bebê. Eles recomendam as famílias esperarem em casa. Visitamos o local e realmente não há condições para visitas. É tudo muito pre-programado para funcionar para todos e não há espaço para hotelaria, visitas e confusão no hospital. A ala comunitária estava cheia e confusa por si só, com as mães, os pais e os bebês. Imagina um monte de visitante lá??? (Se tiver que ficar mais tempo no hospital, por conta de alguma complicação, pode ter visitas, mas é limitado também!)

A segunda aula foi sobre os anestésicos que o hospital dispõe e os prós e contras de cada um deles. Esse tópico é super importante para as mães saberem quando podem pedir certos anestésicos e o que estão pedindo. Eles não recomendam de antemão nada, dizem que as experiências são muito pessoais e isso é uma escolha nossa mesmo. Eles dizem que na hora eles podem recomendar um anestésico ou outro, se verem que a  grávida está num nível de tensão tão grande que não deixa o parto fluir.

A terceira aula foi sobre as complicações. Falaram, principalmente, da cesária, que aqui é vista como um caso extremo e às vezes é renegada por algumas mães, que sofrem por ter que fazê-la. Embora eles digam para planejar o seu dia e que o normal é que o bebê venha naturalmente, pois somos programadas para isso, temos que estar aberta para possíveis imprevistos e complicações e aceitar que durante o dia as coisas não sairão como sonhado e planejado.

Aqui eles esperam até a 42 semana. Na 41 semana, eles planejam a indução e começam a fazê-la as poucos, ao longo da semana. O último recurso é a ocitocina, processo iniciado na 41 semana e 5 dias. Eles dizem que tentam outros métodos antes, pois a ocitocina é muito agressiva e dolorosa, já que promove contrações artificiais. Fiquei surpresa quando eles falaram que cordão enrolado no pescoço não é indicação de cesária, pode estar até com duas voltas, que não impede o bebê de vir naturalmente. Sempre achei que não podia…

A última aula foi sobre amamentação, um ponto problemático aqui na Inglaterra. Aqui muitas mães escolhem de cara não amamentar ou não amamentam exclusivamente nos primeiros 6 meses. Eu sempre fico chocada quando, no sistema de saúde, me perguntam se pretendo amamentar. Na minha cabeça, não havia escolha, sempre achei uma pergunta óbvia, mas aqui não é. Alguns fatores estão associados a isso; primeiro, há uma vergonha de amamentar em público, várias mães se sentem constrangidas e amamentam escondido no banheiro e, segundo, pelo menos em Londres, por conta da vida mais prática e solitária dos moradores da cidade. Muitas mães tem filhos aqui sem suporte familiar algum, só do parceiro, pois as famílias moram do outro lado do mundo ou em outras cidade da Inglaterra. E tendo, desde a primeira semana, que cozinhar, lavar, passar e fazer mercado com um bebê recém-nascido, acaba-se optando pela praticidade e as fórmulas, já que aqui também não é comum se ter empregadas domésticas…

Nesse dia foi só para ensinar a forma correta de se amamentar, o que fazer se empedrar, como retirar o leite e o tanto de benefício para a mãe e bebê, tudo para estimular as mães a aderirem. Fomos informadas, que depois que saírmos do hospital, passaremos a receber visitas em casa de uma midwife comunitária ou de um health visitor (agente de saúde),  que acompanharão o crescimento do bebê, a amamentação e qualquer outra questão que envolva o cuidado dele nos primeiros meses (não sei a frequência e duração dessas visitas ainda…).

Finalizando, eu recomendo quem é de fora, e não está familiarizado com o sistema de saúde daqui, a participar dessas aulas. Para mim, foi fundamental saber exatamente como proceder e o que me espera. Informação não faltou!

Saímos de lá confiantes, eles passam segurança e encaram com muita naturalidade o parto. Numa das aulas, falaram “Gente, é o dia do nascimento do seu filho! Que dia importante! Se quiserem tomar no café da manhã um bolo com champanhe, fiquem à vontade. Abram um vinho no almoço, tomem uma taça, relaxem e celebrem! Algumas de vocês vão tomar drogas muito mais pesadas, então nesse dia tá tudo liberado, esqueçam as restrições dos 9 meses!”…hahahah…Felipe e eu ficamos imaginando a cena, eu com contração, pedindo para ele abrir um vinho e os nossos pais chocados achando que ficamos malucos de vez…hahaha!

Bem, na teoria tá tudo resolvido, agora é esperar o grande dia e saber se tudo vai ocorrer como o planejado ou será um caos total e o próximo post será para esculhambar o sistema público de saúde inglês…hahaha.

