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Belfast, Giant Causeway e Game of Thrones tour

11 nov

Belfast foi uma surpresa muito agradável. A Irlanda do Norte não estava na listinha de lugares a serem visitados num futuro próximo. Não sei exatamente o porquê, mas sempre pensei em visitar Dublin, na Irlanda, e Belfast sempre passou batido nas minhas buscas por viagens. Até que, por conta de uma questão burocrática de visto em curso, só podíamos viajar pelo Reino Unido. E pesquisando na internet sobre lugares para visitar por aqui, ‘descobrimos’ Belfast.

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Na verdade, o que mais me impressionou e me animou a visitar Belfast foi a história viva por trás dessa cidade. Na escola lembro de ter estudado a Independência da Irlanda do Reiro Unido e a constituição da república, a briga entre católicos e protestantes, o IRA e seus ataques terroristas em Londres. Mas, na ocasião, achava tudo muito confuso e acho que sempre coloquei no mesmo saco Irlanda e Irlanda do Norte, apesar de saber que eram países diferentes.

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Pois bem, resumindo pra caramba, a Irlanda República, que tem Dublin como capital, depois de uma guerra com os britânicos, conseguiu a independência e se tornou um país autônomo. Porém, a Irlanda do Norte não conseguiu se emancipar e o país ficou dividido internamente entre os católicos – que queriam a república e independência – e os protestantes – que queriam permanecer no Reino Unido. O IRA, grupo paramilitar católico, continuou a luta pela independência e reintegração da Irlanda do Norte à Irlanda. Somente em 1994 o IRA anunciou o cessar fogo e desde então a Irlanda do Norte tenta construir um país onde católicos e protestantes possam conviver harmônicamente e em paz.

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Porém, esses 20 anos de “paz” interna ainda não foram suficientes para católicos e protestantes se entenderem. Há nada menos que 99 “linhas de paz”, ou muros da vergonha, que separam bairros católicos de protestantes. A previsão é que somente em 2023 esses muros sejam derrubados. O governo acredita que os habitantes de Belfast ainda não estão preparados para conviverem sem os muros e que até 2023 vão conseguir trabalhar essas comunidades para viverem juntas. As escolas também são divididas entre protestantes e católicos e, apesar do esforço de construir uma unidade, Belfast é ainda muito polarizada.

Agora vamos ao turismo:

Titanic Experience: o Titanic foi construído em Belfast e há um museu incrível sobre o famoso navio. O Titanic, até a ocasião, tinha sido o maior navio de passageiros já construído. O marketing do navio, na época, era que era inafundável. Porém, 2 horas e pouca após deixar a Inglaterra rumo a NY, nafraugou, matando mais de 1500 pessoas.

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Os Murais: os murais de Belfast são imperdíveis e ilustram a história do conflito entre católicos e protestantes através de pinturas enormes em muros da cidade. Os murais católicos se concentram mais na Falls Road e os protestantes, na Skankill Road. Exploramos mais o lado católico. Na Falls Road, há uma lojinha do partido Sinn Fen, partido político do IRA. Lá, pegamos um mapa muito útil no qual marcava os murais da cidade. Acabamos rodando independentemente, não sentimos em nenhum momento qualquer perigo, afinal, atualmente Belfast está bem segura. Porém, uma colega fez um tour  num daqueles taxis pretos tipo o de Londres que amou. Acho que pode ser bem legal para pegar informações extras que acabamos perdendo por não ser um local. Fiquei com vontade de saber mais sobre tudo aquilo que estava vendo. A companhia foi Belfast Black Cab Tour.

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Muros: como já mencionado, há 99 muros pela cidade dividindo os bairros, uns pequenos e outros chegando a ter 5 km de extensão; alguns tem portões que ficam abertos durante o dia e são fechados à noite. Vale a pena ver algum, só para ter uma ideia sobre até onde a intolerância humana pode nos levar! Vimos o muro da Cupar Street, lado católico (queria ter visto mais, alguma “barreira”, mas não deu).

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Jardim da Lembrança (Garden of Remenberance): esse jardim é um memorial localizado na Falls Road, bairro católico, em memória dos ativistas do IRA mortos. É bem contraditório o sentimento, pois quando se estuda a vida inteira que o IRA é um grupo terrorista e se deparar com um memorial em homenagem a eles, em plena cidade de de Belfast, apresentando uma outra ótica, não deixa de ser chocante. Os seguintes dizeres encontrados no memorial resumem a contradição “Garden of Remembrance: dedicated to those who gave their lives in the cause of irish freedom” (Jardim da Lembrança: dedicado aqueles que doaram as suas vidas pela causa de uma Irlanda livre.

