Arquivo | Night out RSS feed for this section

Hot Brazil

9 fev

Sexta-feira retrasada fui no “late night” do museu Victoria and Albert (V&A), que tinha como tema o Brasil. Já contei um pouco como funcionam os principais museus de Londres em posts anteriores e esse tipo de evento exemplifica bem o que disse antes sobre os museus serem mais do que museus aqui, servindo como importantes espaços de socialização. E daí a resistência enorme a se tornarem pagos (não é para turista, o Londrino usa muito!!!).

Essas “late nights” são como se fossem uma noitadinha que os museus fazem uma vez na semana (ou mês, depende). Nesses dias, o museu fica aberto até mais tarde, tem DJ, bebidas e atrações especiais.

E o último Friday Late do V&A foi sobre o Brasil, chamado “Hot Brazil”, que ganhou esse nome por conta da proximidade do Carnaval. Filmes, debates, instalações, workshops e música brasileira tomaram conta da noite.

Bar

Uma artista Brasileira, chamada Silvia Morgado, que mora e trabalha aqui, estava com um trabalho lá chamado “Free Advice”, que obviamente me lembrou todos os meus amigos “psi”. Ela ficava sentada numa cadeira com uma máquina de escrever dando conselhos. Era só sentar ao lado dela e começar a falar! No final, você ganhava uma prescrição – escrita na hora – que nada mais era do que uma letra de música da bossa nova ou um poema brasileiro. E não é que tinha uma fila enorme para a consulta?

A verdade verdadeira é que não consegui aproveitar muito o evento. Estava muito cheio, difícil de pegar bebidas e muita fila para ver o que estava rolando. Mas mesmo assim valeu à pena. Gosto muito da forma pela qual os museus são consumidos aqui. No geral, não há muita formalidade. Você pode sentar no chão, tirar fotos, fazer uma noitadinha nele, bater papo, comer…acho isso essencial para “deselitizar” a arte e torná-la mais comum e acessível. Às vezes as restrições são tantas quando se trata de museus, que o programa se torna chato e pouco atrativo para aqueles que não são “tarados” por arte.

Para finalizar a noite agradável, comida libanesa boa e honesta no Maroush

A seguir, um video do batuque lá dentro…

Papo etílico

27 out

Nunca fui muito de “balada”. Não que não goste da noite, mas sempre preferi uma cerveja gelada e um bom papo em algum boteco da cidade. É claro que nos dias que o corpo pedia muito um saculejo, os sambinhas “lights” eram os campeões.

E aqui em Londres não podia ser diferente. Embora haja uma infinidade de “baladas” ultra modernosas e famosas, posso contar no dedo as vezes em que me aventurei. Então me perguntar qual é a boa nesse quesito pode ser um risco absurdo…=)

Porém, a lógica “botecão” permaneceu e eles continuam sendo a minha preferência, mas agora no formato de Pub. Literalmente os Pubs são os botecos daqui! Há um em toda esquina e sua função é a de ser um lugar quentinho e aconchegante para se tomar uma cerveja em paz. Na verdade eles são mais do que isso, eles tem uma função social importante nos bairros. É comum todo mundo aqui ter um “local”, que geralmente é um Pub do bairro no qual se mantém uma certa fidelidade. Por exemplo, no meu “local” há quiz toda semana, almoço no domingo, caça ao tesouro e se você frequentá-lo assiduamente, você provavelmente encontrará as mesmas pessoas, moradoras da sua área. E não pense que os ingleses vão ao Pub só para beber não, cansei de ver em Pub umas pessoas tomando café da manhã ou o chá da tarde no fim de semana.

Os Pubs (public houses) eram originalmente uma espécie de hospedaria, um lugar no qual os viajantes podiam comer, beber algo e descansar. O interessante são as placas dos Pubs. Geralmente tem um desenho, porque quando surgiram a maioria da população era iletrada e para ser fácil de decorar, era preciso ter desenhos que o identificassem.

Nos dias de tempo bom, as áreas ao ar livre ficam lotadas

Mas é claro que há também uns Pubs com música e mais agitados. Há um desse estilo que eu gosto bastante em Covent Garden, área bem central da cidade, irlandês, chamado Porterhouse. Geralmente a partir de quinta rola um rock ao vivo e o cardápio de cerveja é de encher os olhos. São mais de 100 tipos, de todas as partes do mundo e com o mais variado teor alcóolico. Além disso, o Porterhouse tem uma produção de cerveja própria, uma delas chamada Plain Porter, vencedora pela segunda vez do prêmio de melhor cerveja escura do mundo! Para mim sempre é uma boa pedida quando quero tomar uma cerveja, ouvir uma música e sair um pouco do “local”. E pode ser um bom lugar se você está turistando por aqui, já que é bem no centro.

The Porterhouse Covent Garden
21-22 Maiden Lane
Covent Garden
London WC2 E7NA

Tube station: Covent Garden