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Let it Be e Jersey Boys

8 nov

Já falei de musicais nesse post aqui e nesse aqui. Recentemente vi mais dois musicais, que valem a pena serem registrados nesse diário virtual.

Let it be estreou em setembro em Londres, no teatro Prince of Wales, para comemorar os 50 anos do primeiro grande sucesso dos Beatles. Bem, Let it be não é exatamente um musical, mas uma apresentação, um show cover com excelentes músicos. A principal crítica ao musical recaiu sobre esse aspecto, a falta de surpresa e/ou história. Porém, segundo o diretor, a intenção dele era essa mesma, fazer uma apresentação dos Beatles o mais próxima do que ela era.

A verdade é que se você não for esperando altas histórias e cenários elaborados, acho difícil não gostar! As músicas são excelentes, os músicos estão muito bem e o astral da platéia é o do melhor. Bem, mas se você estiver procurando um musical estilo Broadway, aí pode se decepcionar pela simplicidade do show.

O Jersey Boys está em cartaz em Londres há 4 anos e conta a história do Frankie Vallie e os The Four Seasons, banda de muito sucesso nos anos 1960. Não é simplesmente um show, mas uma musical que documenta a história do grupo. Adorei! A produção é simples, mas o roteiro e as músicas são contagiantes e pode ser uma boa opção para os apreciadores de música (é menos teatro e muito mais show e história).

Eu sou uma fã confessa de musicais. Descobri esse prazer aqui em Londres, pois no Brasil só me lembro de ter assistido um musical no teatro, sobre os Beatles. Já vi vários, de todos os tipos. E sempre o que penso é que se você nunca viu nenhuma peça, eu sempre recomendo em ir numa mega produção, com efeitos e toda a parafernália, para você sentir a vibe de estar vendo uma produção diferenciada num teatro. Depois que já viu uma mega produção, aí já dá para explorar os musicais menores e novos.

Acho que sempre é bom dar uma pesquisada, pois sempre há aquelas peças para pegar trouxas. Eu mesma já caí em algumas furadas, mas como moro aqui, vale o risco! Mas para quem tá vindo por um período curto, não pode bobear. Eu tenho as minhas preferidas, que continuam sendo Wicked, Singin’ in the rain e Billy Elliot! Mas há muitas outras famosas como O Fantasma da Ópera que está há 25 anos em cartaz aqui!

Para comprar com desconto, eu compro no site do lastminute ou vou na praça Leicester Square, onde há vários lugares onde vendem peças pela metade do preço para o dia, como TKTS.

Let it Be!

Photographer: Bruce Glikas, © Broadway.com / Devo ter alguma foto desse musical, mas é claro que não a encontrei na bagunça do meu computador…rs!

Singin’ In The Rain e outros musicais

15 abr

Ja falei nesse post aqui o quanto adoro musicais. E sempre quando recebo visitas é uma ótima desculpa para ver um novo. Como disse antes, sempre há umas furadas, uns musicais com produções fracas, caros e misturados com os grandes e sendo vendidos no mesmo valor. Então, sempre é bom dar uma pesquisada antes de comprar.

Nesse post vou falar sobre os últimos musicais que vi, começando pelo Singin’ in the rain, que vi nessa última sexta-feira. O show me surpreendeu. A peça estreou esse ano, é uma produção nova e está lindíssima. É um espetáculo bem humorado, que faz você sair da peça querendo dançar e pisar em todas as poças de chuva da cidade! E o ritmo da peça é muito bom. Tem uma crescente, a peça vai ganhando força ao longo do tempo. E a cena clássica imortalizada por Gene kelly na qual ele dança e canta feliz na chuva no cinema, não deixa a desejar no teatro. Achei que ia ser uma chuvinha mixuruca, ou falsa, mas não imaginava que ia cair um temporal no palco, com direito a cheirinho de chuva e tudo. Essa cena ganha qualquer um. E a platéia vibra com o musical. Como disse no post anterior, amo o musical Wicked, já vi duas vezes e para mim é um dos mais lindos que assisti. Mas acho que o Singin’ in the rain entrou no páreo sério…

Priscilla foi um outro musical que vi e gostei bastante. Ele não está mais em cartaz em Londres, mas valeu a pena ter ido com meus pais assistir essa peça. Meus pais não falam nada de inglês, então Priscilla foi uma excelente opção, pois as músicas são conhecidas, a peça é divertida e alegre e tem figurino e cenário suntuosos. A peça está em São Paulo agora e eu li que infelizmente ela não poderia ir ao Rio porque não havia teatro que comportasse a sua enorme estrutura. Uma pena! Mas quem estiver em São Paulo, vale a pena conferir!

