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Kew Gardens, o jardim botânico de Londres

26 jul

O Kew Gardens é o jardim botânico de Londres, com mais de 250 anos de existência. É também uma importante instituição de ensino e pesquisa na área. É um dos maiores do mundo, o seu herbário, por exemplo, tem mais 7 milhões de espécimes de toda a parte do mundo e a sua coleção de plantas chega a 30 mil. Em 2003, ganhou o título da UNESCO de patrimônio cultural da humanidade por conta da sua contribuição para a pesquisa botânica e, também, pela sua extensa coleção e conservação de plantas vivas.

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As estufas do Kew são incríveis, pois reproduzem diferentes tipos de vegetação encontrados em diferentes partes do mundo. Então, você encontrará desde cactos a enormes palmeiras tropicais ou vegetação dos Alpes.

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O kew é enorme e além das estufas e casas dedicadas às espécimes de plantas, há museus, palácio, restaurantes, cafés, construções históricas, lagos.

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Há uma atração que adorei, que se chama Toptree. Nada mais é que uma passarela construída no topo das árvores para você observar os pássaros. Algumas atrações são sazonais.

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Infelizmente, diferente de muitas atrações londrinas, o Kew Gardens não é gratuito. O ticket custa 14,50 libras e menores de 16 anos não pagam.

Toptree

Olhem o site do Kew, você pode baixar aplicativo gratuito para explorar o parque, se informar sobre os horários dos tours guiados e também consultar o que eles consideram as atrações principais.

Estação de metrô: Kew Gardens Station (District Line, sentido Richmond)

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Chá da tarde inglês

20 dez

Não é nenhuma novidade que o chá é uma paixão nacional aqui. Não era adepta do chá no Brasil, acho que o clima também não ajudava muito, sempre tão quente. E também por associar o chá à doença; sempre quando estava com algum probleminha, lá vinha mamãe com aquele chá preto, de boldo, ou seja lá o que for, que me fazia desmaiar de horror…rs!

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Só aqui que a história mudou. Amo chá atualmente e nos meses de muito frio tomo sempre antes de dormir. Lembro que havia chegado recentemente aqui e visitei uma casa onde me ofereceram chá, como não sei dizer não, aceitei e tomei aquela caneca meio que passando mal, mas daí pra frente fui me habituando e hoje sou viciada. Inclusive tomo com leite, o que achava bem estranho no início. Só nos chás do estilo preto se pode colocar leite, Felipe colocou leite num chá do tipo “branco”, de ervas, e o pessoal do trabalho dele gargalhou, achando bizarra a combinação! Para a gente, sem entender muito a lógica do chá, qualquer chá podia colocar leite…rs! Essa vida expatriada não é mole!

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O chá é popular na China há 5000 anos. Aqui na Inglaterra, essa paixão nacional é relativamente recente. Nos anos 1660, o rei Charles II e sua esposa portuguesa Catarina de Bragança fizeram o hábito de tomar chá se tornar popular. O chá da tarde inglês foi introduzido ainda depois, por Anna, VII duquesa de Bedford, no ano de 1840. Na época, o hábito era existir somente duas principais refeições, o café da manhã e o jantar. Essa jovem, esfomeada, passou a agendar um lanche no seu quarto às 16h da tarde, com chá e sanduíches. Depois, passou a convidar amigos para tomar esse chá às 16h no salão e em pouco tempo este virou um evento social, se espalhando pelas altas classes e servido sempre entre as 16 e 17h da tarde.

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Recentemente visitei dois chás da tarde. O primeiro foi no Double Tree by Hilton, para comemorar os 30 anos de uma amiga querida. Pegamos uma promoção 2 por 1 no site de vendas coletivas Groupon (U-hu!). Estava tudo gostoso, mas faltou um clima chá da tarde. O preço é 25 libras sem champanhe ou 30 libras com uma taça de champanhe.

O segundo chá da tarde que fui foi no Fortnum & Mason, uma loja super tradicional e antiguíssima, de 1707, que tem seus produtos recomendados pela realeza. Esse é mais carinho e custa 40 libras, sem champanhe. É necessário agendar, dá para fazer online e é bem simples e rápido. Apesar de ser bem bonito o salão de chá, não é tão chatinho em relação a vestimenta, pois há chás da tarde aqui que tem que ser de terno e gravata, como o do hotel Ritz.

Bem, confesso que demorei quase três anos para conhecer um chá da tarde tradicional aqui em Londres. Há quem ache que é uma atração turística imperdível, eu não sei, sabe. Fico na dúvida se vale o preço. É gostoso, claro, mas acho  muito formal para mim.

