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Positano e a Costa Amalfitana

23 out

Me dei conta só agora, dois meses depois, que faltou um post sobre a viagem que fiz à Itália em agosto! Será bem menos detalhado, mais para constar mesmo, já que a memória e o furor da viagem já passaram.

A Costa Amalfitana fica na região da Campania, na Itália, composta por várias cidades costeiras, esculpidas em precipícios, entre as cidades de Sorrento e Salerno. Tem influência arquitetônica bizantina, já que no passado foi uma importante área de troca comercial com o Oriente.

Chegando no porto de Positano de Capri.

Decidimos nos hospedar em Positano, uma das cidades da costa conhecida por seu charme. Foi locação de filmes como “Sob o Sol de Toscana” e “Only you”. Acessamos Positano de barco, diretamente de Capri. A primeira vista é linda! Chegamos no porto e vimos aquelas casinhas branquinhas na encosta do morro se estendendo até o mar azul turquesa.

Positano

O porém é que em Positano carro não circula e não chega até o porto. Isso significou termos que subir escadas mais escadas com malas até o nosso hotel, que ficava bem no alto. A vista do hotel era linda, pois como a cidadezinha fica bem na encosta, de qualquer lugar você acessa o azul brilhante do mar. Mas, por exemplo, não indicaria essa cidade para alguém com problema de locomoção ou que não goste de andar muito. Foi realmente pesado subir e descer as escadarias, mesmo sem as malas, para ir à praia ou ao pequeno centro. Ou então, pesquisem mais na hora de agendar um hotel, o nosso era bem no alto.

Escadarias sem fim!

Uma opção seria ficar em Amalfi. Lá, ônibus e taxis chegam até o porto e circulam melhor na cidadezinha, que é tão charmosa quanto Positano.

Amalfi

Amalfi

Além de Amalfi, visitamos também Ravello, que fica no alto de uma montanha. Há um ditado local que diz que os poetas vão a Rafello para morrer. Romântico, né?  Entramos na Vila Rufolo, que é paga, para vermos o seu lindo jardim e a vista estonteante.

Ravello- Villa Rufolo

Há outras cidadezinhas que não conseguimos visitar, mas o legal é que elas são muito bem conectadas por ônibus. Há um bilhete único, que custa por volta de 8 euros, que é válido por 24 horas e você pode usá-lo à vontade. Assim que chegar em alguma das cidades da Costa, vá ao centro de informações para turistas e pegue um papel informativo com os horários dos ônibus.

Ravello

Fomos em altíssima temporada, em agosto, e estava tudo muito cheio. Mas mesmo assim foi gostoso passar as tardes ensolaradas em Positano, olhando o mar azul e vendo a vida passar sem pressa.

A vida É bela!

Informações

– Hotel: Il Gabbiano (http://www.ilgabbianopositano.com/homeuk.htm). Ele não é uma maravilha não, mas foi o mais barato que conseguimos na ocasião, o nosso objetivo principal. Agendamos pelo site  Hostel World (http://www.hostelworld.com/) e ele fica bem no alto.

– Se quiser rodar a Costa e estiver de ônibus, compre o bilhete único que vale 24 horas e você anda quantas vezes quiser. Decidimos não alugar carro para rodar a Costa e não nos arrependemos. Estava muito cheio, as estradas são tortuosas e o trânsito um caos, cheio de motocas e lambretas, ônibus, carros, dividindo um espaço micro.

– para quem quiser mais informações:

http://viagem.uol.com.br/ultnot/2006/11/01/ult2445u2924.jhtm

http://www.viajenaviagem.com/2009/05/vai-por-mim-costa-amalfitana-e-capri/

Pompéia e o temível Vesúvio!

4 out

Ah, que saudade de escrever aqui! Esse mês foi terrível, terminando o suado mestrado. Acabei deixando o blog abandonado, mas estou de volta! =)

Em agosto fizemos uma viagem pela região da Campania na Itália. Foi uma sugestão da minha irmã, que tinha o desejo de conhecer a Costa Amalfitana (próximo post!) e quando vi que teríamos que ir a Nápoles, não pensei duas vezes em incluir Pompéia no roteiro.