Chicago foi uma completa decepção. Pesquisei, pesquisei, pesquisei um musical para ir com a minha irmã e errei feio. A peça é chatíssima, cenário parado o tempo todo, os números musicais fracos…acho que foi a pior peça que vi aqui. E não foi só uma percepção minha, as quatro pessoas que estavam comigo não gostaram também.

Ano passado o Fantasma da Ópera completou 25 anos que está em cartaz. Essa peça tem uma legião de fãs no mundo inteiro e pessoas que já assistiram mais de mil vezes esse musical. Quem sou eu para dizer qualquer coisa né? Achei lindo, amo as músicas, mas acho que prefiro as produções novas, em alguns momentos me cansou um pouco e achei meio brega…hahahha…podem me matar!!!!

Mágico de Oz foi outro musical que vi e gostei. Adoro a história, as músicas e o cenário está lindíssimo, parece pintura. Mas ainda sim prefiro o lado B da história, contada em Wicked pela bruxa verde do Oeste.

The Mousetrap é uma peça que está em cartaz no West End há 60 anos! Não é exatamente um musical, mas sim uma peça da Agatha Christie. Quem é leitor da Agatha Christie sabe que a peça gira em torno de um assassinato e o suspense sobre quem é o assassino fica no ar até o último minuto. A cada momento desconfiamos de alguém e o final sempre é surpreendente (ninguém que estava comigo acertou quem era o assassino). Mas como é uma peça e o foco está no texto, só vale a pena ir quem entende inglês. Caso contrário, é melhor ir a um musical, pois tem outros recursos para entreter, como as danças, músicas e cenários.

Para comprar os ingressos, eu sempre olho o site http://www.lastminute.com/ para pesquisar as promoções ou compro em alguma das lojas da Leiceister Square que oferecem ingressos com desconto para o dia da peça. Gosto da loja Tckts, que fica bem no meio da praça.

Totem no Albert Hall

29 jan

Semana passada fui assistir pela primeira vez um espetáculo do Cirque du Soleil. Embora esta companhia faça bastante sucesso no Brasil e se apresente bastante por lá, sempre achei o ingresso caríssimo. Mas eis que chegou a minha vez!

Assisti o espetáculo Totem, que tem como tema a evolução das espécies, trazendo para a cena alguns dos mitos fundadores. O espetáculo ocorreu no Royal Albert Hall, casa de espetáculos lindíssima aberta desde 1871.

Devo ter uma foto melhor dele, mas tô com uma preguicinha de procurar!!! =)

Essa é a segunda vez que vou ao Royal Albert Hall. A primeira vez foi meio decepcionante. Assisti a ópera Madame Butterfly lá, que achei chatíssima. Além de não entender nada pois ela era cantada em inglês com sotaque japonês, ficamos tão longe que não conseguimos nos conectar com o espetáculo.

Por dentro!

Dessa vez foi perfeito. Fiquei muito bem localizada e pude acompanhar todos os números de pertinho! E eu fiquei maravilhada com a capacidade humana de atingir tal nível de consciência corporal, que me soa sobrehumano! É muito impactante! Além dos artistas serem incríveis, a música, o cenário belíssimo, os figurinos estavam tão harmônicos, que fizeram a minha noite mais leve. Sonhei e ri como criança!

Não podia tirar fotos, mas eu consegui essa...tsc, tsc, tsc! Que feio!

Para mais informações sobre o espetáculo, acesse o site do Cirque du Soleil: http://www.cirquedusoleil.com/en/shows/totem/show/about.aspx

 

 

 

Musicais

21 jun

Tem um programa aqui em Londres que é super turístico e que eu adoro demais: os musicais. Meu primeiro curso de inglês era em Picadilly Circus e eu sempre atravessava o West End (área onde a maior parte dos teatros que exibem musicais se encontram) e via aqueles letreiros luminosos das peças e ficava pensando o quanto me sentia em Londres circulando por essa área.

O primeiro musical que vi foi Billy Elliot. Estava com medo de não entender o inglês e aí escolhi uma peça na qual eu já conhecia a história, além de ser um filme que eu adoro. E o musical é lindo, os números de dança fantásticos e os atores excelentes. A primeira experiência foi tão boa, que não consegui mais parar!

