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Formentera e seus 50 tons de azuis

21 out

Todo ano é a mesma história. Passa o inverno terrível e estamos ávidos para pegar uma praia, vestir roupas leves e usar chinelos. E daí destinos como Espanha, Portugal e Itália entram sempre na roda. Todo ano nos prometemos visitar mais outros países que não são destinos de praia, mas daí bate aquela carência de uma praiana e lá vamos nós procurar uma prainha de novo.

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A ideia desse ano era ir a Grécia. Sempre tive muita vontade de conhecer esse paraíso na terra, mas sempre tá caro quando estamos disponíveis. E como moramos na Europa, a gente acaba não tenho aquela pressa, pois sempre estamos na esperança de que aquela promoção perfeita virá…haha.

Com a Grécia caríssima para o nosso bolso, ficamos aleatoriamente no skyscanner  tentando passagens em conta para vários destinos de praia. E acabamos encontrando um ticket super barato para Ibiza. Nos animamos logo, pois adoramos Maiorca, outra ilha balear que visitamos há um tempo atrás. Porém, a gente queria algo mais sossegado e Formentera, felizmente,  apareceu no nosso caminho.

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Das ilhas baleares, é a menorzinha e mais roots. Não tem areroporto na ilha e a forma para acessá-la é por barco partindo de Ibiza.

A ilha é muito calma e preservada. Os moradores da ilha conseguiram impor um ritmo ao turismo de forma a preservar ao máximo as belezas naturais da ilha e a cultura local. Praticamente não há construções na beira do mar e a vegetação da encosta é super preservada. Felizmente, Formentera conseguiu explorar o turismo sustentavelmente.

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Além disso, Formentera tem uma característica especial. Por conta da existência de uma planta marinha que circunda a ilha e faz um tratamento natural na água – possibilitando a areia ser depositada na costa -, Formentera tem praias longuíssimas, de areia branca e mar azul turquesa. Esse fenômeno natural a diferencia das outras praias do Mediterrâneo, onde é mais comum praia com pedrinhas no lugar de areia.

A ilha é muito sossegada e parece que todas as praias são de nudismo. Não há delimitação, nenhuma placa, nada muito demarcado. Vimos pessoas, famílias, casais fazendo nudismo ao lado de pessoas com roupas sem o menor problema e demarcação, em diferentes praias. Todo mundo em perfeita harmonia com o entorno paradisíaco!

Ficamos 1 semana lá. Nem precisa disso tudo, a ilha é pequena, rodamos bastante e visitamos alguns lugares que gostamos mais de uma vez. Porém, como estávamos com bebê de 9 meses, queríamos fazer tudo sem pressa, descansar e aproveitar ao máximo o ócio. =)

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Eis alguns pontos que visitamos na ilha:

Farol de La mola:

Esse farol fica na parte mais alta da ilha e de lá se tem uma linda vista do azul do mar cristalino contrastando com as falésias. Sem contar que é uma ótima oportunidade de ver o famoso lagarto verde fluorescente, símbolo de Formentera. Na volta ou ida, não deixe de parar no Mirador de Formentera, na altura do Restaurante El Mirador. De lá se tem uma espetacular vista da silhueta da ilha.


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Farol de Cap Barbaria:

Esse farol é lindo. A vista te leva a ver a imensidão. Em dias claro, pode-se avistar a África. O pôr do sol é famoso lá, o sol se põe direto no mar. Quem viu o filme Lúcia e o Sexo, lá se encontra a cova da Lúcia.

Estava ventando absurdamente e não conseguimos ver o por-do-sol por conta do baby, mas valeu muito a visita.20140521_143959 (1)

 

Ses Illetes:

Essa praia se encontra dentro de uma reserva. Para entrar de carro, paga-se uma taxa de uns 3 euros. O carro dá acesso até uma parte, depois o trajeto tem que ser feito à pé.

Amamos esse lugar. Fizemos uma caminhada até a ponta das Illetes para avistar a ilha s’Espalmador. Quanto mais se anda sentido S’Espalmador, mais deserto fica. E há pontos que se consegue ver mar de ambos os lados. Cenário incrível.