Último mês, aí vamos nós!!!

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Obs:

1) Uma informação importante é checar quais companhias de táxi levam mulheres em trabalho de parto para o hospital. Eles pediram para gente ligar antes e se certificar, pois algumas se recusam.

2) Repasso aqui a minha experiência de pré-natal no hospital onde faço acompanhamento; como as escolas públicas daqui, há boas e ruins, assim como hospitais. Então, de forma alguma, pretendo generalizar nada e dizer que tudo é perfeito na Inglaterra e tudo funciona aqui…

pré-natal

Viajando grávida

4 jul

Fiz 4 viagens durante a gravidez – no primeiro, segundo e terceiro trimestre – e posso afirmar que o segundo trimestre (4, 5, 6 meses) é  de longe o melhor para viajar.

Quando estava com 1 mês de gravidez, fomos à Escócia passar 13 dias na casa de amigos queridos. Como era época de Natal e Ano Novo, os preços do trem estavam exorbitantes e decidimos ir de ônibus até lá. Eles moram no caminho para as Highlands e a viagem tem duração de 11 horas. O ônibus era bem desconfortável, não fazia uma inclinação sequer. A ida, sem enjoos, foi tranquila, já a volta, com enjoos, foi mais chatinha.

Os enjoos começaram assim que cheguei lá e pouco aproveitei turisticamente. O risco de uma viagem no primeiro trimestre é esse, é nesse período que os enjoos e o cansaço aparecem e pode ser um risco investir numa viagem. No meu caso, estava entre amigos, num clima bem tranquilo e o objetivo maior era estar junto e não turistar freneticamente, mas podia ser diferente. Porém, isso varia de mulher para mulher, pois conheço pessoas que não enjoaram e se sentiram perfeitamente normais nos primeiros 3 meses de gravidez.

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Dundee-Escócia

O segundo trimestre é maravilhoso. Num piscar de olhos os enjoos passam, o cansaço também, a barriga ainda não está pesada e a vida parece voltar ao normal! Nesse período, fui ao Brasil e à Espanha e foi muuuuito tranquilo, disposição total para turistar o dia inteiro, sem problemas.

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Montserrat -Espanha/ 6 meses

A viagem do Brasil foi a única de longa duração e, portanto, tive que ter mais cuidado com o voo.  É importante consultar o seu médico, para saber a sua condição. No meu caso, fui recomendada a usar aquelas meias de compressão (aqui, vende na Boots e são chamadas de flight socks), a caminhar de meia em meia hora e a beber bastante líquidos. Mas há outras recomendações, dependendo da sua condição médica.

Brasil/ 4 meses

No início do sétimo mês, último trimestre, fiz a minha última viagem grávida, para a Holanda. O voo foi tranquilo, 50 minutos e não tive muitas recomendações. Mas já estava mais cansada, pois nesse trimestre a barriga começa a fazer diferença e a gente começa a ficar mais lenta. Entretanto, deu para aproveitar bem ainda, mas num ritmo mais lento.

Holanda/ 7 meses

É importante lembrar que viajar grávida exige alguns cuidados:

– Primeiro, é importante sempre ver a sua condição médica e avaliar o que é possível para você naquele momento, principalmente quando se trata de viagens longas e internacionais; para viajar e se estressar, melhor nem ir.

– Não esquecer de fazer o seguro saúde, pois “seguro, morreu de velho”, e acaba que ficamos mais vulneráveis e também somos responsáveis por um outro ser;

– Ver quais são as condições da companhia aérea, pois elas tem o direito de recusar grávida de viajar, depois de certo período. Por exemplo, na viagem que eu fiz no último trimestre, me pediram se eu tinha autorização do médico (GP, midwife, etc) para viajar e eu, felizmente, tinha. A Ryanair tem uma autorização própria, que eles pedem para ser assinada pelo médico/midwife se você for viajar a partir da 28ª semana. A easyjet já permite viajar até a 35ª semana (32, se for gêmeos), sem autorização específica. De qualquer forma, se for viajar no último trimestre, é bom carregar alguma autorização, para evitar dor de cabeça no embarque.