“Conheci” Pompéia na escola, num livro de história. Tinha um box pequeno falando um pouco sobre essa cidade destruída pelo vulcão Vesúvio e descoberta anos depois quase intacta. Fiquei, na ocasião, muito impressionada com as fotos e esse lugar entrou no caderninho de viagens para um dia quem sabe! E o dia chegou…

Corpo conservado e objetos

Pompéia foi completamente destruída no ano 79 depois de Cristo pela erupção do vulcão Vesúvio. No meu imaginário, achava que Pompéia ficava aos pés do vulcão e que tinha sido soterrada pela lava do vulcão. Mas não! Na verdade, Pompéia não fica tão próxima ao vulcão e o que dizimou a população foram as cinzas liberadas pelo Vesúvio, que cobriu a cidade em 7 metros e matou 80% dos seus habitantes! Por ser cinzas e não lava, a cidade ficou intacta, inclusive os corpos, representando um retrato vivo de uma sociedade e seu cotidiano, não só num determinado momento histórico, como também num momento derradeiro (os corpos encontrados dão essa dimesão, pessoas encolhidas, seguradas aos seus filhos, outros dormindo, alguns parecendo estar tentando fugir…)

Muito expressivo…estranho ver esse momento derradeiro congelado no tempo!

Inscrições nas paredes…grafite bombando em Pompéia! rs!

Pompéia ficou esquecida por 1600 anos! Uma das teorias para o possível esquecimento dessa cidade foi que a área ficou amaldiçoada, sendo vista como um castigo aos hábitos profanos dos moradores da cidade.

Faixa de pedestre…as ruas eram pavimentadas e com calçadas!

Pompéia era uma cidade romana, próspera e muito desenvolvida. As ruas tinham calçadas e até faixa de pedestre. Havia templos, padarias, casas de banho, teatros, estádio, bordéis e um sistema de distribuição de água desenvolvidíssimo. O sítio arqueológico é imenso. Nos arrependemos de não termos feito uma visita guiada para aproveitar mais a história do lugar, já que muita coisa é ruína e sempre é interessante saber o que está por detrás (detrás ou por trás? Vixe, não sei! =o)  daquilo ali.

Teatro

Padaria

Muitas peças foram removidas para o Museu Arqueológico Nacional, em Nápoles. Apesar de estar nos nossos planos visitar também esse museu, nos enrolamos para chegar em Nápoles, o que nos inviabilizou de visitar as duas coisas. Acabamos optando por visitar Pompéia, para sentir e ver o local onde tudo ocorreu, do que ver as peças num museu. Mas se tivesse tempo, iria nos dois. Um amigo italiano me indicou a ir a Herculano, uma outra cidade que foi destruída pelo Vesúvio e, segundo ele, mais conservada que Pompéia. Não conseguimos visitar Herculano, mas pode ser uma boa para quem tiver mais tempo e interesse.

Pinturas conservadíssimas na Vila dos Mistérios

Anfiteatro

O Maraca é nosso, aha, uhu…(anfiteatro por dentro – onde os gladiadores lutavam)

Adorei Pompéia. Fiquei pensando o quão frágeis somos diante das forças da natureza. O humano tem essa soberba de achar que ele está acabando com o mundo, destruindo o planeta,  enquanto na verdade nós é que estamos acabando com as condições de vida humana na terra. O Versúvio estava inativo há 1500 anos até supreender Pompéia; e Pompéia se foi com toda a sua tecnologia e desenvolvimento para a época e o Vesúvio está lá, no mesmo lugar, ainda ativo sabe se lá desde quando e até quando…

Vesúvio…

Informações:

Como chegar ao sítio arqueológico de Pompéia:

– De Nápoles: Pegar trem linha Circumvesuviana  sentido Sorrento e saltar na estação Pompei Villa dei Misteri.

Ingresso:

– 11 euros

Horário de abertura e fechamento:

– Abril a outubro: 8h30 às 19h30 (entrada até 18h)

– Novembro a março: 8h30 às 17h (entrada até 15h30)

– Fechado: 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro.