Billy Elliot

Depois fui assistir Hair, que foi uma grande decepção. O roteiro é  fraco, o cenário é pobre, enfim, nada demais para um musical do West End. Depois disso, para não cair em furada, passei a pesquisar antes se o musical está bem falado ou não. Gosto das críticas da revista Time Out, que aliás é um ótimo lugar para se informar sobre a extensa programação cultural  londrina.

Hair

Depois assisti Thriller, que nada mais é do um show com músicas do Michael Jackson. O interessante é que uns 3 atores fazem o Michael. Um dança, o outro canta as músicas com voz “fina”, um outro canta as mais graves. Com certeza deve ser muito difícil encontrar um ator que reúna as habilidades do Michael numa pessoa só.

Thriller

Assisti também a peça Oliver. Em termos de cenário, foi a mais bonita que vi. Parece uma pintura. O figurino é lindíssimo. Porém, acho que os números musicais deixam a desejar e não me empolguei muito com essa peça não.

Oliver

Outro que vi e é o máximo para quem gosta do Queen é a peça We will rock you.  A história se passa no futuro, no mundo “GaGa world”, onde todos os jovens vestem as mesmas roupas, veem os mesmos filmes e os computadores fazem as músicas e as pessoas apenas fazem o download delas. Nesse “Planet Mall”, os instrumentos foram banidos, só existem as “Boy Bands” e as “Girl Bands” e os sucessos são programados.  Mas os Bohemians – os rebeldes – acreditam que em algum momento as pessoas tinham suas próprias bandas e escreviam suas próprias músicas.  Eles acreditam na lenda de que há uma guitarra em algum lugar e eles precisam de um herói para iniciar a revolução “rock”.  E o melhor que todas as músicas são do Queen. O roteiro é muito bom, todas as músicas se encaixam perfeitamente na história. Sem contar que é um showzão, né?

We will rock you

Assisti Wicked também. Tenho que confessar que duas vezes, de tanto que gostei. Esse musical para mim é perfeito, pois combina história linda, números musicais maravilhosos e cenário grandioso. A história é sobre a Bruxa verde do Oeste, que aparece no filme Mágico de Oz e persegue a Dorothy. A história se passa quando a Bruxa Verde do Oeste e a Bruxa Branca eram jovens e estudavam juntas na escola de magia. Enfim, explica como a Bruxa Verde do Oeste virou a bruxa má. O legal é que também entendemos como o homem lata virou o homem lata; como o espantalho virou o espantalho e como o leão virou o leão no Mágico de Oz e também porque a Bruxa Verde perseguia a Dorothy na história. É lindo demais!!! Posso dizer que esse é o que mais gosto, por enquanto.

Wicked

Wicked

E o último que assisti, recentemente, foi o Legalmente Loira. Tinha super preconceito com essa peça, achava que era mais uma dessas enganações, para pegar turista desavisado. Queria ver O Fantasma da Ópera, mas não tinha mais ingresso e como tinha para esse, para não perder a viagem, comprei. Além disso, ano passado essa peça ganhou um prêmio de melhor novo musical e a crítica da Time Out estava favorável. E o musical é ótimo, bem divertido, roteiro fechadinho e excelentes números musicais. É uma peça pequena, o cenário não é fantástico, mas foi uma agradável surpresa.

Legalmente Loira

Acho que para quem nunca viu um musical, eu aconselho a procurar uma peça clássica, que está em cartaz há 10 anos, por exemplo, e é sucesso absoluto. É legal ver uma produção grande, com cenário suntuoso, porque é uma coisa que não se vê no Brasil. Depois que já viu algum desse tipo, aí pode experimentar. É importante se informar também para não cair em furada. Pagar para ir numa peça no West End e ver uma produção fraca, com nada que você não veria no Brasil, será frustrante. Então se informe!

Costumo comprar os tícketes no dia da peça ou para o dia anterior. Compro no quioske Tckts, que fica bem no meio da praça Leicester Square. Acho uma boa opção, pois você pega ingressos mais baratos, em lugares bons (são ingresso que sobram e/ou fazem parte da cota de ingressos que tem que ser vendidos no dia). E não há o risco de não ver nenhuma peça, pois são tantas opções que nunca não consegui assistir uma quando eu quis.