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Llevant:

Outra praia linda e delícia. Pode ser acessada por dentro da reserva que leva a Illetes ou por fora. Tanto Llevant e Illetes ficam cheias. Como estávamos com um bebê que na ocasião estava acordando 6 da manhã, não havíamos muita opção. Era partir para a praia cedinho. As duas estavam desertas quando chegamos, mas quando saímos já estavam bem cheias e olha que fomos fora da alta estação.

Es Caló:

Es Calo é uma vilinha de pescadores, onde você pode ver os barcos numa espécie de garagem de madeiras. A praia é de um azul indescritível. Um pouco antes de chegar na vilinha, vindo do centro, há um acesso à praia na parte com mais areia e espaço. A descida para a praia da vilinha é estreita e pedregosa. Tem um restaurante na beira da praia de comidas típicas de Formentera delicioso! Não é barato, mas também não é nada exorbitante, pelo nível da comida e vista hipnotizante. Dá pra ver, inclusive, as falésias de La Mola. O Nome é Es Caló.

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Midjorn:

Essa praia é a maior da ilha, com mais de 20km de extensão de diferentes tons de azuis e areia branca. Ficamos hospedados nessa praia, mas o acesso que tínhamos a ela era ruim. Há um outro acesso melhor chamado S’Arenal, onde havia uma faixa de areia grande e branquinha. Numa das pontas tem um quiosquinho de madeira, excelente para tomar uma cervejinha gelada em pé mesmo, curtinho os 50 tons de azuis do mar.

Cala Saona:

É uma praia pequenina, mas super agradável e bonita. Tem vista para Ibiza e de lá há trilhas para falésias.

Es Pujols:

Não é o centro oficial da ilha, mas um centrinho cool. Tem lojinhas, restaurantes charmosinhos e bares, além da praia, super acessível, inclusive para cadeirantes.

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Saint Francesc Xavier:

É o centro oficial da ilha. Lá se encontram lojinhas, restaurantes e a igrejinha de mesmo nome do século XVIII.

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Alugamos um carro, mas é muito comum e estimulado o uso de bicicletas e motocas para rodar a ilha. Ficamos em Midjorn, numa área bem deserta, longe de qualquer badalação. Para ficar lá, só com um carro ou moto. Há ônibus circulando na ilha, se quiser usar esse meio de transporte, é melhor ficar nos centrinhos São Francisco ou Pujols ou no porto Savina.

Decidimos alugar um apartamento, pois precisavamos de cozinha para preparar comida para o baby, pois íamos ficar 1 semana. Não nos arrependemos, os flats eram simples, mas tinha uma piscina comunitária gostosa (sempre bem vinda quando se tem criança) e super silencioso. Badalação zero, se tiver procurando mais agito, recomendo Es Pujols.

Fomos em maio, fora de estação. Deu para curtir praia, mas o mar ainda estava frio. Deve ser ótimo ir em junho ou setembro, para pegar a ilha numa época mais quente, mas sem a bombação de julho-agosto, altíssima temporada de verão.

Último detalhe, nenhuma foto foi tratada, tudo sem filtro. Esse azulão é isso mesmo, indescritível! ❤

Informações extras:

– Estadia: Allida 

– No aeroporto de Ibiza há companhias que vendem o ônibus até o porto e depois o barco para Formentera. Você pode comprar ida e volta. Com bebê, achamos melhor pegar o pacote do que ir independente. E valeu à pena. Isso porque na volta o nosso barco atrasou, o que nos deixaria numa situação bem tensa quanto ao nosso vôo para Londres em Ibiza. Por sorte havíamos pago por esse serviço. O ônibus que teríamos que pegar para o aeroporto acabamos perdendo. Mas a companhia deixou um motorista para nos pegar, sem a gente nem saber. Saímos correndo no porto, tentando pegar um taxi disponível, quando vimos uma pessoa com a placa da companhia. Nos salvou total! Usamos esse serviço e adoramos no fim: Fly e Vai. Nos custou por volta de 40 euros por pessoa o ônibus mais o barco ida e volta.