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Harry Potter Tour @ Warner Bros Studio em Londres

18 dez

Depois de 8 filmes, em 2011, a saga Harry Potter chegou ao fim nos cinemas. Com fãs no mundo inteiro, de todas as idades, é claro que o estúdio Warner Bros não iria deixar essa mina de ouro morrer assim. Então, esse ano, a Warner  abriu o mega estúdio para visitação.
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Sendo fã ou não do Harry Potter, achei incrível o tour. Conhecer os bastidores de uma produção como essa, para quem se interessa por cinema, é fantástico. Eles mantiveram os cenários e roupas originais e ainda mostram detalhes sobre efeitos especiais usados e outras curiosidades. Ainda, todo o trabalho de pre-produção, desenhos, maquetes, pesquisas, erros e acertos…

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Cerveja amanteigada. Simplesmente terrível! rs!

Eu li todos os livros e adoro, então foi um prazer ver o salão principal, onde todas as casas faziam as refeições, o dormitório dos meninos, o escritório do Dumbledore, a cabana do Hagrid, o beco diagonal, a casa de varinhas…e imaginar como aquilo tudo ali, se transforma e parece realidade no cinema. É mágico!

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O tour não é baratinho, considerando o tanto de atrações turísticas gratuitas em Londres. Crianças com menos de 4 anos não pagam, de 5 a 15 anos, pagam 21,50 libras e depois disso, 29 libras. Mas acho que vale a pena sim o dinheiro. O tour é livre, exceto pelo começo, no qual há uma breve apresentação. E não é pequeno não. Ficamos lá 2h30. No nosso grupo haviam 4 fãs do livro/filme e um, meu sogro, que acha uma palhaçada Harry Potter…hahaha…mas até ele curtiu. =) É essencial agendar com antecedência. Quando decidimos ir, conseguimos quase um mês depois um horário no fim de semana…

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O Beco Diagonal é lindo!

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Para chegar, se você quiser ir de transporte público, é bem fácil e rápido, mais ou menos meia hora do centro de Londres. Você pode pegar um trem (Euston) ou overground até Watford Junction e de lá há um ônibus do estúdio saindo de 30 em 30 minutos, a partir de 9h20 (o próximo 9h50, depois 10h20 e por aí vai) até 17h20. O ônibus custa 2 libras ida e volta. Há outras opções, olhe aqui.

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Pura ilusão de ótica!

Para mais informações, acesse o site.

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Richmond Park

15 dez

Richmond Park é o maior parque real de Londres. Para se ter uma ideia, ele tem uma área de 10 km², enquanto o Hyde Parque tem 1,41 km² e o Central Park, de Nova Iorque, 3,41 km².

Richmond Park

Mas diferente do Hyde Park e Central Park, o Richmond não fica numa área central, mas sim na zona 4 do metrô de Londres.  É considerado uma reserva natural e também a maior área verde urbana de Londres. O diferencial desse parque é que cerca de 600 veados vivem livres em seus campos. Isso porque o Richmond era um local de caça da realeza. O rei Charles I, que estava em Richmond com sua corte se abrigando do surto de peste em Londres, viu que a área era excelente para caça e, a despeito das reclamações dos proprietários de terra  locais, mandou fechar essa grande área com um muro, colocando cerca de 2000 veados nela e criando oficialmente o  parque para caça em 1637.

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Eu fiquei igual a uma criança atrás dos veados. Assim que chegamos no parque já nos deparamos com um grupo enorme de veados tomando sol. Fiquei com medo de me aproximar, mas vi que haviam famílias perto, fazendo picnic e lá fomos nós. Esse grupo era daqueles veados com galhos enormes na cabeça, que mais pareciam troncos. Medooo! Depois, caminhando no parque, vimos também veados de outro tipo, do estilo bambi do desenho, saltitando na mata. Lindos! Foi incrível!

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Outro ponto interessante do parque é o monte Rei Henrique VIII. De lá, se pode avistar a catedral de St Paul, que fica na zona 1 da cidade, a mais de 16 km. Tal proeza é conseguida porque essa vista é tombada, o que impede que construções altas sejam feitas de modo a obstruir essa vista. Há 13 dessas vistas protegidas em Londres. Londres é uma cidade bem horizontal, as leis são rígidas quanto à construção de prédios altos, principalmente em áreas onde pode afetar a Londres antiga. Geralmente os grandes prédios se localizam na City e em Canary Wharf, centros financeiros da cidade.