É importante ficar atento quanto ao lugar. Há teatros imensos e não adianta comprar o mais barato pois pode ser que você fique tão longe, que não conseguirá participar da peça. Pergunte se tem algum “restrict view”, se é um bom lugar, etc.

Bem, os próximos que estão na minha lista são: O Fantásma da Ópera, Priscilla, Blood Brothers…e essa lista só vai crescer, tenho certeza! Ai, ai, haja libras…hahahha

Shakespeare’s Globe

9 jun

Embora não saiba muito sobre a história do teatro, sempre ouvi falar que ele era bem tradicional e forte na Inglaterra. E é mesmo! Há uma infinidade de peças em cartaz, de tudo quanto é tipo e no verão há apresentações ao ar livre em parques e jardins.

É óbvio que essa minha impressão – acho que de todos – vem do fato de que William Shakespeare é inglês. Mesmo quem nunca foi a um teatro na vida conhece a história de Romeu e Julieta, não é mesmo? Shakespeare, sem dúvida alguma, é o maior dramaturgo que temos notícia. As suas peças são conhecidas e encenadas no mundo inteiro!

Shakespeare nasceu numa cidade inglesa chamada Stratford-upon-avon, mas foi em Londres que fez carreira. Em 1599, Shakespeare, juntamente com outros, inaugurou um teatro chamado Globe Theatre, ao Sul do Tâmisa. Este teatro só funcionava no verão, já que não era coberto e, por conta dos frequentes surtos de peste, passava períodos fechado.

The Globe Theatre - original

Em 1613, o Globe Theatre pegou fogo durante uma encenação da peça Henrique VIII, quando uma fagulha de um canhão atingiu a palha do teto do teatro (Canhão num teatro? As peças deviam ser bem inovadoras e perigosas! hahaha). Em 1614, o Globe Theatre foi reconstruído e reaberto. Porém, em 1642, foi fechado (como todos os outros teatros da época) pelos Puritanos e, em 1644, demolido para dar lugar a novas moradias.

Shakespeare's Globe

Em 1997 foi inaugurado o Shakespeare’s Globe,  uma réplica do Globe Theatre, a apenas 230 metros do local original. E o lugar é simplesmente o máximo! A ideia é que seja bem parecido com as encenações da época de Shakespeare. O teatro também não é coberto e só funciona de maio a setembro, épocas mais quentes em Londres. Você se senta em desconfortáveis bancos de madeira, não há microfones e as peças são encenadas com o linguajar da época. O teatro é circular e a galera fica em pé no meio. Os ingressos para ficar em pé são baratos, em torno de 5 libras! Pode-se dizer que era onde a “plebe” assistia o espetáculo.

Pessoal em pé aguardando a peça começar...

Fui ano passado no fim da temporada de 2010 e como o teatro fica fechado por 7 meses, os ingressos esgotam rápido. Mas conseguimos, na ocasião, ingressos para a peça Bedlan. Compramos sem saber muito bem do que se tratava e no fim das contas acertamos em cheio. Bedlan foi a primeira peça a ser encenada no Globe escrita por uma mulher, já que na época do Shakespeare as mulheres não podiam atuar, muito menos escrever. Além disso, o tema muito me interessava, já que era sobre um asilo psiquiátrico do século XVIII. Então nem preciso dizer que adorei ter ido!

"Sofrendo" nos bancos de madeira

Porém, fiquei com um gostinho de quero mais, pois queria ver uma peça de Shakespeare lá. E nesse ano não perdi tempo e fui lá conferir a peça “All’s well that ends well” (Tudo bem quando termina bem).

Globe por dentro

Foi bem mais difícil de entender do que Bedlan, porque ela é bem mais tradicional, com um vocabulário arcaico.  Mas me diverti mesmo assim! Mesmo quem não está com o inglês afiado, acho que vale a pena, pois você se sente na época do Shakespeare! E o clima do teatro é tão legal, que quero voltar toda temporada…nunca fui em pé, mas qualquer dia quero passar também por essa experiência …

Intervalo - pausa para um drink!

O teatro aluga almofadas e cobertores. Há um tour guiado também. Nunca fiz, mas pode ser interessante…

De brinde, essa linda vista do Tâmisa no intervalo!

O teatro fica quase ao lado da Tate Modern. As estações de metrô próximas são: St Paul, Southwark, Mansion House e London Bridge