Outras fontes:

– http://www.formentera.es/en

– http://www.aproximaviagem.pt/n10/04_formentera.html

– http://planejandoaviagem.wordpress.com/2013/05/06/ilha-de-formentera-a-piccola-italia/

– http://luisapest.wordpress.com/2011/06/14/formentera-uma-ilha-que-nao-foi-roubada-porque-nao-consegui/

-http://aviagemcerta.blogspot.co.uk/2009/07/formentera-o-melhor-lugar-do-mundo.html

 

 

 

 

 

Barcelona

3 jun

A visita à Barcelona nesse ano foi muito mais motivada por razões pessoais do que turísticas. Um casal muito querido de amigos, que conhecemos aqui e chegaram junto com a gente, resolveu trocar a cinza Londres pela ensolarada Barcelona. Foi triste vê-los partir, pois nos apoiamos muito nesses três primeiros anos fora, principalmente na escuridão do inverno, mas ficamos felizes em vê-los bem nessa nova aventura! Isso que importa, sempre!

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Churrasquinho na laje.

Em 2011, fiz um post (clique aqui) detalhado sobre o circuitão turístico, pelo menos o que consegui ver, pois Barcelona é uma cidade grande, com atrações espalhadas. Desta vez, como já conhecíamos bem a parte turística, principalmente o Felipe, que estava retornando à cidade pela terceira vez, relaxamos e aproveitamos mesmo os amigos, fizemos jantares, churrascos e ficamos mais perambulando sem compromisso.

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Festival de cultura Andaluza no Fórum de Barcelona

Porém, da outra vez, não subi no parque do Montjuic, pois preferimos ficar na praia de Barceloneta aproveitando o Sol (sempre ele!). Mas, dessa vez, não perdi a oportunidade de ver Barcelona do alto!

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Vista de Barcelona do Montjuic

O parque do Montjuic é enorme e as atrações diversas. Abriga museus, como a Fundação Miró e o Museu Nacional de Arte Catalã,  jardim botânico, complexo olímpico, fonte mágica, castelo  e palácio, para citar algumas das atrações do parque. Além disso, tem uma vista incrível da cidade.

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Vista de Barcelona do Castelo do Montjuic

Dê uma olhada aqui para se informar sobre todas as atrações do parque e como chegar nelas por transporte público. Há várias opções de ônibus. Subimos no Montjuic de furnicular, que é integrado ao metrô e, portanto, não se paga nada a mais para utilizá-lo. A troca é na estação Paral-lel (linha 2 e 3). Há também os teleféricos (aeri), que saem do Port Veil de  Barcelona, porém, mais caros (15 euros, ida e volta). Acesse aqui sobre os horários: http://www.telefericodebarcelona.com/IndexCat.html

Lá em cima há outro teleférico com 3 estações dentro do parque. Preferimos fazer a pé mesmo, mas tem muitas escadas e se você tem problemas de locomoção ou não gosta de subir escadas, pode ser uma boa. Custa em torno de 9 euros. Olhe aqui: http://www.barcelonaturisme.com/Teleferico-de-Montjuic/_vf-SMlY1yIuKQTV1aq49kJLSZqWPVp5H4ouSb22zi_wPIXQ6GELBrQ

Transporte do Aeroporto

– Da outra vez, pegamos taxi do aeroporto de Barcelona para a cidade (pagamos uns 30 euros) . Dessa vez optamos pelo trem e não nos arrependemos. Do terminal 2, pelo menos, a plataforma do trem é conectada ao aeroporto, sendo bem simples acessá-lo. E o preço é melhor ainda! Você pode comprar um ticket com 10 passagens (sai mais barato do que comprar no individual), que custa 9, 90 euros e duas pessoas podem usar. Há trens de meia e meia hora para Barcelona e o trajeto é de 30 minutos. Olhe aqui os horários.  Há ônibus também, que custam por volta de 5 euros. Acesse esse link para informações mais completas sobre os transportes que conectam o aeroporto à cidade: http://www.barcelona-airport.com/eng/transport_eng.htm