Fontes:

http://whc.unesco.org/en/list/829

http://www.bbc.co.uk/history/ancient/romans/pompeii_portents_01.shtml

http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2008/2/4/italia-pompeia-que-lugar.html

http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/a_tragedia_de_pompeia.html

http://www.viajenaviagem.com/2009/07/passo-a-passo-bate-volta-de-roma-a-pompeia-e-napoles/

Ilha de Capri

9 set

Por Rafaela Sodré

Saímos de Nápoles rumo à famosa Ilha de Capri. Estávamos ansiosos, pois, até aquele momento, a sensação do grupo é que ainda estávamos viajando, em trânsito. Estávamos cansados e sentindo um calor absurdo, doidos para curtir uma prainha. Rssss Doce ilusão!

Chegamos à ilha e nos surpreendemos com a vista! Realmente, impressionante a azul do mar e o contraste da cidade na encosta de pedras toda branquinha. Linda! Era mar e rocha, sem haver uma faixa grande de terra entre eles. Quando olhamos a ilha pelo mar, o que vemos é mar e paredões de rocha, uma rocha com vários tons de branco. Realmente, lindo!

Bem, as cidades, Capri e Anacapri, ficam no alto da ilha e, portanto, todos que chegam à marina grande precisam pegar uma condução para chegar às cidades (ônibus, taxi ou  furnicular). Nós optamos em ficar em Anacapri, pois era mais barato e era relativamente perto.  A ilha toda mede 6 km de extensão.

Para chegar à Anacapri, optamos pelo ônibus. Sempre fazendo as escolhas mais econômicas! Rssss  Foi ai que começou nosso calvário dentro do transporte público da ilha. Gente, os ônibus são padrão Capri, ou seja, bem pequenos para poder passar nas pequenas ruas da ilha, e os motoristas colocam uma quantidade de passageiros bem, bem maior do que a capacidade do veículo. Super -recomendo os taxis quando estiverem com as malas…

Bem, passado o aperto, chegamos a Anacapri. Nosso hotel disponibilizava um transfer até lá, mas os fortes maridos resolveram que não havia necessidade. Eles levariam as malas, afinal eram só 450m! Só esqueceram de avisar aos mocinhos que eram 450m subindo uma pirambeira daquelas! Rsssssss. Nos perdemos, pois o google maps não mapeava todos os bequinhos do lugar, cansamos, sentamos, lanchamos, fizemos tudo que possível até chegarmos ao hotel. A única coisa que nos consolava era a vista maravilhosa do lugar. Andamos por girassóis, parreiras (muitas parreiras), limoeiros, pés de kiwi, flores, etc e tudo isso com o azul do céu se confundindo com o azul do mar!

Ficamos num B&B, Alle Gisnetre, que por sinal é maravilhoso! A pousada é familiar (gerida pelo dono e sua esposa), tem ótima infra-estrutura, é limpo e o café-da-manhã é ótimo com direito a guloseimas preparadas pelo próprio casal.

Vista recompensadora!

Enquanto aguardávamos para fazer o check in, pesquisamos (ou demos um google) qual era a melhor praia de Capri. Queríamos o pico, a melhor. Rssss Descobrimos que a praia – Faro – era “próxima” ao hotel e os meninos colocaram a pilha de irmos a pé. Que arrependimento! Um sol de rachar e, apesar da ilha ser pequena, tudo é longe se considerarmos as subidas e as estradas sinuosas – única alternativa para poder ser possível o tráfego de veículos.

Chegando ao pico, não acreditamos! A “praia” era um cimento que colocaram para unir pedras, uma laje, praticamente! Rssss O Felipe ficou inconformado, e declarou que, certamente, essa não era a melhor praia; havíamos pego algum caminho errado. Andamos mais um pouco, olhamos o mapa e sim, aquela era a praia que procurávamos. Relaxamos e mergulhamos, só nos recusamos a ficar estirados na laje, afinal somos brasileiros e sabemos o que é praia. Rssss

Praia do Farol

Nos recompomos e decidimos tentar outra praia. O grupo não se conformava, apesar de toda informação que tínhamos sobre as “praias” da região. Lemos no google que lá não havia areia e sim pedras, mas não esperávamos tanta pedra! Rssss É impossível ir até o mar sem calçado! Rsss sem exagero!