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Giant Causeway: Desde o começo, queríamos ir ver a famosa calçada do gigante, patrimônio cultural da Unesco. Era prioridade, só não iríamos caso o tempo estivesse impraticável para um menininho de 1 ano. =) Felizmente, o tempo foi um parceiro e nos brindou com um dia de sol bem agradável. O Giant Causeway é um passeio imperdível. Dá para acessá-lo tanto de Dublin quanto de Belfast. Literalmente é um calçada na beira do mar, formada por mais de 40 mil colunas de pedra, todas encaixadinhas, onde se pode andar em cima. O cenário é lindo demais, fica dentro de uma reserva natural e há trilhas para subir nos morros que ficam atrás. Vale muito ir, queria ter tido mais tempo lá.

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Game of Thrones tour: Achamos um tour de 1 dia a partir de Belfast que, além de levar a gente no Giant Causeways, levava também em algumas locações do seriado Game of Thrones, do qual somos fãs. Não pensamos duas vezes e fomos com essa companhia, pois para gente unia o útil ao agradável. Foi ótimo, não tenho do que reclamar, paisagens de tirar o fôlego. Mas, como todo tour de 1 dia, ficou corrido. E com bebê complica, o tempo das paradas não era o tempo do Tom e foi meio estressante para ele. Mas sobrevivemos. Além disso, ficamos com muita vontade de estar de carro, explorando mais os locais que gostamos sem aquela correria. Há outros tours maiores e completos, mais radicais também. No fim do post coloco links que achei quando estava pesquisando.

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St George Market: esse simpático mercado do século XIX é uma boa pedida para um café-da-manhã, almoço ou cafézinho bem  local e tradicional.

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– The Crown Liquor Saloon: é o pub mais famoso e antigo de Belfast, do século XIX. Originalmente, era um bar  vitoriano luxuoso que vendia Gin. A arquitetura é linda e a comida/bebida ótima! Vale a pena dar uma passadinha.

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Irish Coffee no pub The Crown

City Hall: o prédio do Prefeitura é bem bonito, especialmente à noite, aceso.

Links:

– http://www.voxeurop.eu/pt/content/article/3283951-em-belfast-vivemos-em-dois-mundos-diferentes

– http://oglobo.globo.com/mundo/belfast-uma-cidade-ainda-partida-na-irlanda-do-norte-8365833

 http://www.theguardian.com/uk/2012/sep/26/belfast-peace-walls-republicans-loyalists

– http://www.minicoachni.co.uk/game-of-thrones-tour.cfm

http://www.belfastcity.gov.uk/tourism-venues/stgeorgesmarket/stgeorgesmarket.aspx

– http://www.gameofthronestours.com/

Obs: Esquecemos a câmera. Fotos tiradas do celular, mas faltando de vários lugares…=(

 

Formentera e seus 50 tons de azuis

21 out

Todo ano é a mesma história. Passa o inverno terrível e estamos ávidos para pegar uma praia, vestir roupas leves e usar chinelos. E daí destinos como Espanha, Portugal e Itália entram sempre na roda. Todo ano nos prometemos visitar mais outros países que não são destinos de praia, mas daí bate aquela carência de uma praiana e lá vamos nós procurar uma prainha de novo.

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A ideia desse ano era ir a Grécia. Sempre tive muita vontade de conhecer esse paraíso na terra, mas sempre tá caro quando estamos disponíveis. E como moramos na Europa, a gente acaba não tenho aquela pressa, pois sempre estamos na esperança de que aquela promoção perfeita virá…haha.

Com a Grécia caríssima para o nosso bolso, ficamos aleatoriamente no skyscanner  tentando passagens em conta para vários destinos de praia. E acabamos encontrando um ticket super barato para Ibiza. Nos animamos logo, pois adoramos Maiorca, outra ilha balear que visitamos há um tempo atrás. Porém, a gente queria algo mais sossegado e Formentera, felizmente,  apareceu no nosso caminho.

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Das ilhas baleares, é a menorzinha e mais roots. Não tem areroporto na ilha e a forma para acessá-la é por barco partindo de Ibiza.