– Acho que a mala é um ponto a ser revisto. Eu viajo aqui na Europa em companhia de baixo custo, o que significa que você não tem direito a despachar mala e pode levar somente um volume com você no avião (tamanho de uma mala de mão). Eu, particularmente, adoro levar poucas coisas, seja numa viagem de 3 dias ou de 1 semana, e às vezes divido essa mala de mão com o marido, para a gente ficar mais livre de peso. Para fazer viagens baratas, a gente usa muito transporte público e às vezes chegamos numa cidade e já vamos turistar, pela falta de tempo ou porque a estadia ainda não está liberada. E nada melhor do que ficar livre! Durante a gravidez, mantivemos o nosso padrão viagem de baixo custo e continuamos só usando transporte público para nos locomover. Se você não consegue fazer uma mala pequena e, mesmo que ande de carro e táxi, lembre que não poderá carregar muito peso e o seu parceiro terá que fazer isso por você ou dependerá de ajuda de terceiros, se tiver viajando sozinha…no Brasil, acho até mais fácil conseguir ajuda, mas aqui, pelo menos na Inglaterra, não há filas especiais para grávidas e, no geral, você é tratada como um ser normal…então, por via das dúvidas, é a hora de ser o máximo econômica!!!

– Faça tudo com calma, com o dobro de tempo, para não se cansar e guardar energias para o que realmente vale à pena! Ficar correndo com mala, grávida, para pegar o avião/trem/ônibus é um estresse desnecessário.

De resto, é relaxar e curtir!

Zaanse Schans

20 jun

Zaanse Schans é uma vila holandesa saída de um livro de contos de fada. As casinhas tombadas ficam às margens do rio Zaan, assim como os famosos moinhos. Para complementar o cenário bucólico, galinhas e cabritos fazem parte da paisagem.

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IMG_0777Cada casinha é um pequeno museu, uns gratuitos e outros não. Entramos nos gratuitos! Procure pela a loja/museu de tamancos. Além deles contarem toda a tradição dos tamancos na holanda e apresentarem diversos tipos deles, há uma demonstração de como ele é feito, na hora. É incrível!

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Passe na casa onde se produz queijos. Além de uma breve explicação sobre a produção do queijo holandês, há uma lojinha onde se pode provar e comprar queijos fresquinhos e deliciosos.

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Visitamos também um moinho que era aberto ao público, para conhecer um pouco da história do local.

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Atravessamos para a outra margem de barco e tivemos uma bela vista dos moinhos enfileirados às margens do rio Zaan.

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Paparicando o sobrinho!

Informações:

Para chegar em Zaanse Schans de Amsterdã, basta pegar um trem em Amsterdã Central até Koog-Zaandijk e caminhar uns 10 minutos até Zaanse Schans. A jornada de trem é de 17 minutos e o valor do ticket 2,90 euros.

Olhem o mapa abaixo e o site http://9292.nl/en para ver os horários:

Utrecht

13 jun

O motivo da minha viagem à Holanda foi conhecer a casinha da minha amiga linda, que depois de muitas idas e vindas desde 2006, choros e despedidas, finalmente está estabelecida no país que ela adotou e tanto ama.   Antes de ter o baby e ficar naquela loucura de conversas não terminadas por conta de mamadas e troca de fraldas, achei que seria legal ter esse momento só para papear, sem pressa, interrupções e correrias…

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Ela está morando em Utrecht, que fica a uns 20/30 minutos de Amsterdã de trem. A cidade é muito fofa, uma Amsterdã pequenina, com aqueles canais fofos, cheio de bares na “orla”, além de ser rica culturalmente. Lá está a maior universidade da Holanda, portanto, é uma cidade cheia de jovens e agitos, apesar de ter um climinha bem calmo, de cidade pequena.

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O que fizemos lá? Rimos, comemos, cozinhamos (ops, eu não! =s), andamos de bicicleta, comemos stroopwaffle fresquinho da feira  e croquete crocante do Febo, e brindamos muito as coisas boas da vida, de ontem, de hoje e do futuro que nos espera…afinal, são mais de 15 anos de amizade e causos para contar é que não nos falta!!!

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Infelizmente os campos de tulipas fecharam um dia antes da nossa chegada. Estava toda me achando que dessa vez iria ver as flores da linda primavera holandesa, mas não. Bem, mais um motivo para voltar na próxima primavera, o que nunca é nada mal…=)

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Informações:

– Tomamos cerveja (euzinha sem álcool, antes que me ataquem…rs!!) num lugar muito legal. O nome é Café Olivier, é um bar com uma lista enorme de cervejas belgas, montado dentro de uma antiga igreja. É meio profano, né?, beber com santos te vigiando, mas não deixa de ser interessante.  Site: http://www.cafe-olivier.be/

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– Viajamos de Ryanair, companhia de baixo custo da Europa. Ela não voa para Amsterdã e fomos para Eindhover. Acesse esse site do governo para saber como chegar ao local desejado de transporte público: http://9292.nl/en. Além dele te dar toda a rota (onde saltar, trocar, etc), ele te dá o valor total que você gastará. Isso é importante para você avaliar custo e benefício, se vale a pena mesmo comprar uma passagem mais barata, para um aeroporto secundário e gastar com deslocamentos ou voar para o aeroporto principal. No nosso caso, como era feriado aqui na Inglaterra, todos os vôos para Amsterdã estavam caríssimos. Então valeu a pena ir para Eindhover, mesmo tendo que pegar um ônibus e um trem para Utrecht e aumentar o tempo do trajeto em meia hora.