Escolhemos a marina piccola que se não fosse boa, pelo menos teríamos a vista para os Faraglioni, que são aquelas três pedras que saem do mar a poucos metros da costa. Cada Faraglioni tem um nome: o mais próximo da terra se chama Stella; o próximo, Di Mezzo, é este que tem uma fenda ; e o mais distante da costa, di Fuori ou Scopolo.

Uma coisa ruim nas praias de lá é que parte da “areia” é privada e ficam cheias de cadeiras e mesas dos restaurantes da orla. Assim, poucos são os espaços gratuitos.

Marina Piccola

A Marina piccola é bem charmosinha! Pequena, banhada pelo mar azul, com paredões de pedra cercando a praia, água calma e quentinha. Aproveitamos para deitar na “areia” e relaxar um pouquinho. Sempre de chinelos para não machucar os pés! Em Capri, certamente, a garota de Ipanema perderia toda sua graça a caminho do mar! É impossível andar sobre aqueles pedregulhos e manter a pose, a classe! rsss

Muitos girassois no nosso caminho…

Fomos, então, conferir o badalado centro de capri. Surreal! Lojas caríssimas, gente ostentando, tudo muito caro e luxuoso. Estava também muito cheio. O ponto alto do centro de Capri, sem dúvida, é a bela vista do mar! E o melhor, não é paga! Rsss Tivemos a oportunidade de ver uma manifestação cultura lá. Era uma espécie de bloco só que com música italiana e as pessoas vestidas com roupas típicas na cor da bandeira da Itália. Até bebês participavam! Uma graça!

Pegamos o apertado ônibus e voltamos para Anacapri. Comemos deliciosos pratos italianos e tomamos vinho produzido na própria ilha.

Os postes de Anacapri estavam decorados com esses gigantes girassóis!

No dia seguinte, seguimos as dicas do Ricardo Freire, e fomos até a gruta azul de ônibus. Recomendo fazerem o mesmo. Chegamos lá e logo entramos no barquinho, super-rápido, sem fila, sem nada. São duas opções para visitar a gruta: uma ir de barco da marina grande e outra de ônibus até a entrada da gruta. Da primeira forma, você tem que pagar pelo barco que te leva até a entrada da gruta, em torno de 15 euros, pagar para entrar na gruta, 12 euros, e ainda pagar a “propina” (gorjeta) para o marinheiro que remou. A outra forma é ir de ônibus de Anacapri até a gruta, 2,80 euros, e pegar o barquinho lá..

Entrada da gruta

La Grotta Azzurra, mais famosa atração de Capri, é indescritível!  A entrada da Gruta tem apenas um metro de altura e todos temos que entrar nela deitados, inclusive o marinheiro que puxa o barco por uma corrente presa às pedras. Parece claustrofóbico, mas vale muito a pena e lá dentro é enorme.

O buraco é tão pequeno, que todos tem que se deitar para passar no buraco, inclusive o barqueiro…

Assim que entramos só vemos escuridão, mas logo sofremos o impacto do azul intenso, transparente com reflexos prateados. Li uma frase na ilha que dizia o seguinte: “Non sembra di galleggiare, ma di volare sospesi nel cielo” (A impressão não é a de navegar, mas de flutuar suspenso no céu). Acho que a frase resume bem o que é estar dentro da gruta. Os marinheiros ainda cantam músicas italianas que ecoam dentro da gruta, fica um clima romântico e há a lenda de que o casal que se beija lá dentro fica unido para sempre. Não bobeamos e beijamos nossos respectivos pares intensamente! Rsss Vale dizer que a gruta azul era uma espécie de piscina privada do imperador Tibério e sala de reuniões. Várias estátuas foram encontradas no local e removidas para um museu de Anacapri (Casa Rossa).

Preparados!

A explicação para o azul intenso vem da luz do sol que entra através de uma janela submarina que se abre exatamente embaixo da porta de entrada da gruta. Graças à essa abertura a luz absorve o vermelho e deixa passar o azul.