A ilha é muito calma e preservada. Os moradores da ilha conseguiram impor um ritmo ao turismo de forma a preservar ao máximo as belezas naturais da ilha e a cultura local. Praticamente não há construções na beira do mar e a vegetação da encosta é super preservada. Felizmente, Formentera conseguiu explorar o turismo sustentavelmente.

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Além disso, Formentera tem uma característica especial. Por conta da existência de uma planta marinha que circunda a ilha e faz um tratamento natural na água – possibilitando a areia ser depositada na costa -, Formentera tem praias longuíssimas, de areia branca e mar azul turquesa. Esse fenômeno natural a diferencia das outras praias do Mediterrâneo, onde é mais comum praia com pedrinhas no lugar de areia.

A ilha é muito sossegada e parece que todas as praias são de nudismo. Não há delimitação, nenhuma placa, nada muito demarcado. Vimos pessoas, famílias, casais fazendo nudismo ao lado de pessoas com roupas sem o menor problema e demarcação, em diferentes praias. Todo mundo em perfeita harmonia com o entorno paradisíaco!

Ficamos 1 semana lá. Nem precisa disso tudo, a ilha é pequena, rodamos bastante e visitamos alguns lugares que gostamos mais de uma vez. Porém, como estávamos com bebê de 9 meses, queríamos fazer tudo sem pressa, descansar e aproveitar ao máximo o ócio. =)

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Eis alguns pontos que visitamos na ilha:

Farol de La mola:

Esse farol fica na parte mais alta da ilha e de lá se tem uma linda vista do azul do mar cristalino contrastando com as falésias. Sem contar que é uma ótima oportunidade de ver o famoso lagarto verde fluorescente, símbolo de Formentera. Na volta ou ida, não deixe de parar no Mirador de Formentera, na altura do Restaurante El Mirador. De lá se tem uma espetacular vista da silhueta da ilha.


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Farol de Cap Barbaria:

Esse farol é lindo. A vista te leva a ver a imensidão. Em dias claro, pode-se avistar a África. O pôr do sol é famoso lá, o sol se põe direto no mar. Quem viu o filme Lúcia e o Sexo, lá se encontra a cova da Lúcia.

Estava ventando absurdamente e não conseguimos ver o por-do-sol por conta do baby, mas valeu muito a visita.20140521_143959 (1)

 

Ses Illetes:

Essa praia se encontra dentro de uma reserva. Para entrar de carro, paga-se uma taxa de uns 3 euros. O carro dá acesso até uma parte, depois o trajeto tem que ser feito à pé.

Amamos esse lugar. Fizemos uma caminhada até a ponta das Illetes para avistar a ilha s’Espalmador. Quanto mais se anda sentido S’Espalmador, mais deserto fica. E há pontos que se consegue ver mar de ambos os lados. Cenário incrível.

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Llevant:

Outra praia linda e delícia. Pode ser acessada por dentro da reserva que leva a Illetes ou por fora. Tanto Llevant e Illetes ficam cheias. Como estávamos com um bebê que na ocasião estava acordando 6 da manhã, não havíamos muita opção. Era partir para a praia cedinho. As duas estavam desertas quando chegamos, mas quando saímos já estavam bem cheias e olha que fomos fora da alta estação.

Es Caló:

Es Calo é uma vilinha de pescadores, onde você pode ver os barcos numa espécie de garagem de madeiras. A praia é de um azul indescritível. Um pouco antes de chegar na vilinha, vindo do centro, há um acesso à praia na parte com mais areia e espaço. A descida para a praia da vilinha é estreita e pedregosa. Tem um restaurante na beira da praia de comidas típicas de Formentera delicioso! Não é barato, mas também não é nada exorbitante, pelo nível da comida e vista hipnotizante. Dá pra ver, inclusive, as falésias de La Mola. O Nome é Es Caló.

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Midjorn:

Essa praia é a maior da ilha, com mais de 20km de extensão de diferentes tons de azuis e areia branca. Ficamos hospedados nessa praia, mas o acesso que tínhamos a ela era ruim. Há um outro acesso melhor chamado S’Arenal, onde havia uma faixa de areia grande e branquinha. Numa das pontas tem um quiosquinho de madeira, excelente para tomar uma cervejinha gelada em pé mesmo, curtinho os 50 tons de azuis do mar.

Cala Saona:

É uma praia pequenina, mas super agradável e bonita. Tem vista para Ibiza e de lá há trilhas para falésias.

