Viajando de avião sozinha com um bebê

6 fev

Bem, não sou nenhuma especialista em viagens. Mas, como a necessidade faz o homem, tive que voltar de avião sozinha do Brasil para Londres com um bebê de 5 meses. E, morando fora, com certeza essa não será a primeira e nem última vez. Então, compartilho aqui a experiência porque haja logística! Rs…

Na ida para o Brasil, fui com o maridão. Então, fui mais desorganizada e relaxada, pois sabia que ia ter ajuda. O bom é que tive a oportunidade de ver o que de fato precisava para a volta. E, de cara, ficou evidente que eu tinha que eliminar coisas, ter as mãos livres e uma organização espetacular.

Então vamos lá. Eu voei de TAM. Nessa companhia, você tem que reservar o bercinho com antecedência e pagá-lo na hora do check-in (cerca de 80 dólares). Não há muitos disponíveis, dependendo da aeronave, somente dois. Na ida, bobeamos, e quando ligamos para fazer a reserva, já não tinha nenhum disponível. Não fez muita diferença, pois eu revezei o colo com o Felipe, para comer, ir ao banheiro e foi relativamente tranquilo. Mas, para voltar sozinha, o bercinho era fundamental por algumas razões. Quando você paga pelo berço, você fica naquelas cadeiras da frente, com mais espaço para fazer aquela baguncinha, já que estará com mais tralhas do que o habitual. Além disso, quando o Tom dormia, era o momento mágico para eu me esticar, comer algo e ir ao banheiro rapidinho.

O bercinho da TAM é até 11kg. Se o seu bebê já tiver mais do que isso, vai ter que ir no colo mesmo.

Outra coisa que fez muita diferença foi a organização. Na ida, eu fui com muita coisa desnecessária, por exemplo, com dois casacos que viraram peso e tralha para carregar depois. Na volta, optei por um único caso quente e só. Além disso, eliminei tudo de uso pessoal (até escova de dente eu usei aquelas que vem no kit da TAM – mas nem todas cias tem escova e pasta de dente no kit).

Bem, fui com uma mochila e uma mala de mão. Na mala de mão, coloquei tudo que o Tom poderia precisar extra. Duas mantas, algumas mudas de roupas, fraldas descartáveis, fraldas de pano, meu laptop e câmera. E uma blusa para mim caso houvesse um mega acidente. Essa mala eu coloquei em cima e não precisei pegá-la, era só para alguma necessidade.

Na mochila, que ficou comigo embaixo, deixei tudo que precisava usar durante o voo. Uma pastinha de documentos, uma manta para o bercinho e um saquinho com o kit banheiro. Nessa saquinho de pano, coloquei um trocador descartável, necessaire com fraldas descartáveis, uma muda de roupa e fralda velha. Esse era o saquinho “anti-bomba”, para o caso de um cocô explosivo…rs!

E não deu outra. No meio da viagem, Tom fez uma bomba que sujou as suas costas inteiras. E o trocar o baby no banheiro apertado daquele foi uma missão. Mas eu pequei o saco anti-bomba e sobrevivi. Esse saco tinha alça e o prendi na porta do banheiro e fui tirando o que precisava, afinal, precisava de mãos. Usei a fralda velha para tirar o excesso e depois a joguei fora. O trocador descartável foi uma mãe, pois ele é absorvente, me ajudou também a conter o excesso e depois o descartei. A roupa suja coloquei no saco plástico onde estava a limpa e no fim tudo deu certo.

Ah, e viajei com ele no canguru, despachei o carrinho. Acho que fiz uma boa escolha. O embarque foi bem rápido e quase não esperei com ele no colo.

Quando ele estava acordado e precisei ir ao banheiro, fui com ele no canguru. Achei mais prático do que chamar a comissária e pedir para ela ficar com o bebê para mim. Mas sempre há essa opção, no desespero!

E ajuda é que não faltará. É impressionante como as pessoas foram solidárias. Nem precisava pedir, sempre havia alguém para oferecer uma ajuda muito bem vinda! Quando estamos acompanhado não nos ligamos nisso, mas basta estarmos sozinhos para vermos como a ajuda do outro é fundamental e ela vem de bom grado de muitas direções.

Como o Tom mama exclusivamente no peito, não tive estresse algum parar transportar a comida dele. Mas é bom se informar sobre as regras do aeroporto antes de viajar para não correr o risco de perder a comida do seu bebê. Há muitos blogs hoje em dia de mãe viajantes, como Viajando Com os Pimpolhos e Drieverywhere. Pesquisem lá que, certamente, acharão dicas sobre alimentação dos bebês em aeroportos.

Finalizando, não dá para se enganar, será muito cansativo, não há outro jeito, porém dá para sobreviver! Boa sorte para aquelas que se aventurarem!!! =)

Informações sobre a reserva do berço na TAM aqui.

Aeroporto

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3 Respostas to “Viajando de avião sozinha com um bebê”

  1. Lucy março 23, 2015 às 2:03 am #

    ola…. gostei das dicas…estou indo para o Brasil sozinha mora na Nova Zelandia e o bebe bai estar com 7 meses…to com muito medo de nao dar conta…..mas tudo vai dar certo 🙂

    • Rhani de Lanteuil maio 27, 2015 às 6:37 pm #

      Oi Lucy, só agora vi o seu comentário. Espero que a viagem tenha sido boa, porque a jornada em Brasil e NZ é longaaa…rs. =)

Trackbacks/Pingbacks

  1. Os perrengues de viagem quando se tem um bebê | Colher de Saia - agosto 6, 2014

    […] * No outro blog tem um post mais antigo sobre como foi a experiência de viajar de avião sozinha com um bebê. Olhe aqui. […]

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