Restaurante:

– Se tiver, por acaso, passeando pelo bairro de Gracía, comemos muito bem num restaurante Sírio do bairro. Serviço ótimo e o esquema bom, bonito e barato. Comi um pratão com kibe, falafel, humous, salada e pão por menos de 10 euros, tudo delícia. Site com endereço aqui: http://www.ugarit.es/

Tarragona

23 maio

Tarragona fica a mais ou menos 1h de trem de Barcelona. É uma cidadezinha bem turística por manter um conjunto de ruínas da época na qual estava sob domínio do Império Romano. Essas ruínas, muito bem preservadas, são consideradas pela UNESCO como patrimônios culturais da humanidade.

Imagem retirada da Internet do Complexo Romano.

O anfiteatro na beira do mar é impressionante. Ele foi construído por volta do ano 2 AC e comportava 15000 pessoas. Ali ocorriam diversos tipos de espetáculos, como as lutas dos gladiadores, eventos esportivos e rituais de execução.

Anfiteatro

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Há outras atrações como o Circo Romano ( e museu), as muralhas, o teatro e a catedral.

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Catedral

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Mas, como sentimos muita falta do sol – raro em Londres -, aproveitamos o tempo bom para ficármos estirados na praia.

Tarragona

Como chegar:

Pegamos o trem na Estação Sants e custou por volta de 15 euros, ida e volta. Essa estação é bem grande e ficamos um pouco perdidos. Fomos tentar comprar as passagens numa máquina que só nos dava a opção de um trem carérrimo, que sairia por 40 euros ida e volta. Quase desistimos! Fomos no balcão de informações e depois nos dirigimos para a máquina que vendia passagens para trens de média distância. Lá, conseguimos comprar os tickets num valor aceitável.

Confira os horários dos trens, preços e estações aqui: http://www.renfe.com/viajeros/index.html

Sites úteis:

Para saber os preços das atrações e horários (geralmente, não abrem às segundas-feiras), clique aqui: http://www.tarragona.cat/lajuntament/conselleries/patrimoni/museu-historia/en/monuments/amphitheatre

http://www.tarragonaturisme.cat/

Sitges

19 maio

Sitges é um outro bate-e-volta perfeito de Barcelona. Com clima de balneário, me lembrou Búzios, por conta da combinação praia, lojas charmosas e boas opções de restaurante.

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Igreja de São Bartolomeu

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Não é à toa que é conhecida como a St Tropez da Espanha. É famosa por sua noite, sendo comparada a uma pequena Ibiza e é conhecida por abrigar uma grande comunidade GLS.

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Em Sitges também acontece dois eventos culturais famosos, como o Festival Internacional de Cinema de Fantástico e de terror e um carnaval de rua.

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Fomos a Sitges para pegar uma prainha mais tranquila e aproveitar o domingo de sol com nossos amigos.

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Comemos num lugar maravilhoso, bom e barato. Se chama La Paradeta e fica bem pertinho da praia. O restaurante, na verdade, é uma peixaria. Você escolhe o seu peixe/fruto do mar fresquinho, escolhe o modo de preparo (frito, grelhado, empanado, etc), paga e recebe uma senha. Quando o seu número for chamado, é só se deliciar! A casa só tem como acompanhamento pão, a atração principal mesmo são os peixes. Comemos lula, chipirones, marisco, peixe e saiu 10 euros para cada um, com bebidas. Recomendadíssimo!

La Paradeta

La Paradeta

Como chegar:

– Sitges fica a 30 minutos de trem de Barcelona. O ticket ida e volta custa de 6 a 8 euros. Os trens saem das estações Sants, França ou Passeig de Gracia.