O Ponto alto da viagem

Quando ainda estávamos em Nápoles recebemos um panfleto sobre aluguel de barcos, sendo você mesmo o motorista. Tudo na Europa é um pouco “faça você mesmo”, mas não imaginava que chegariam a esse ponto.

Aula prática de dois minutos!

O Felipe ficou logo animado, decidido a alugar o barco. Repetiu várias vezes que seu pai, que é super-cauteloso, havia alugado um barco quando eles eram pequenos e que se ele alugou, não haveria riscos de nós alugarmos também.  A Rhani, medrosa que só ela, logo tratou de acabar com a farra do Felipe e decretou que não alugaríamos o tal barco.

Entretanto, com o caos do transporte na ilha e as pouquíssimas praias, a ideia passou a ser a melhor alternativa. Estudamos a possibilidade, conversamos com a agência, analisamos outras pessoas que estavam alugando. Bom, convencemos a Rhani e tudo estava resolvido. Ela se rendeu e aceitou o passeio.

A Itália é realmente espetacular! Só lá é possível alugar um barco com carteira de motorista categoria B. Era essa a única exigência! Hilário!

Compramos umas frutas e bebidas e partimos para o porto. Lá o Fabio e o Felipe aprenderam a pilotar nosso barco (aula de 2 minutos, sem brincadeira!) rssss O Fabio se prontificou a ser o primeiro a pilotar. Ele é assim, quer controlar tudo, mas fiquei confiante, já que ele é bem mais sensato que meu cunhadão.rssss

Os primeiros minutos foram tensos, pois estávamos numa área de grande circulação de barcos, inclusive de transatlânticos.  A paisagem que surgia, a azul do mar e a experiência de alguns minutos dos nossos marinheiros foi fazendo a gente esquecer o medo e aproveitar este momento único em nossas vidas.

O passeio foi o ponto alto da viagem! Sem dúvida, o que há de mais bonito na ilha está no mar. Não há como ir à Capri e não passear de barco! Paramos para mergulho, passamos do lado das Faragliones, vimos os paredões de pedras que caiam sobre o mar, nadamos até a gruta verde, vimos os locais que já havíamos visitado na ilha, enfim, curtimos cada minuto. Foi maravilhoso!

Ancorando

Para terminar com chave do ouro, ainda fizemos um passeio pelo centro histórico de Anacapri. É bem charmoso, lindo, e sem o agito de Capri, parece ser a área onde os locais moram. Ainda fomos agraciados com moradores decorando as ruelas com lindos girassóis!

Life is good!

Capri vai deixar saudades!

Informações práticas:

Sobre o aluguel do barco:

– Empresa: Capri Boat – Banana Sport

– endereço: Marina Grande – Spiaggia – Capri
– tarifa 2012:

Maio – Junho – Setembro – Outubro

  • 2 horas: 80 Euro (por barco)
  • hora extra ou parte de hora: 20 Euro
  • dia inteiro (das 09.30 às 18.00): 170 Euro
  • Máximo de 5 pessoas.

Jul – Ago

  • 2 horas (por barco): 90 Euro
  • hora extra ou parte de hora: 30 Euro
  • dia inteiro (das 09.30 às 18.00): 190 Euro
  • Máximo de 5 pessoas.

Sobre o hotel:

– B&B Alle Ginestre

– endereço: Via Migliera, 53/a – 80071 Anacapri – Tel +39 081 8371531 – Cell +39 333 1194234

– site:  http://www.leginestrecapri.com/

Obs: só para lembrar que ele fica no alto de Anacapri, o que significa subir escadas e vielas para acessá-lo…

Sobre o transporte na ilha:

Comprem o bilhete único que vale por um dia inteiro, tanto nos ônibus quanto no furnicular. Custa 8,40 euros e ainda devolvem 1 euro se você devolver o cartão.

Nápoles – em busca da pizza perdida!