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O parque é muito grande e nos arrependemos de não ter alugado uma bicicleta para explorá-lo e também de não ter feito uma mochila com comida, pois nos perdemos várias vezes lá e demoramos horrores para achar uma lanchonete. Ficamos com inveja da galera fazendo aquela farofa nos campos verdes do parque….;)

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Há metrô e trem para lá. A linha do metrô é a district line (verde) e a estação Richmond.

Let it Be e Jersey Boys

8 nov

Já falei de musicais nesse post aqui e nesse aqui. Recentemente vi mais dois musicais, que valem a pena serem registrados nesse diário virtual.

Let it be estreou em setembro em Londres, no teatro Prince of Wales, para comemorar os 50 anos do primeiro grande sucesso dos Beatles. Bem, Let it be não é exatamente um musical, mas uma apresentação, um show cover com excelentes músicos. A principal crítica ao musical recaiu sobre esse aspecto, a falta de surpresa e/ou história. Porém, segundo o diretor, a intenção dele era essa mesma, fazer uma apresentação dos Beatles o mais próxima do que ela era.

A verdade é que se você não for esperando altas histórias e cenários elaborados, acho difícil não gostar! As músicas são excelentes, os músicos estão muito bem e o astral da platéia é o do melhor. Bem, mas se você estiver procurando um musical estilo Broadway, aí pode se decepcionar pela simplicidade do show.

O Jersey Boys está em cartaz em Londres há 4 anos e conta a história do Frankie Vallie e os The Four Seasons, banda de muito sucesso nos anos 1960. Não é simplesmente um show, mas uma musical que documenta a história do grupo. Adorei! A produção é simples, mas o roteiro e as músicas são contagiantes e pode ser uma boa opção para os apreciadores de música (é menos teatro e muito mais show e história).

Eu sou uma fã confessa de musicais. Descobri esse prazer aqui em Londres, pois no Brasil só me lembro de ter assistido um musical no teatro, sobre os Beatles. Já vi vários, de todos os tipos. E sempre o que penso é que se você nunca viu nenhuma peça, eu sempre recomendo em ir numa mega produção, com efeitos e toda a parafernália, para você sentir a vibe de estar vendo uma produção diferenciada num teatro. Depois que já viu uma mega produção, aí já dá para explorar os musicais menores e novos.

Acho que sempre é bom dar uma pesquisada, pois sempre há aquelas peças para pegar trouxas. Eu mesma já caí em algumas furadas, mas como moro aqui, vale o risco! Mas para quem tá vindo por um período curto, não pode bobear. Eu tenho as minhas preferidas, que continuam sendo Wicked, Singin’ in the rain e Billy Elliot! Mas há muitas outras famosas como O Fantasma da Ópera que está há 25 anos em cartaz aqui!

Para comprar com desconto, eu compro no site do lastminute ou vou na praça Leicester Square, onde há vários lugares onde vendem peças pela metade do preço para o dia, como TKTS.

Let it Be!

Photographer: Bruce Glikas, © Broadway.com / Devo ter alguma foto desse musical, mas é claro que não a encontrei na bagunça do meu computador…rs!

Agora só em 2016!

14 ago

Ficou um vazio imenso com o fim das Olimpíadas. Desde que cheguei aqui esse assunto foi destaque. Nas semanas que antecederam o evento, a BBC exibiu vários documentários que contavam a história dos jogos e modalidades. Tínhamos acesso na TV a todos os eventos ao vivo, o que me fazia interroper a escrita da dissertação para assistir o Brasil ou qualquer outra modalidade num momento importante! (sim, nesse momento crítico tudo fica mais interessante, até fazer faxina! rs!)

Homenagem ao Emanuel na arena do vôlei de praia.

Para quem ama esportes, melhor época não há! Sei que existem milhares de críticas ao evento Olimpíadas, muitas bem justas, mas mesmo assim não consigo não me emocionar  com a ideia de um evento que reúne mais de 200 nacionalidades em torno do esporte. E que é tão antigo, iniciado na Grécia no século 8 antes de Cristo e que desde 1894 ocorre ininterruptamente, com exceção do perído da Segunda Guerra Mundial. Além disso, a cada vitória, dá para ver o quanto aquele atleta se esforçou, abdicou, investiu o seu tempo, acreditou e foi lá e venceu, às vezes de forma inesperada, com pouco crédito! A cada derrota, choro, decepção, frustração, que para alguns é o combustível para continuar e acreditar que nas próximas Olimpíadas será diferente. Para outros, o fim de carreira. São tantas emoções!