Es Pujols:

Não é o centro oficial da ilha, mas um centrinho cool. Tem lojinhas, restaurantes charmosinhos e bares, além da praia, super acessível, inclusive para cadeirantes.

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Saint Francesc Xavier:

É o centro oficial da ilha. Lá se encontram lojinhas, restaurantes e a igrejinha de mesmo nome do século XVIII.

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Alugamos um carro, mas é muito comum e estimulado o uso de bicicletas e motocas para rodar a ilha. Ficamos em Midjorn, numa área bem deserta, longe de qualquer badalação. Para ficar lá, só com um carro ou moto. Há ônibus circulando na ilha, se quiser usar esse meio de transporte, é melhor ficar nos centrinhos São Francisco ou Pujols ou no porto Savina.

Decidimos alugar um apartamento, pois precisavamos de cozinha para preparar comida para o baby, pois íamos ficar 1 semana. Não nos arrependemos, os flats eram simples, mas tinha uma piscina comunitária gostosa (sempre bem vinda quando se tem criança) e super silencioso. Badalação zero, se tiver procurando mais agito, recomendo Es Pujols.

Fomos em maio, fora de estação. Deu para curtir praia, mas o mar ainda estava frio. Deve ser ótimo ir em junho ou setembro, para pegar a ilha numa época mais quente, mas sem a bombação de julho-agosto, altíssima temporada de verão.

Último detalhe, nenhuma foto foi tratada, tudo sem filtro. Esse azulão é isso mesmo, indescritível! ❤

Informações extras:

– Estadia: Allida 

– No aeroporto de Ibiza há companhias que vendem o ônibus até o porto e depois o barco para Formentera. Você pode comprar ida e volta. Com bebê, achamos melhor pegar o pacote do que ir independente. E valeu à pena. Isso porque na volta o nosso barco atrasou, o que nos deixaria numa situação bem tensa quanto ao nosso vôo para Londres em Ibiza. Por sorte havíamos pago por esse serviço. O ônibus que teríamos que pegar para o aeroporto acabamos perdendo. Mas a companhia deixou um motorista para nos pegar, sem a gente nem saber. Saímos correndo no porto, tentando pegar um taxi disponível, quando vimos uma pessoa com a placa da companhia. Nos salvou total! Usamos esse serviço e adoramos no fim: Fly e Vai. Nos custou por volta de 40 euros por pessoa o ônibus mais o barco ida e volta.

Outras fontes:

– http://www.formentera.es/en

– http://www.aproximaviagem.pt/n10/04_formentera.html

– http://planejandoaviagem.wordpress.com/2013/05/06/ilha-de-formentera-a-piccola-italia/

– http://luisapest.wordpress.com/2011/06/14/formentera-uma-ilha-que-nao-foi-roubada-porque-nao-consegui/

-http://aviagemcerta.blogspot.co.uk/2009/07/formentera-o-melhor-lugar-do-mundo.html

 

 

 

 

 

Viajando de avião sozinha com um bebê

6 fev

Bem, não sou nenhuma especialista em viagens. Mas, como a necessidade faz o homem, tive que voltar de avião sozinha do Brasil para Londres com um bebê de 5 meses. E, morando fora, com certeza essa não será a primeira e nem última vez. Então, compartilho aqui a experiência porque haja logística! Rs…

Na ida para o Brasil, fui com o maridão. Então, fui mais desorganizada e relaxada, pois sabia que ia ter ajuda. O bom é que tive a oportunidade de ver o que de fato precisava para a volta. E, de cara, ficou evidente que eu tinha que eliminar coisas, ter as mãos livres e uma organização espetacular.

Então vamos lá. Eu voei de TAM. Nessa companhia, você tem que reservar o bercinho com antecedência e pagá-lo na hora do check-in (cerca de 80 dólares). Não há muitos disponíveis, dependendo da aeronave, somente dois. Na ida, bobeamos, e quando ligamos para fazer a reserva, já não tinha nenhum disponível. Não fez muita diferença, pois eu revezei o colo com o Felipe, para comer, ir ao banheiro e foi relativamente tranquilo. Mas, para voltar sozinha, o bercinho era fundamental por algumas razões. Quando você paga pelo berço, você fica naquelas cadeiras da frente, com mais espaço para fazer aquela baguncinha, já que estará com mais tralhas do que o habitual. Além disso, quando o Tom dormia, era o momento mágico para eu me esticar, comer algo e ir ao banheiro rapidinho.