Horários dos trens e preço:

-http://www20.gencat.cat/portal/site/rodalies?newLang=en_GB

Restaurante La Paradeta:

http://www.laparadeta.com/marisqueria-la-paradeta-sitges-barcelona.html

Mais informações:

http://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/europe/spain/5832845/Sitges-the-St-Tropez-of-Spain.html

http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,sitges-a-pequena-ibiza,317384,0.htm

http://www.visitsitges.com/en/

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Montserrat

16 maio

Montserrat fica bem pertinho de Barcelona e é um bate-e-volta perfeito se você quiser fugir um pouco do burburinho da cidade.

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O local é surpreendente e místico. As cadeias montanhosas, com seus diversos picos, inspiraram lendas que até hoje povoam o imaginário catalão. Há quem diga que os picos das montanhas de Montserrat inspirou Gualdí a criar o projeto da Sagrada Família. Outros, juram que Montserrat é um local para se encontrar seres extraterrestres. Montserrat também seria o local onde a Virgem de Montserrat fez a sua aparição e daí a construção da capela, que originou o mosteiro, do século 11, que emerge lindamente das pedras.

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Há muita coisa para fazer em Montserrat, é um passeio de 1 dia se quiser aproveitar tudo.

A visita ao mosteiro é gratuita e há uma grande fila de devotos para ver e tocar a imagem da Virgem. O bom é que essa parte é separada, então você poderá entrar no mosteiro e vê-lo sem muitos problemas. Há um famoso coral de crianças que ocorre às 13h, de segunda a sexta, gratuito.

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Há ainda um museu, trazendo um pouco de pintura antiga, moderna, de vanguarda, esculturas e abrigando obras dos famosos Picasso e Caravaggio, por exemplo. Custa 7 euros, o adulto. Pulamos essa parte porque o que mais fazemos em Londres é visitar museus, então optamos em ficar ao ar livre e conhecer as montanhas.

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Há diversas trilhas em Montserrat. Os caminhos são lindos, com esculturas e ruínas ao longo deles. Uns são bem longos, de mais de 3 horas. Como estou gravidíssima, pegamos o furnicular até San Joan, ponto mais alto que é possível ir de transporte, e de lá fizemos caminhos de não mais de 30 minutos. Adorei as montanhas, amo caminhar e ficou um gostinho de quero mais. Da próxima vez, quero reservar o dia só para explorar as montanhas e seus lindos caminhos.

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Informações práticas:

Como chegar:

Os trens para Montserrat saem da Plaça Espanya, em Barcelona. Nessa estação, você pode comprar o ticket do trem + o ticket do furnicular ou bonde até o mosteiro de Montserrat. O trajeto é de 1h, 1h15. Importante: se você escolher subir de furnicular, você deverá descer na estação Monistrol Montserrat; se você escolher subir de bonde, deverá descer na estação Aeri Montserrat. O valor do ticket combinado é o mesmo, 17,85 euros, ida e volta.  Escolhemos, sem saber, subir de furnicular, mas depois me arrependi. O bonde leva 5 minutos só e me parece ter uma vista mais  interessante. O furnicular demora 15 minutos e a vantagem dele é que há mais conforto, pois você vai sentado.

No mosteiro, há dois funiculares que te levam para pontos mais altos na montanha. Esses terão que ser pagos à parte e custam 9,50 euros, ida e volta, para usar os furniculares até San Joan e San Cova. Descobrimos só depois que há um ticket combinado chamado Trans Montserrat que inclui metrô + trem + furnicular ou bondinho até o mosteiro + furniculares San Joan e San Cova ilimitados por 26,60 euros. Dependendo da sua programação e o que quer ver em Montserrat, veja se vale a pena esse pacote ou o outro.

Alguns sites úteis:

http://www.cremallerademontserrat.com/website_cremallera/eng/cremallera_tarifes.php

http://www.montserratvisita.com/en/index.html

http://www.museudemontserrat.com/horaris-tarifes.php

Santiago de Compostela

26 nov

Estou tão sumida do blog, que antes de começar, preciso fazer um mea-culpa aqui para justificar tamanha ausência. Já tinha me conformado de que não conseguiria colocar aqui tanta coisa bacana que faço e conheço por essas bandas. Isso porque não sou frenética nas postagens e escrevo somente quando estou com vontade. Só que quando acumulo muitos possíveis posts, paralizo, pois fico sem saber o que priorizar ou por onde retomar. E esse mês foi super agitado por aqui, 8 pessoas passaram pela nossa casa, o que deixou o mês bem corrido.