30 ago

Por Rafaela Sodré

(Participação especialíssima da irmana aqui no blog. Como a mocinha aqui está enrolada com o fim do mestrado, a super irmana resolveu dar uma força e relatar a nossa última viagem! Nada mais justo, já que ela foi a planejadora-mor de tudo! Sugeri, ela aceitou e eu adorei! Exceto a parte das informações práticas, que tive que incluir, visto que a irmana ficou muito emplogada com a comilança italiana e esqueceu do mundo! rs)

Esta viagem teve um sabor muito especial para mim. Havia anos que eu e minha querida irmã, Rhani, planejávamos fazer uma viagem juntas – a última foi em 2005 para Fernando de Noronha (sem comentários, por sinal!)! Quando ela esteve aqui no Brasil em junho começamos a fantasiar e acabou que a tão sonhada viagem saiu do papel.

A escolha de nosso destino foi, na verdade, motivada pela grana. Vimos todos os voos que partiam de Londres e escolhemos o mais barato: Roma. Vida de trabalhador é assim, sempre temos que fazer escolhas! Adianto aqui que o barato saiu caro, como diz o ditado, mas depois eu explico melhor.

A partir de Roma, começamos a montar nosso roteiro pela La dolce Italia. Escolhemos uma região de praia pois Rhani e Felipe, que vivem longe do mar, ficam loucos por um mergulho num marzão gostoso! Daí resolvemos ir para o sul da Itália, mais precisamente para a região da Campânia. Bem, as cidades foram as seguintes: Nápoles, Pompéia, Capri e Costa Amalfitana (Positano, Ravello e Amalfi) e ainda passamos uma tarde em Roma.

Nápoles

Sabe o centro do Rio de Janeiro só que bem, bem, bem mais sujo e abandonado? Bem, Nápoles é assim! Não exploramos a cidade, pois a ideia era termos uma base para ir a Pompéia e nos deliciármos com as pizzas da cidade, em especial com a pizza da l’antiga Pizzeria da Michelle, que é cotada como uma das melhores pizzas do mundo (aparece no filme Comer, amar e rezar, inclusive!)!

No copinho de plástico mesmo, pois na Itália não tem frescura! rs!

Realmente, as pizzas feitas em Nápoles são MARAVILHOSAS! Nenhum lugar do mundo há pizzas tão gostosas e baratas. São muito baratas! Uma pizza inteira deliciosamente maravilhosa custa 4-5 euros! Uma pechincha!
Na ida, quando dormimos lá, a cidade estava no meio de um feriadão e tudo estava fechado, inclusive a Pizzeria da Michelle. Isso causou furor no grupo, já que não comeríamos a tão falada pizza. O Fabio, meu marido, chegou a sonhar com a pizza; a Rhani só falava nisso e o Felipe botava pilha nos dois. Acabou que decidimos passar por Nápoles na volta só para comer a tal pizza.

Arte!

Foi aí que experimentamos a desorganização Italiana! Parece até piada, mas depois de 6 dias esperando para comer a pizza da Michelle, a pizzaria estava fechada para obras em plena alta temporada. Não havia sequer um aviso no site, um aviso na porta, nada. Um senhor simpático, que nos viu grudados no vidro da pizzaria desorientados, desnorteados, sem entender o que estava acontecendo, parou e nos deu a triste notícia. O mundo parou por uns segundos e todos nós ficamos desolados! Rssss. Não estou exagerando não! Ficamos muito abalados mesmo. A Pizzeria havia se tornado um ícone para nós!=)

Arrasados pois não iam comer a pizza Da Michele! rs!

Nossa frustação não parou por ai. O mesmo senhor que nos explicou que a pizzaria da Michelle estava fechada nos indicou uma outra, a Pizzeria di Matteo. Nos amimamos novamente já que o Felipe havia lido na revista time out que essa sim era a melhor pizza de Nápoles e que o Bill Clinton havia comido lá. Fomos nós andando pelas ruelas sujas de Nápoles à caça da pizza perdida. Quando chegamos ao endereço não acreditamos: a porta estava fechada! O Fabio perguntou então o que estava acontecendo e a resposta foi: eles estão de férias! Lógico que estariam, afinal agosto é mês de férias na Europa! Só na Itália mesmo! As duas mais famosas pizzarias de Nápoles fechadas em plena alta temporada. O destino não quis então que saboreássemos a melhor pizza do mundo. Deve ser para nos unir novamente num futuro. rssss

Mas isso não significa que ficamos mal servidos de pizza lá! Na rua do Da Michele, nos indicaram a pizzaria Trianon, que não deixou a desejar! Foi a nossa  melhor pizza da minha vida, o que nos deixou intrigados de como poderia haver uma melhor!!!

