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Kew Gardens, o jardim botânico de Londres

26 jul

O Kew Gardens é o jardim botânico de Londres, com mais de 250 anos de existência. É também uma importante instituição de ensino e pesquisa na área. É um dos maiores do mundo, o seu herbário, por exemplo, tem mais 7 milhões de espécimes de toda a parte do mundo e a sua coleção de plantas chega a 30 mil. Em 2003, ganhou o título da UNESCO de patrimônio cultural da humanidade por conta da sua contribuição para a pesquisa botânica e, também, pela sua extensa coleção e conservação de plantas vivas.

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As estufas do Kew são incríveis, pois reproduzem diferentes tipos de vegetação encontrados em diferentes partes do mundo. Então, você encontrará desde cactos a enormes palmeiras tropicais ou vegetação dos Alpes.

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O kew é enorme e além das estufas e casas dedicadas às espécimes de plantas, há museus, palácio, restaurantes, cafés, construções históricas, lagos.

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Há uma atração que adorei, que se chama Toptree. Nada mais é que uma passarela construída no topo das árvores para você observar os pássaros. Algumas atrações são sazonais.

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Infelizmente, diferente de muitas atrações londrinas, o Kew Gardens não é gratuito. O ticket custa 14,50 libras e menores de 16 anos não pagam.

Toptree

Olhem o site do Kew, você pode baixar aplicativo gratuito para explorar o parque, se informar sobre os horários dos tours guiados e também consultar o que eles consideram as atrações principais.

Estação de metrô: Kew Gardens Station (District Line, sentido Richmond)

Richmond Park

15 dez

Richmond Park é o maior parque real de Londres. Para se ter uma ideia, ele tem uma área de 10 km², enquanto o Hyde Parque tem 1,41 km² e o Central Park, de Nova Iorque, 3,41 km².

Richmond Park

Mas diferente do Hyde Park e Central Park, o Richmond não fica numa área central, mas sim na zona 4 do metrô de Londres.  É considerado uma reserva natural e também a maior área verde urbana de Londres. O diferencial desse parque é que cerca de 600 veados vivem livres em seus campos. Isso porque o Richmond era um local de caça da realeza. O rei Charles I, que estava em Richmond com sua corte se abrigando do surto de peste em Londres, viu que a área era excelente para caça e, a despeito das reclamações dos proprietários de terra  locais, mandou fechar essa grande área com um muro, colocando cerca de 2000 veados nela e criando oficialmente o  parque para caça em 1637.

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Eu fiquei igual a uma criança atrás dos veados. Assim que chegamos no parque já nos deparamos com um grupo enorme de veados tomando sol. Fiquei com medo de me aproximar, mas vi que haviam famílias perto, fazendo picnic e lá fomos nós. Esse grupo era daqueles veados com galhos enormes na cabeça, que mais pareciam troncos. Medooo! Depois, caminhando no parque, vimos também veados de outro tipo, do estilo bambi do desenho, saltitando na mata. Lindos! Foi incrível!

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Outro ponto interessante do parque é o monte Rei Henrique VIII. De lá, se pode avistar a catedral de St Paul, que fica na zona 1 da cidade, a mais de 16 km. Tal proeza é conseguida porque essa vista é tombada, o que impede que construções altas sejam feitas de modo a obstruir essa vista. Há 13 dessas vistas protegidas em Londres. Londres é uma cidade bem horizontal, as leis são rígidas quanto à construção de prédios altos, principalmente em áreas onde pode afetar a Londres antiga. Geralmente os grandes prédios se localizam na City e em Canary Wharf, centros financeiros da cidade.

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O parque é muito grande e nos arrependemos de não ter alugado uma bicicleta para explorá-lo e também de não ter feito uma mochila com comida, pois nos perdemos várias vezes lá e demoramos horrores para achar uma lanchonete. Ficamos com inveja da galera fazendo aquela farofa nos campos verdes do parque….;)

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Há metrô e trem para lá. A linha do metrô é a district line (verde) e a estação Richmond.

Quem não tem cão, caça com gato!

29 jul

Depois de 3 meses de chuvas, o sol resolveu aparecer em Londres há uma semana atrás. E, como sempre, rola aquela euforia na cidade. Parques, feiras, beer gardens lotados; churrascos no jardim e várias pessoas do lado de fora ávidas para dar uma aumentada nos níveis de vitamina D! rs!

Quando vi que na quarta-feira faria 30 graus, e sei que o bom tempo não dura muito tempo, desmarquei os meus compromissos e corri para o Hampstead Heath, um parque no norte de Londres, nadar no lago! Há vários lagos nesse parque (quase 30!), mas somente 3  podem ser usados para banho. Há um só para as mulheres, outro só para os homens e um outro misto.

E é claro que eu e todos os londrinos da cidade tivemos a mesma ideia! Estava lotadíssimo, uma farofa só! Porém, foi bem interessante, pois é um programa nada turístico, afinal, quem traz roupa de banho para Londres???rs! Foi hilário ver os londrinos nesse momento água. Gente pulando de barriga na água, nadando engraçadamente, pessoas de cueca e, no gramado, farofa pura, com direito a comidas de todos os tipos.

