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Ilha de Capri

9 set

Por Rafaela Sodré

Saímos de Nápoles rumo à famosa Ilha de Capri. Estávamos ansiosos, pois, até aquele momento, a sensação do grupo é que ainda estávamos viajando, em trânsito. Estávamos cansados e sentindo um calor absurdo, doidos para curtir uma prainha. Rssss Doce ilusão!

Chegamos à ilha e nos surpreendemos com a vista! Realmente, impressionante a azul do mar e o contraste da cidade na encosta de pedras toda branquinha. Linda! Era mar e rocha, sem haver uma faixa grande de terra entre eles. Quando olhamos a ilha pelo mar, o que vemos é mar e paredões de rocha, uma rocha com vários tons de branco. Realmente, lindo!

Bem, as cidades, Capri e Anacapri, ficam no alto da ilha e, portanto, todos que chegam à marina grande precisam pegar uma condução para chegar às cidades (ônibus, taxi ou  furnicular). Nós optamos em ficar em Anacapri, pois era mais barato e era relativamente perto.  A ilha toda mede 6 km de extensão.

Para chegar à Anacapri, optamos pelo ônibus. Sempre fazendo as escolhas mais econômicas! Rssss  Foi ai que começou nosso calvário dentro do transporte público da ilha. Gente, os ônibus são padrão Capri, ou seja, bem pequenos para poder passar nas pequenas ruas da ilha, e os motoristas colocam uma quantidade de passageiros bem, bem maior do que a capacidade do veículo. Super -recomendo os taxis quando estiverem com as malas…

Bem, passado o aperto, chegamos a Anacapri. Nosso hotel disponibilizava um transfer até lá, mas os fortes maridos resolveram que não havia necessidade. Eles levariam as malas, afinal eram só 450m! Só esqueceram de avisar aos mocinhos que eram 450m subindo uma pirambeira daquelas! Rsssssss. Nos perdemos, pois o google maps não mapeava todos os bequinhos do lugar, cansamos, sentamos, lanchamos, fizemos tudo que possível até chegarmos ao hotel. A única coisa que nos consolava era a vista maravilhosa do lugar. Andamos por girassóis, parreiras (muitas parreiras), limoeiros, pés de kiwi, flores, etc e tudo isso com o azul do céu se confundindo com o azul do mar!

Ficamos num B&B, Alle Gisnetre, que por sinal é maravilhoso! A pousada é familiar (gerida pelo dono e sua esposa), tem ótima infra-estrutura, é limpo e o café-da-manhã é ótimo com direito a guloseimas preparadas pelo próprio casal.

Vista recompensadora!

Enquanto aguardávamos para fazer o check in, pesquisamos (ou demos um google) qual era a melhor praia de Capri. Queríamos o pico, a melhor. Rssss Descobrimos que a praia – Faro – era “próxima” ao hotel e os meninos colocaram a pilha de irmos a pé. Que arrependimento! Um sol de rachar e, apesar da ilha ser pequena, tudo é longe se considerarmos as subidas e as estradas sinuosas – única alternativa para poder ser possível o tráfego de veículos.

Chegando ao pico, não acreditamos! A “praia” era um cimento que colocaram para unir pedras, uma laje, praticamente! Rssss O Felipe ficou inconformado, e declarou que, certamente, essa não era a melhor praia; havíamos pego algum caminho errado. Andamos mais um pouco, olhamos o mapa e sim, aquela era a praia que procurávamos. Relaxamos e mergulhamos, só nos recusamos a ficar estirados na laje, afinal somos brasileiros e sabemos o que é praia. Rssss

Praia do Farol

Nos recompomos e decidimos tentar outra praia. O grupo não se conformava, apesar de toda informação que tínhamos sobre as “praias” da região. Lemos no google que lá não havia areia e sim pedras, mas não esperávamos tanta pedra! Rssss É impossível ir até o mar sem calçado! Rsss sem exagero!