O bercinho da TAM é até 11kg. Se o seu bebê já tiver mais do que isso, vai ter que ir no colo mesmo.

Outra coisa que fez muita diferença foi a organização. Na ida, eu fui com muita coisa desnecessária, por exemplo, com dois casacos que viraram peso e tralha para carregar depois. Na volta, optei por um único caso quente e só. Além disso, eliminei tudo de uso pessoal (até escova de dente eu usei aquelas que vem no kit da TAM – mas nem todas cias tem escova e pasta de dente no kit).

Bem, fui com uma mochila e uma mala de mão. Na mala de mão, coloquei tudo que o Tom poderia precisar extra. Duas mantas, algumas mudas de roupas, fraldas descartáveis, fraldas de pano, meu laptop e câmera. E uma blusa para mim caso houvesse um mega acidente. Essa mala eu coloquei em cima e não precisei pegá-la, era só para alguma necessidade.

Na mochila, que ficou comigo embaixo, deixei tudo que precisava usar durante o voo. Uma pastinha de documentos, uma manta para o bercinho e um saquinho com o kit banheiro. Nessa saquinho de pano, coloquei um trocador descartável, necessaire com fraldas descartáveis, uma muda de roupa e fralda velha. Esse era o saquinho “anti-bomba”, para o caso de um cocô explosivo…rs!

E não deu outra. No meio da viagem, Tom fez uma bomba que sujou as suas costas inteiras. E o trocar o baby no banheiro apertado daquele foi uma missão. Mas eu pequei o saco anti-bomba e sobrevivi. Esse saco tinha alça e o prendi na porta do banheiro e fui tirando o que precisava, afinal, precisava de mãos. Usei a fralda velha para tirar o excesso e depois a joguei fora. O trocador descartável foi uma mãe, pois ele é absorvente, me ajudou também a conter o excesso e depois o descartei. A roupa suja coloquei no saco plástico onde estava a limpa e no fim tudo deu certo.

Ah, e viajei com ele no canguru, despachei o carrinho. Acho que fiz uma boa escolha. O embarque foi bem rápido e quase não esperei com ele no colo.

Quando ele estava acordado e precisei ir ao banheiro, fui com ele no canguru. Achei mais prático do que chamar a comissária e pedir para ela ficar com o bebê para mim. Mas sempre há essa opção, no desespero!

E ajuda é que não faltará. É impressionante como as pessoas foram solidárias. Nem precisava pedir, sempre havia alguém para oferecer uma ajuda muito bem vinda! Quando estamos acompanhado não nos ligamos nisso, mas basta estarmos sozinhos para vermos como a ajuda do outro é fundamental e ela vem de bom grado de muitas direções.

Como o Tom mama exclusivamente no peito, não tive estresse algum parar transportar a comida dele. Mas é bom se informar sobre as regras do aeroporto antes de viajar para não correr o risco de perder a comida do seu bebê. Há muitos blogs hoje em dia de mãe viajantes, como Viajando Com os Pimpolhos e Drieverywhere. Pesquisem lá que, certamente, acharão dicas sobre alimentação dos bebês em aeroportos.

Finalizando, não dá para se enganar, será muito cansativo, não há outro jeito, porém dá para sobreviver! Boa sorte para aquelas que se aventurarem!!! =)

Informações sobre a reserva do berço na TAM aqui.

Aeroporto

Zaanse Schans

20 jun

Zaanse Schans é uma vila holandesa saída de um livro de contos de fada. As casinhas tombadas ficam às margens do rio Zaan, assim como os famosos moinhos. Para complementar o cenário bucólico, galinhas e cabritos fazem parte da paisagem.

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IMG_0777Cada casinha é um pequeno museu, uns gratuitos e outros não. Entramos nos gratuitos! Procure pela a loja/museu de tamancos. Além deles contarem toda a tradição dos tamancos na holanda e apresentarem diversos tipos deles, há uma demonstração de como ele é feito, na hora. É incrível!

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Passe na casa onde se produz queijos. Além de uma breve explicação sobre a produção do queijo holandês, há uma lojinha onde se pode provar e comprar queijos fresquinhos e deliciosos.

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Visitamos também um moinho que era aberto ao público, para conhecer um pouco da história do local.