Bem, vamos às informações práticas

Hospedagem:

Ficamos num bed and breakfast (B&B) excelente. B&B é um tipo de hospedagem bem comum e barata na Europa. Como diz o nome, é um lugar para dormir e tomar um café-da-manhã. É gerenciado por uma família, que geralmente mora no local. Optamos por um B&B, pois teríamos a opção de termos um quarto só para o casal, pagando um preço de albergue. O nome é B&B Carafa, fica perto da estação de trem, do centro histórico e do porto. Pagamos 20 euros por pessoa por dia e a estrutura era excelente. Quartos limpíssimos e bem equipados e um café-da-manhã no estilo self-service.

Trem

– Roma para Nápoles:

Acesse o site Trenitalia para ver os horários e valores.

– Nápoles para Pompéia:

Para ir à Pompéia de Nápoles, tem que pegar um trem da linha Circunvesuviana em direção a Sorrento e saltar na estação Pompei Scavi (Vila di Misteri) – há outras, mas essa é a que deixa na porta do sítio arqueológico. (por volta de 4,50 ida e volta)

– Nápoles para Capri:

Há barcos direto para Capri. Há outros portos, mas o para Capri é o Molo Beverello. Horários dos barcos: http://www.capri.com/en/ferry-schedule. Valor: por volta de 20 euros.

– Roma Ciampino até a Estação de trem central de Roma (Termini):

Voamos de Londres para Roma pela Ryanair – companhia low cost – que nos deixou no aeroporto secundário de Roma, o Ciampino, que não é conectado por trem, como o principal (Fiumicino). Mas foi tranquilo, pois há muitas opções de ônibus até a estação de trem central de Roma (termini), o trajeto entre um e outro demorando por volta de 30 minutos. Usamos a Terravision para ir e voltar (na ida, compramos o ticket em Londres e pagamos 4 euros. Na volta, adquirimos o ticket na porta do ônibus, nos custando 6 euros)

Pizzarias:

Da Michelle: Via Cesare Sersale, 1 80139 Napoli, Itália

Di Matteo: Via dei Tribunali, 94, 80138 Napoli, Italia

Pizzaria Trianon: Via Colletta 44/46, Napoli, Itália

Outros links:

Conhecemos a pizaria Michele através do artigo do Ricardo Freire, no site viajenaviagem. Aliás, usamos bastante as dicas dele durante toda a viagem.

Próximo post: Pompéia!!!

Florença e Pisa

17 maio

Florença/Pisa foi a última viagem que fiz (maio/2011) e por isso vou fazer um post aproveitando que todas as informações estão frescas.

No Brasil, quando viajava, não tinha o hábito de pesquisar sobre o lugar. Geralmente queria só sentir o lugar e me perder mesmo na viagem, sem muita programação definida. Aos poucos, aqui, fui adquirindo e descobrindo um prazeroso hábito: ler e planejar a viagem. Essa necessidade se impôs visto o enorme volume de informação e novidades que estava exposta. Tantos lugares, tantos famosos monumentos que me confundia e ainda me confunde! E o velho continente tem muita história para contar e eu, marinheira de primeira viagem, não queria perder nada!

A viagem a Florença foi a primeira que me impliquei no projeto planejamento. Isso porque as minhas viagens anteriores na Europa eu estava sempre acompanhada de “locais”, o que me fazia relaxar e simplesmente aceitar as sugestões e viver a cidade pelos olhos do morador. Foi assim nas duas vezes que estivemos na Escócia, nas duas vezes em Portugal, foi assim em Grenoble, em Amsterdã…(depois farei pequenos posts sobre essas viagens, para registrar o que guardei delas…).