Escolhemos a marina piccola que se não fosse boa, pelo menos teríamos a vista para os Faraglioni, que são aquelas três pedras que saem do mar a poucos metros da costa. Cada Faraglioni tem um nome: o mais próximo da terra se chama Stella; o próximo, Di Mezzo, é este que tem uma fenda ; e o mais distante da costa, di Fuori ou Scopolo.

Uma coisa ruim nas praias de lá é que parte da “areia” é privada e ficam cheias de cadeiras e mesas dos restaurantes da orla. Assim, poucos são os espaços gratuitos.

Marina Piccola

A Marina piccola é bem charmosinha! Pequena, banhada pelo mar azul, com paredões de pedra cercando a praia, água calma e quentinha. Aproveitamos para deitar na “areia” e relaxar um pouquinho. Sempre de chinelos para não machucar os pés! Em Capri, certamente, a garota de Ipanema perderia toda sua graça a caminho do mar! É impossível andar sobre aqueles pedregulhos e manter a pose, a classe! rsss

Muitos girassois no nosso caminho…

Fomos, então, conferir o badalado centro de capri. Surreal! Lojas caríssimas, gente ostentando, tudo muito caro e luxuoso. Estava também muito cheio. O ponto alto do centro de Capri, sem dúvida, é a bela vista do mar! E o melhor, não é paga! Rsss Tivemos a oportunidade de ver uma manifestação cultura lá. Era uma espécie de bloco só que com música italiana e as pessoas vestidas com roupas típicas na cor da bandeira da Itália. Até bebês participavam! Uma graça!

Pegamos o apertado ônibus e voltamos para Anacapri. Comemos deliciosos pratos italianos e tomamos vinho produzido na própria ilha.

Os postes de Anacapri estavam decorados com esses gigantes girassóis!

No dia seguinte, seguimos as dicas do Ricardo Freire, e fomos até a gruta azul de ônibus. Recomendo fazerem o mesmo. Chegamos lá e logo entramos no barquinho, super-rápido, sem fila, sem nada. São duas opções para visitar a gruta: uma ir de barco da marina grande e outra de ônibus até a entrada da gruta. Da primeira forma, você tem que pagar pelo barco que te leva até a entrada da gruta, em torno de 15 euros, pagar para entrar na gruta, 12 euros, e ainda pagar a “propina” (gorjeta) para o marinheiro que remou. A outra forma é ir de ônibus de Anacapri até a gruta, 2,80 euros, e pegar o barquinho lá..

Entrada da gruta

La Grotta Azzurra, mais famosa atração de Capri, é indescritível!  A entrada da Gruta tem apenas um metro de altura e todos temos que entrar nela deitados, inclusive o marinheiro que puxa o barco por uma corrente presa às pedras. Parece claustrofóbico, mas vale muito a pena e lá dentro é enorme.

O buraco é tão pequeno, que todos tem que se deitar para passar no buraco, inclusive o barqueiro…

Assim que entramos só vemos escuridão, mas logo sofremos o impacto do azul intenso, transparente com reflexos prateados. Li uma frase na ilha que dizia o seguinte: “Non sembra di galleggiare, ma di volare sospesi nel cielo” (A impressão não é a de navegar, mas de flutuar suspenso no céu). Acho que a frase resume bem o que é estar dentro da gruta. Os marinheiros ainda cantam músicas italianas que ecoam dentro da gruta, fica um clima romântico e há a lenda de que o casal que se beija lá dentro fica unido para sempre. Não bobeamos e beijamos nossos respectivos pares intensamente! Rsss Vale dizer que a gruta azul era uma espécie de piscina privada do imperador Tibério e sala de reuniões. Várias estátuas foram encontradas no local e removidas para um museu de Anacapri (Casa Rossa).

Preparados!

A explicação para o azul intenso vem da luz do sol que entra através de uma janela submarina que se abre exatamente embaixo da porta de entrada da gruta. Graças à essa abertura a luz absorve o vermelho e deixa passar o azul.