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Atravessamos para a outra margem de barco e tivemos uma bela vista dos moinhos enfileirados às margens do rio Zaan.

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Paparicando o sobrinho!

Informações:

Para chegar em Zaanse Schans de Amsterdã, basta pegar um trem em Amsterdã Central até Koog-Zaandijk e caminhar uns 10 minutos até Zaanse Schans. A jornada de trem é de 17 minutos e o valor do ticket 2,90 euros.

Olhem o mapa abaixo e o site http://9292.nl/en para ver os horários:

Utrecht

13 jun

O motivo da minha viagem à Holanda foi conhecer a casinha da minha amiga linda, que depois de muitas idas e vindas desde 2006, choros e despedidas, finalmente está estabelecida no país que ela adotou e tanto ama.   Antes de ter o baby e ficar naquela loucura de conversas não terminadas por conta de mamadas e troca de fraldas, achei que seria legal ter esse momento só para papear, sem pressa, interrupções e correrias…

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Ela está morando em Utrecht, que fica a uns 20/30 minutos de Amsterdã de trem. A cidade é muito fofa, uma Amsterdã pequenina, com aqueles canais fofos, cheio de bares na “orla”, além de ser rica culturalmente. Lá está a maior universidade da Holanda, portanto, é uma cidade cheia de jovens e agitos, apesar de ter um climinha bem calmo, de cidade pequena.

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O que fizemos lá? Rimos, comemos, cozinhamos (ops, eu não! =s), andamos de bicicleta, comemos stroopwaffle fresquinho da feira  e croquete crocante do Febo, e brindamos muito as coisas boas da vida, de ontem, de hoje e do futuro que nos espera…afinal, são mais de 15 anos de amizade e causos para contar é que não nos falta!!!

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Infelizmente os campos de tulipas fecharam um dia antes da nossa chegada. Estava toda me achando que dessa vez iria ver as flores da linda primavera holandesa, mas não. Bem, mais um motivo para voltar na próxima primavera, o que nunca é nada mal…=)

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Informações:

– Tomamos cerveja (euzinha sem álcool, antes que me ataquem…rs!!) num lugar muito legal. O nome é Café Olivier, é um bar com uma lista enorme de cervejas belgas, montado dentro de uma antiga igreja. É meio profano, né?, beber com santos te vigiando, mas não deixa de ser interessante.  Site: http://www.cafe-olivier.be/

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– Viajamos de Ryanair, companhia de baixo custo da Europa. Ela não voa para Amsterdã e fomos para Eindhover. Acesse esse site do governo para saber como chegar ao local desejado de transporte público: http://9292.nl/en. Além dele te dar toda a rota (onde saltar, trocar, etc), ele te dá o valor total que você gastará. Isso é importante para você avaliar custo e benefício, se vale a pena mesmo comprar uma passagem mais barata, para um aeroporto secundário e gastar com deslocamentos ou voar para o aeroporto principal. No nosso caso, como era feriado aqui na Inglaterra, todos os vôos para Amsterdã estavam caríssimos. Então valeu a pena ir para Eindhover, mesmo tendo que pegar um ônibus e um trem para Utrecht e aumentar o tempo do trajeto em meia hora.

Barcelona

3 jun

A visita à Barcelona nesse ano foi muito mais motivada por razões pessoais do que turísticas. Um casal muito querido de amigos, que conhecemos aqui e chegaram junto com a gente, resolveu trocar a cinza Londres pela ensolarada Barcelona. Foi triste vê-los partir, pois nos apoiamos muito nesses três primeiros anos fora, principalmente na escuridão do inverno, mas ficamos felizes em vê-los bem nessa nova aventura! Isso que importa, sempre!

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Churrasquinho na laje.

Em 2011, fiz um post (clique aqui) detalhado sobre o circuitão turístico, pelo menos o que consegui ver, pois Barcelona é uma cidade grande, com atrações espalhadas. Desta vez, como já conhecíamos bem a parte turística, principalmente o Felipe, que estava retornando à cidade pela terceira vez, relaxamos e aproveitamos mesmo os amigos, fizemos jantares, churrascos e ficamos mais perambulando sem compromisso.

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Festival de cultura Andaluza no Fórum de Barcelona

Porém, da outra vez, não subi no parque do Montjuic, pois preferimos ficar na praia de Barceloneta aproveitando o Sol (sempre ele!). Mas, dessa vez, não perdi a oportunidade de ver Barcelona do alto!