Nunca tinha estado em Londres quando desembarquei aqui para morar. Então precisei de um desses guias (mais precisamente o guia de Londres da Folha de São Paulo) para desbravar a cidade inicialmente, conhecer a sua história, conhecer os seus principais monumentos, ver as indicações…

Daí usei esse recurso e peguei emprestado na livraria pública do meu bairro um guia sobre a Toscana (Florença é a capital da Toscana). Paralelamente a isso peguei indicações no blog da Adriana Miller, disparado o melhor blog de viagem. Essa é a vantagem de um blog, as dicas são frescas, são reais, são relatos de caminhos que pessoas comuns fizeram para visitar determinado local. O conteúdo não é fechado…e ainda criei um mapa no google marcando os pontos que queria passar. Eis o filho: 

Sem mais delongas, vamos ao que interessa: a viagem! Voamos para Pisa, porque viajamos de Ryanair e essa companhia não faz Florença. Já que estávamos em Pisa, aproveitamos para dar uma paradinha e ver a famosa torre torta. Do aeroporto pegamos um trem para a estação de trem Pisa Central (5 min, 1 euro). Pisa é uma cidade universitária, o turismo se concentra nessa parte histórica na qual a torre torta se encontra. Fiquei impressionada com a torre, não imaginava que ela seria tão torta. Ela é impressionantemente torta! A fila estava tão grande para subir nela, que me contentei de a ver por fora. Ficamos sentados algumas horas apreciando-a e depois partimos para Florença. Sinceramente não vi a necessidade de ficar muito tempo em Pisa, acho que ver a torre é imperdível, mas acho que é só isso mesmo. Ir para Florença foi facílimo. Há trens mais ou menos a cada 20 minutos de Pisa Central para Florença (49min, 5,60 euros).

Torre de Pisa

Torre de Pisa

Florença é uma cidadezinha que inspira/respira arte. Toda esquina você esbarra com uma estátua, com um prédio com um detalhe diferente, com uma piazza (praça) charmosa, com galerias de arte, museus e muitos turistas. Como muitos dizem, é um “museu a céu aberto”. E é mesmo! É impressionante como uma cidade daquele tamanho conseguiu acumular tanta “arte”. Tem uma explicação. A rica família Médici, que governou Florença por muitos anos, investiu pesadamente em arte, patrocinando artistas como Michelangelo. O que você verá em Florença é basicamente arte renascentista, já que essa cidade foi berço do Renascimento, junto com outras cidades italianas.

Entramos em dois museus: galeria Uffizi e galeria da Academia. Apesar de ter muitos outros, esses dois são os mais indicados. O primeiro abriga o famoso quadro “O nascimento de Vênus”, de Botticelli. E o segundo, a famosa escultura David de Michellangelo, que antes se encontrava na Piazza della Signoria, mas foi transferida para o museu e em seu lugar foi colocado uma réplica. Confesso que fiquei bem mais impressionada com a estátua do David. Ela é linda, grande, perfeita, feita a partir de um único bloco de mármore…

Piazza della Signoria

Destaco a Piazza del Duomo, onde se encontram a linda Catedral de Santa Maria del Fiori, a torre do Sinos e o batistério; a ponte Vecchio, que foi “fechada” anos atrás para que os açouqueiros instalados na ponte não jogassem dejetos no Rio Arno – evitando a sua poluição-, dando lugar a lojas de jóias, sendo assim até hoje; e a Piazza Michelangello, um ótimo lugar para ver o pôr-do-sol. De lá se vê a Ponte Vecchio, o rio Arno, a praça Duomo…

Piazza del Duomo

Catedral de Santa Maria di Fiori

Ponte Vecchio

Pôr-do- sol na piazza Michelangelo

"Praia" no Rio Arno

Um amigo italiano nos indicou um restaurante divino chamado Buca San Giovani, que eu recomendo solenemente!

O resto da viagem preferimos ficar ao ar livre, nos perdendo nas ruazinhas de Florença, tomando gelato e comendo as deliciosas comidas italianas! Amei a minha primeira vez na Itália!!! Desejo ser a primeira de muitas…