No início fiquei assustada, pois tentamos ficar na faixa de grama ao redor do lago, mas estava impossível. Aí resolvemos ficar fora da área do lago e íamos lá dentro da bagunça só para mergulhar. Para usar o lago, tem que se pagar 2 libras ou 1 libra, se for estudante. Mas pode-se entrar e sair do lago (foi o que fizemos, para não ficar na muvuca!). Apesar da lotação, o programa foi bem válido. O lago é grande, a água estava uma delícia e nada melhor do que dar uma nadada e brincar na água, como criança!

Local: Parque Hampstead Heath

Metrô: Hampstead Heath (Overground), estação próxima ao lago misto; Gospel Oak (Overground), estação próxima ao lago feminino e masculino; Hampstead (Nothern Line)

Horário de funcionamento: maio a setembro, das 8h30 às 20h (horário varia de acordo com o nascer e pôr-do-sol)

Hyde Park/Kensington Gardens

19 jan

O Hyde Parque é um dos parques mais famosos de Londres. Ele faz parte dos parques reais, que são oito no total. Além de ser enorme, central e abrigar importantes eventos de música e de outros tipos (por exemplo, no casamento do Principe William e Kate foi colocado um telão para o público poder acompanhar a cerimônia), ele tem muita história.

Figuraças no Hyde Park assistindo o casamento do príncipe Willians

A área do Hyde Parque pertencia aos monges e foi tomada por Henrique VIII em 1536 (Henrique VIII rompeu com a igreja católica e criou o Anglicanismo, religião oficial da Inglaterra até hoje). Somente em 1637 o Hyde foi aberto ao público em geral. Em 1667, muitos londrinos acamparam no parque na esperança de escaparem da peste, doença que assolava a cidade na ocasião. O Hyde se tornou também palco de celebrações nacionais. Em 1814, fogos de artifícios foram organizados pela realeza para marcar o fim da guerra napoleônica. Da mesma forma, em 1851, o Hyde park abrigou a “The great exhibition”, evento de arte importantíssimo organizado pela Rainha Victoria e Príncipe Albert (uma das primeiras feiras mundiais do gênero) atraindo “famosos” como Darwin, G.Eliot e Lewis Carrol.

Serpentine

Teoricamente o parque é dividido em dois pelo lago artificial Serpentine, onde de um lado fica o Hyde e do outro fica o Kensington Gardens. Porém, na prática, tudo é um parque só.

Do lado do Kensington Gardens, encontra-se o Kensignton Palace, onde a Princesa Diana morou e hoje o Príncipe Willians e a esposa ocupam alguns quartos quando estão em Londres. É possível visitar uma parte do Palácio, mas é pago.

Kensington Palace ao fundo

Em Kensington Gardens ainda, há o Albert Memorial, lindo memorial construído em homenagem ao Príncipe Albert, marido da importante rainha Vitória, que reinou por 63 anos (1873-1901), sendo o mais longo reinado da história britânica. Ela, inclusive, nasceu no Palácio de Kensington.

Albert Memorial

A Serpentine Gallery, também no Kensington Gardens, é uma galeria de arte moderna e contemporânea gratuita. Vale a pena a dar uma olhada na programação. Acabei de descobrir que está rolando agora uma exibição do trabalho da brasileira Lygia Pape e no verão acontecerá uma grande exposição sobre o trabalho da Yoko Ono.

Patins!

Do lado do Hyde Park, há o Speakear’s corner, onde qualquer um pode falar livremente sobre qualquer coisa desde 1872, quando foi legalizado o ato de falar em público (é só subir num caxotinho – lembro do pai de um querido amigo, que morou quando jovem na cidade, me contando sobre isso, antes mesmo de eu sonhar em vir para Londres).

Vendo a vida passar...

Há também o 7 July Memorial, memorial construído para lembrar das 52 pessoas mortas nos atentados a bomba em 2005 e também um outro em homenagem a Lady Di (no lado do Kensington Gardens)

Memorial em homenagem a Lady Di

Além dessas atrações, há diversos cafés, quadra de tênis, pista de equitação, estátuas, fontes e ets. No inverno rola a feira de inverno Winter Wonderland, que nada mais é do que um parque de diversões, com barraquinhas de comida, brinquedos, pista de patinação de gelo ao ar livre, etc.

Pista de equitação

Winter Wonderland

Eu gosto de caminhar margeando o Serpentine, que é um lindo lago, onde há cafés, uma diversidade de pássaros, pessoas andando de pedalinho/barco, esquilos, etc. Acho essa área a mais bonita!