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Vista de Barcelona do Montjuic

O parque do Montjuic é enorme e as atrações diversas. Abriga museus, como a Fundação Miró e o Museu Nacional de Arte Catalã,  jardim botânico, complexo olímpico, fonte mágica, castelo  e palácio, para citar algumas das atrações do parque. Além disso, tem uma vista incrível da cidade.

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Vista de Barcelona do Castelo do Montjuic

Dê uma olhada aqui para se informar sobre todas as atrações do parque e como chegar nelas por transporte público. Há várias opções de ônibus. Subimos no Montjuic de furnicular, que é integrado ao metrô e, portanto, não se paga nada a mais para utilizá-lo. A troca é na estação Paral-lel (linha 2 e 3). Há também os teleféricos (aeri), que saem do Port Veil de  Barcelona, porém, mais caros (15 euros, ida e volta). Acesse aqui sobre os horários: http://www.telefericodebarcelona.com/IndexCat.html

Lá em cima há outro teleférico com 3 estações dentro do parque. Preferimos fazer a pé mesmo, mas tem muitas escadas e se você tem problemas de locomoção ou não gosta de subir escadas, pode ser uma boa. Custa em torno de 9 euros. Olhe aqui: http://www.barcelonaturisme.com/Teleferico-de-Montjuic/_vf-SMlY1yIuKQTV1aq49kJLSZqWPVp5H4ouSb22zi_wPIXQ6GELBrQ

Transporte do Aeroporto

– Da outra vez, pegamos taxi do aeroporto de Barcelona para a cidade (pagamos uns 30 euros) . Dessa vez optamos pelo trem e não nos arrependemos. Do terminal 2, pelo menos, a plataforma do trem é conectada ao aeroporto, sendo bem simples acessá-lo. E o preço é melhor ainda! Você pode comprar um ticket com 10 passagens (sai mais barato do que comprar no individual), que custa 9, 90 euros e duas pessoas podem usar. Há trens de meia e meia hora para Barcelona e o trajeto é de 30 minutos. Olhe aqui os horários.  Há ônibus também, que custam por volta de 5 euros. Acesse esse link para informações mais completas sobre os transportes que conectam o aeroporto à cidade: http://www.barcelona-airport.com/eng/transport_eng.htm

Restaurante:

– Se tiver, por acaso, passeando pelo bairro de Gracía, comemos muito bem num restaurante Sírio do bairro. Serviço ótimo e o esquema bom, bonito e barato. Comi um pratão com kibe, falafel, humous, salada e pão por menos de 10 euros, tudo delícia. Site com endereço aqui: http://www.ugarit.es/

Tarragona

23 maio

Tarragona fica a mais ou menos 1h de trem de Barcelona. É uma cidadezinha bem turística por manter um conjunto de ruínas da época na qual estava sob domínio do Império Romano. Essas ruínas, muito bem preservadas, são consideradas pela UNESCO como patrimônios culturais da humanidade.

Imagem retirada da Internet do Complexo Romano.

O anfiteatro na beira do mar é impressionante. Ele foi construído por volta do ano 2 AC e comportava 15000 pessoas. Ali ocorriam diversos tipos de espetáculos, como as lutas dos gladiadores, eventos esportivos e rituais de execução.

Anfiteatro

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Há outras atrações como o Circo Romano ( e museu), as muralhas, o teatro e a catedral.

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Catedral

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Mas, como sentimos muita falta do sol – raro em Londres -, aproveitamos o tempo bom para ficármos estirados na praia.

Tarragona

Como chegar:

Pegamos o trem na Estação Sants e custou por volta de 15 euros, ida e volta. Essa estação é bem grande e ficamos um pouco perdidos. Fomos tentar comprar as passagens numa máquina que só nos dava a opção de um trem carérrimo, que sairia por 40 euros ida e volta. Quase desistimos! Fomos no balcão de informações e depois nos dirigimos para a máquina que vendia passagens para trens de média distância. Lá, conseguimos comprar os tickets num valor aceitável.

Confira os horários dos trens, preços e estações aqui: http://www.renfe.com/viajeros/index.html

Sites úteis:

Para saber os preços das atrações e horários (geralmente, não abrem às segundas-feiras), clique aqui: http://www.tarragona.cat/lajuntament/conselleries/patrimoni/museu-historia/en/monuments/amphitheatre

http://www.tarragonaturisme.cat/