O Ponto alto da viagem

Quando ainda estávamos em Nápoles recebemos um panfleto sobre aluguel de barcos, sendo você mesmo o motorista. Tudo na Europa é um pouco “faça você mesmo”, mas não imaginava que chegariam a esse ponto.

Aula prática de dois minutos!

O Felipe ficou logo animado, decidido a alugar o barco. Repetiu várias vezes que seu pai, que é super-cauteloso, havia alugado um barco quando eles eram pequenos e que se ele alugou, não haveria riscos de nós alugarmos também.  A Rhani, medrosa que só ela, logo tratou de acabar com a farra do Felipe e decretou que não alugaríamos o tal barco.

Entretanto, com o caos do transporte na ilha e as pouquíssimas praias, a ideia passou a ser a melhor alternativa. Estudamos a possibilidade, conversamos com a agência, analisamos outras pessoas que estavam alugando. Bom, convencemos a Rhani e tudo estava resolvido. Ela se rendeu e aceitou o passeio.

A Itália é realmente espetacular! Só lá é possível alugar um barco com carteira de motorista categoria B. Era essa a única exigência! Hilário!

Compramos umas frutas e bebidas e partimos para o porto. Lá o Fabio e o Felipe aprenderam a pilotar nosso barco (aula de 2 minutos, sem brincadeira!) rssss O Fabio se prontificou a ser o primeiro a pilotar. Ele é assim, quer controlar tudo, mas fiquei confiante, já que ele é bem mais sensato que meu cunhadão.rssss

Os primeiros minutos foram tensos, pois estávamos numa área de grande circulação de barcos, inclusive de transatlânticos.  A paisagem que surgia, a azul do mar e a experiência de alguns minutos dos nossos marinheiros foi fazendo a gente esquecer o medo e aproveitar este momento único em nossas vidas.

O passeio foi o ponto alto da viagem! Sem dúvida, o que há de mais bonito na ilha está no mar. Não há como ir à Capri e não passear de barco! Paramos para mergulho, passamos do lado das Faragliones, vimos os paredões de pedras que caiam sobre o mar, nadamos até a gruta verde, vimos os locais que já havíamos visitado na ilha, enfim, curtimos cada minuto. Foi maravilhoso!

Ancorando

Para terminar com chave do ouro, ainda fizemos um passeio pelo centro histórico de Anacapri. É bem charmoso, lindo, e sem o agito de Capri, parece ser a área onde os locais moram. Ainda fomos agraciados com moradores decorando as ruelas com lindos girassóis!

Life is good!

Capri vai deixar saudades!

Informações práticas:

Sobre o aluguel do barco:

– Empresa: Capri Boat – Banana Sport

– endereço: Marina Grande – Spiaggia – Capri
– tarifa 2012:

Maio – Junho – Setembro – Outubro

  • 2 horas: 80 Euro (por barco)
  • hora extra ou parte de hora: 20 Euro
  • dia inteiro (das 09.30 às 18.00): 170 Euro
  • Máximo de 5 pessoas.

Jul – Ago

  • 2 horas (por barco): 90 Euro
  • hora extra ou parte de hora: 30 Euro
  • dia inteiro (das 09.30 às 18.00): 190 Euro
  • Máximo de 5 pessoas.

Sobre o hotel:

– B&B Alle Ginestre

– endereço: Via Migliera, 53/a – 80071 Anacapri – Tel +39 081 8371531 – Cell +39 333 1194234

– site:  http://www.leginestrecapri.com/

Obs: só para lembrar que ele fica no alto de Anacapri, o que significa subir escadas e vielas para acessá-lo…

Sobre o transporte na ilha:

Comprem o bilhete único que vale por um dia inteiro, tanto nos ônibus quanto no furnicular. Custa 8,40 euros e ainda devolvem 1 euro se você devolver o cartão.