Serpentine

Como o parque é imenso, vale a pena alugar uma bicicleta para explorá-lo ao máximo. Há diversos pontos de aluguel de bike no parque. O esquema é o seguinte: custa 1 libra para se ter acesso a 24h de bike (não só lá, mas em toda a cidade). Até 30 minutos é gratuito, passando disso você tem tarifas variadas de acordo com as horas que você ficou com a bike continuamente. Mas você pode retornar a bicicleta a cada 30 minutos, esperar 5 minutos e retirar uma nova sem custo algum, em qualquer ponto de bike. Esse esquema de aluguel de bicicletas tem na cidade toda, não aceita dinheiro vivo, somente cartão de crédito ou débito. Consulte aqui as tarifas.

Bicicletas para alugar

Eu, por exemplo, fiz o esquema de devolver a cada 30 minutos e pegá-la novamente depois de 5 minutos. Dentro do Hyde há várias estações, então é tranquilo de fazer isso. Esses 5 minutos é o tempo de dar uma descansadinha…no fim das contas, paguei somente 1 libra, que era a minha intenção maior…rs! Funciona da seguinte forma: você paga o aluguel da bike na máquina, que gera um código de acesso para vc pegar uma das bicicletas disponíveis. Então, é só você digitar o código na bicicleta que ela destrava. O problema que é muito rápido esse destrave e eu obviamente perdi o tempo de retirá-la. ENtão tive que esperar 5 minutos para poder inserir meu cartão novamente na máquina e ela imprimir um novo código para mim. Então seja rápido!!!

Estou ridícula com esse capacete, mas tava tão frio que ele estava esquentando a minha cabeça!

Nesse site há todas as informações sobre o Hyde e Kensington (e outros parques reais da cidade): http://www.royalparks.gov.uk/

Holland Park

20 maio

Diante da dificuldade de recapitular tanta coisa que me aconteceu nesse 1 ano fora, decidi começar pelas coisas que estão perto de mim. O Holland Park desde outubro é o parque mais próximo da minha casa. O curioso é que foi o primeiro parque que conheci em Londres, no meu primeiro dia de passeio pela cidade.

Holland Park - mar 2010/primeiro passeio - Banco do Fernando

E não é que me apeguei a ele? O Holland é um parque relativamente pequeno, comparado aos gigantes Regent’s Park e Hyde Park por exemplo. E por isso mesmo gosto tanto, por ter um ar familiar, de bairro, embora também atraia turistas, já que fica perto de Notting Hill (sempre lotado de visitantes, ainda mais depois do filme “Um lugar chamado Notting Hill”). Muitos acreditam que a cena final do filme foi gravada em um dos bancos do Holland, mas pesquisei e não encontrei nenhuma informação….

Xadrez Gigante Do Holland

E o londrino AMA parques! A minha sensação é de que em todos os bairros há um. São áreas tão valorizadas, que os imóveis ficam mais caros cada vez mais que você se aproxima de um.

Ilustre morador do Holland

No começo achava estranho essa relação do londrino com o parque. Acho que porque nunca frequentei parque em minha vida, afinal, tinha a praia. Então achava que os parques não iriam me chamar a atenção, afinal, que graça tinha ficar estirado na grama sem uma água para me refrescar depois?

Banho de Sol

Acontece que tudo muda e eu quebrei a minha cara! Os parques são uma delícia e servem a muitas funções. Pode ser o lugar para uma corrida. Pode ser o lugar para um café. Pode ser um lugar para ler um livro, escutar uma música. Pode ser um lugar para fazer um piquenique. Pode ser um lugar para simplesmente ver a vida passar…

Café da manhã no Holland

E morando aqui percebi o quanto é necessário ter um local ao ar livre por perto. O frio intenso do inverno e, o pior, a falta de luminosidade, obrigam as pessoas a ficarem somente em locais fechados, com roupas pesadas, por vários meses. Quando o Sol começa a dar sinais de vida por aqui, todos ficam tão alegres que correm para os parques para pegar um solzinho, ainda que fraco, colocar os pés para fora e aproveitar intensamente os meses mais amenos! Isso é que eu mais gosto, a intensidade com a qual as pessoas aproveitam os meses ensolarados…talvez seja uma tentativa (em vão) de absorver toda a energia solar para os meses “terríveis”…hahaha

Holland Park no Inverno

Logo que o tempo começou a melhorar, fui estudar no Holland para aproveitar o lindo dia. Sentei no gramado, coloquei a minha canga e comecei a ler. Alguns minutos depois chegaram três mães com seus respectivos bebês. Colocaram um tapetinho na grama, alocaram seus filhotes nele, disponibilizaram brinquedinhos diversos e abriram um champanhe. Isso mesmo! E ficaram lá papeando, com suas tacinhas de champanhe na mão….fiquei pensando “será alguma comemoração especial?”, “será isso um hábito?”, “isso é normal?”. Enfim, nunca saberei. Só sei que curti esse “way of life”  londrino…;)

Holland Park no Outono

Holland Park na Primavera

Acho o Holland um parque bem “romântico” também. A maioria dos seus bancos tem inscrições, homenagens a pessoas que já se foram e eram apreciadores, frequentadores do parque. Acho lindo, uma tentativa de eternizar momentos felizes um dia vivido naqueles bancos…

Bancos

Inscrição: "In loving memory of Elsie and George who enjoyed many happy hours in Holland Park"