Barcelona

3 jun

A visita à Barcelona nesse ano foi muito mais motivada por razões pessoais do que turísticas. Um casal muito querido de amigos, que conhecemos aqui e chegaram junto com a gente, resolveu trocar a cinza Londres pela ensolarada Barcelona. Foi triste vê-los partir, pois nos apoiamos muito nesses três primeiros anos fora, principalmente na escuridão do inverno, mas ficamos felizes em vê-los bem nessa nova aventura! Isso que importa, sempre!

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Churrasquinho na laje.

Em 2011, fiz um post (clique aqui) detalhado sobre o circuitão turístico, pelo menos o que consegui ver, pois Barcelona é uma cidade grande, com atrações espalhadas. Desta vez, como já conhecíamos bem a parte turística, principalmente o Felipe, que estava retornando à cidade pela terceira vez, relaxamos e aproveitamos mesmo os amigos, fizemos jantares, churrascos e ficamos mais perambulando sem compromisso.

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Festival de cultura Andaluza no Fórum de Barcelona

Porém, da outra vez, não subi no parque do Montjuic, pois preferimos ficar na praia de Barceloneta aproveitando o Sol (sempre ele!). Mas, dessa vez, não perdi a oportunidade de ver Barcelona do alto!

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Vista de Barcelona do Montjuic

O parque do Montjuic é enorme e as atrações diversas. Abriga museus, como a Fundação Miró e o Museu Nacional de Arte Catalã,  jardim botânico, complexo olímpico, fonte mágica, castelo  e palácio, para citar algumas das atrações do parque. Além disso, tem uma vista incrível da cidade.

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Vista de Barcelona do Castelo do Montjuic

Dê uma olhada aqui para se informar sobre todas as atrações do parque e como chegar nelas por transporte público. Há várias opções de ônibus. Subimos no Montjuic de furnicular, que é integrado ao metrô e, portanto, não se paga nada a mais para utilizá-lo. A troca é na estação Paral-lel (linha 2 e 3). Há também os teleféricos (aeri), que saem do Port Veil de  Barcelona, porém, mais caros (15 euros, ida e volta). Acesse aqui sobre os horários: http://www.telefericodebarcelona.com/IndexCat.html

Lá em cima há outro teleférico com 3 estações dentro do parque. Preferimos fazer a pé mesmo, mas tem muitas escadas e se você tem problemas de locomoção ou não gosta de subir escadas, pode ser uma boa. Custa em torno de 9 euros. Olhe aqui: http://www.barcelonaturisme.com/Teleferico-de-Montjuic/_vf-SMlY1yIuKQTV1aq49kJLSZqWPVp5H4ouSb22zi_wPIXQ6GELBrQ

Transporte do Aeroporto

– Da outra vez, pegamos taxi do aeroporto de Barcelona para a cidade (pagamos uns 30 euros) . Dessa vez optamos pelo trem e não nos arrependemos. Do terminal 2, pelo menos, a plataforma do trem é conectada ao aeroporto, sendo bem simples acessá-lo. E o preço é melhor ainda! Você pode comprar um ticket com 10 passagens (sai mais barato do que comprar no individual), que custa 9, 90 euros e duas pessoas podem usar. Há trens de meia e meia hora para Barcelona e o trajeto é de 30 minutos. Olhe aqui os horários.  Há ônibus também, que custam por volta de 5 euros. Acesse esse link para informações mais completas sobre os transportes que conectam o aeroporto à cidade: http://www.barcelona-airport.com/eng/transport_eng.htm

Restaurante:

– Se tiver, por acaso, passeando pelo bairro de Gracía, comemos muito bem num restaurante Sírio do bairro. Serviço ótimo e o esquema bom, bonito e barato. Comi um pratão com kibe, falafel, humous, salada e pão por menos de 10 euros, tudo delícia. Site com endereço aqui: http://www.ugarit.es/