Catedral de Santiago de Compestela. Em primeiro plano, romeiro com uma vieira, um dos símbolos da peregrinação.

Mas vamos ao que interessa. No meio dessa correria, fomos passar 4 dias em Portugal, para visitar a família que mora lá. Essa é a terceira vez que vou a terrinha, país que eu adoro visitar pois me sinto em casa. Mas isso ficará para outro post! Como estávamos no norte de Portugal, decidimos passar um dia em Santiago de Compostela, na Espanha, que fica mais ou menos a 2 horas e meia de carro do Porto.

A cidade nos surpreendeu! Eu tinha uma ideia de que Santiago era uma cidade mais rústica, basicamente a catedral para onde os peregrinos se direcionam e nada mais. Mas não, ela é bem grandinha e super bem conservada, cheia de opções de restaurantes charmosos, cafés e museus.

Romeiros para todas as direções

Meu interesse por Santiago de Compostela começou quando li o livro “Diário de um Mago”, do Paulo Coelho, quando tinha 15 anos. Antes que me massacrem, não sou fã dos livros do Paulo Coelho, mas li sim dois dele, o mencionado acima e o Alquimista, quando era adolescente.  O livro relata basicamente, pelo que me lembre, o percurso que o Paulo Coelho fez até chegar em Santiago e o seu processo místico de transformação em mago. O que me encantou na ocasião foi a descrição do caminho, que corta a Espanha toda, de leste a oeste, e atrai milhares de peregrinos ao longo do ano em busca de autoconhecimento, reflexão e/ou aventura!

Santiago de Compostela virou destino de tantos peregrinos pois acredita-se que os restos mortais de um dos apóstolos de Cristo, o São Tiago, estão lá. Por volta do ano 8 D.C, uma pessoa, numa espécie de sonho/visão/revelação, achou o suposto local onde São Tiago teria sido enterrado junto com algumas relíquias.  Desde então Santiago de Compostela começou a atrair peregrinos e a sua catedral foi construída sobre esse túmulo achado.

O clima da cidade é o dos melhores. Pessoas do mundo inteiro com suas mochilas e cajados são vistas fora e dentro da catedral, sozinhas ou em grupos, com cara de exaustão e felicidade por terem completado o caminho, motivadas por diferentes razões, seja para agradecer, se autoconhecer ou se aventurar! Só é considerado peregrinação se a jornada for feita a pé, a cavalo ou de bicicleta.

Além da catedral, visitamos o Museu das Peregrinações, que aos sábados entre 17h e 20h é gratuito. Ele custa 2,40 euros e vale a pena mesmo assim. O museu é muito bem organizado e conta a história das peregrinações na área, super interessante para quem quer  entender como Compostela se tornou o terceiro destino de peregrinação cristã do mundo, perdendo somente para Roma e Israel. Além disso, Santiago se localiza na Galícia onde se fala o galego, parecidíssimo com o português! Nos comunicamos sem problemas em português lá. É impressionante como tanto a língua falada quanto escrita são tão similares ao nosso idioma…

Almoçamos divinamente também por lá. Geralmente não gosto de tapas (espécie de mini porções de comida para dividir, típicas da Espanha), pois sempre acho que vem pouco e acaba que gastamos demais com elas. Mas por sorte, sem indicação, paramos num restaurante chamado Central que nos surpreendeu. As tapas eram enormes e divinas!

Lulas divinas!

E polvo mais ainda…

Obs: fomos de carro, partindo do Porto. A estrada é boa e fizemos em 2horas e meia. Não há trem direto do Porto. Tem que se pegar até uma cidade chamada Vigo e trocar para seguir até Santiago de Compostela.