Na expectativa para assistir Ricardo e Cunha

Eu tive sorte entre aspas. Dos 3 tickets que tinha, que comprei há mais de um ano atrás, não fazia ideia se conseguiria assistir o Brasil. E acabou que tudo confluiu para eu assistir 3 jogos do Brasil! O problema é que assisti as quartas-de-finais do vôlei de praia, no qual o Ricardo e o Cunha foram eliminados. Assisti a semi-final do vôlei feminino de quadra, no qual as meninas do Brasil arrasaram com o Japão, felizmente. E assisti também a final do futebol Brasil e México, que acho melhor nem comentar! Ainda bem que sou Flamengo…rs!

Fazendo uma pré para o jogo de vôlei feminino

Mas independentemente das vitórias, eu amei estar no evento. A energia é a das melhores! E a minha experiência foi muito bem sucedida. Não tive problemas para chegar nos locais, metrô tranquilo (junto com o ticket, vinha um bilhete de transporte que podia ser usado à vontade no dia do evento!), tudo muito bem sinalizado, nada de tumulto para entrar e sair, banheiros com papel e limpos, estrutura excelente e staff preparadíssimo e simpaticíssimo. No quesito organização e praticidade, os ingleses arrasam sempre, se fosse o contrário, aí sim acharia estranho.

Vôlei feminino, Brasil x Japão.

Agora o jeito é esperar 2016! É claro que a preocupação é grande, e com razão, sobre como vai ser o transporte, a segurança, a venda de tickets, a corrupção solta com as obras sem licitações, as remoções desenfreadas e a “limpeza” do Rio para gringo ver (para quem se interessa, esse é um artigo do NY Times que discute as remoções por conta das Olimpíadas do Rio: Em nome do futuro, Rio está destruindo o passado). A minha preocupação gira em torno dessas questões, pois em relação à festa, acho que isso sabemos fazer muito bem e será lindíssima sem sombra de dúvidas!

No começo, só animação. Wembley, Brasil x México.

Quando pequena, via pela TV as Olímpiadas e nunca imaginei que um dia participaria de uma. Mas, por obra do destino, a de 2012 aconteceu na cidade onde moro atualmente e a próxima acontecerá no Rio, minha terra! E, se o universo permitir, estarei lá!!!

Menininho gringo do meu lado, todo vestido de Brasil e decepcionado logo após o gol!

Premiação….cabisbaixa!

Obs: voltando ao assunto Olimpíadas 2016, excelente texto do Jorge Bacellar aqui.

Quem não tem cão, caça com gato!

29 jul

Depois de 3 meses de chuvas, o sol resolveu aparecer em Londres há uma semana atrás. E, como sempre, rola aquela euforia na cidade. Parques, feiras, beer gardens lotados; churrascos no jardim e várias pessoas do lado de fora ávidas para dar uma aumentada nos níveis de vitamina D! rs!

Quando vi que na quarta-feira faria 30 graus, e sei que o bom tempo não dura muito tempo, desmarquei os meus compromissos e corri para o Hampstead Heath, um parque no norte de Londres, nadar no lago! Há vários lagos nesse parque (quase 30!), mas somente 3  podem ser usados para banho. Há um só para as mulheres, outro só para os homens e um outro misto.

E é claro que eu e todos os londrinos da cidade tivemos a mesma ideia! Estava lotadíssimo, uma farofa só! Porém, foi bem interessante, pois é um programa nada turístico, afinal, quem traz roupa de banho para Londres???rs! Foi hilário ver os londrinos nesse momento água. Gente pulando de barriga na água, nadando engraçadamente, pessoas de cueca e, no gramado, farofa pura, com direito a comidas de todos os tipos.

No início fiquei assustada, pois tentamos ficar na faixa de grama ao redor do lago, mas estava impossível. Aí resolvemos ficar fora da área do lago e íamos lá dentro da bagunça só para mergulhar. Para usar o lago, tem que se pagar 2 libras ou 1 libra, se for estudante. Mas pode-se entrar e sair do lago (foi o que fizemos, para não ficar na muvuca!). Apesar da lotação, o programa foi bem válido. O lago é grande, a água estava uma delícia e nada melhor do que dar uma nadada e brincar na água, como criança!

Local: Parque Hampstead Heath

Metrô: Hampstead Heath (Overground), estação próxima ao lago misto; Gospel Oak (Overground), estação próxima ao lago feminino e masculino; Hampstead (Nothern Line)

Horário de funcionamento: maio a setembro, das 8h30 às 20h (horário varia de acordo com o nascer e pôr-do-sol)