Maiorca

7 set

Maiorca, juntamente com Formentera, Menorca e Ibiza, formam as Ilhas Baleares, pertencentes à Espanha. Ela se localiza no mar mediterrâneo e é a maior e mais diversa dessas ilhas. A sua capital, Palma, é também a capital da comunidade autônoma das Ilhas Baleares (são 17 comunidades autônomas na Espanha).

Catedral de Palma

As ilhas baleares, por se encontrarem numa encruzilhada do Mediterrâneo, entre diferentes civilizações, foram ocupadas ao longo dos anos por romanos, gregos, turcos, mouros e espanhóis – estes últimos se firmando a partir do século 13, quando o catalão começa a ser falado.

Centro histórico de Palma

Além da riqueza cultural – Palma desde os Mouros já era uma cidade próspera, sinais que podem ser vistos até hoje nas luxuosas igrejas, grandes edifícios públicos e muitas mansões particulares-, Maiorca é bem diversa na paisagem, combinando praia com montanha, já que abriga a grande Serra da Tramutana.

Como o objetivo da viagem era curtir praia exclusivamente, deixamos de lado a parte cultural da ilha. Maiorca é enorme e em 3 dias não conseguimos conhecê-la apropriadamente, pois também queríamos ficar na praia e não somente ficar rodando de carro para fotografar. Uma pena mesmo, pois tem muita coisa legal para conhecer lá.

Mas acho que conseguimos ver bastante coisa pelo tempo que tínhamos. Exploramos a região Sul, Sudeste e Noroeste da Ilha, além de passar num vilarejo da Serra da Tramutana e a capital Palma.

O Parque Nacional Mondragó vale muito a pena, pois indo para lá você tem acesso a várias Calas (enseada) de areia branca e mar azul turquesa. Essas pequenas baías são uma delícia, pois o mar é paradinho e de temperatura agradável nessa época do ano.

Além de Mondrago, fomos a Cala Satanyi, outra praia no mesmo esquema das descritas acima, e Es Trenc, tudo nessa área Sul/Sudeste. Es Trenc já é uma praia extensa, de areia branca também, mar claríssimo, salinas e restinga.

Es Trenc

Para matar dois coelhos com uma cajadada só, fomos para a região Noroeste da ilha pela Serra da Tramutana. Valeu muito a pena, a paisagem é linda, pois você passa por vários vilarejos encrustados na pedra. Paramos em Valdemossa, que é um charme, cheia de lojinhas, restaurantes e cidade (micro) onde Chopin morou e compôs algumas de suas obras.

Valdemossa

Nessa área, fomos a Cala Deia. O acesso é difícil, a estrada estreita, mas a praia é bem bonita. O problema é que é de pedra, então rola aquele desconforto para se sentar na “areia”. Depois seguimos até Port de Soller, uma vila de pescadores. Queríamos ir até Sa Calobra e chegar ao desfiladeiro Torrent de Pareis, que parecia ser lindo pelas fotos que vimos, mas não deu. Bom que fica uma desculpa para voltar algum dia…;)

Antes que me esqueça, o centro histórico de Palma é muito bonito, cheio de bares e restaurantes e com uma catedral gótica de encher os olhos. Diz a lenda que Jaime I de Aragão pegou uma terrível tempestade a caminho da conquista de Maiorca em 1229 e, na ocasião, jurou que construiria uma igreja, caso Deus o poupasse. E assim o fez! Uma parte dela, inclusive, foi restaurada pelo arquiteto catalão Gualdí.

Catedral de Palma

Alugamos um carro, o que foi fundamental para acessármos as praias boas. As praias próximas a Palma são urbanas e não tem os atrativos das mais afastadas. As estradas da ilha são excelentes e eles têm um ótimo esquema de estacionamento. E a comida é maravilhosa, fresca e gostosíssima…

Como se come bem nessa terra!!!

Usamos o site http://www.expedia.co.uk/ para essa viagem e fizemos um pacote de avião, hotel e aluguel de carro, saindo, nesse caso, mais em conta do que agendar separadamente.

Mapa com os lugares pelos quais passamos: