Arquivo | agosto, 2012

Nápoles – em busca da pizza perdida!

30 ago

Por Rafaela Sodré

(Participação especialíssima da irmana aqui no blog. Como a mocinha aqui está enrolada com o fim do mestrado, a super irmana resolveu dar uma força e relatar a nossa última viagem! Nada mais justo, já que ela foi a planejadora-mor de tudo! Sugeri, ela aceitou e eu adorei! Exceto a parte das informações práticas, que tive que incluir, visto que a irmana ficou muito emplogada com a comilança italiana e esqueceu do mundo! rs)

Esta viagem teve um sabor muito especial para mim. Havia anos que eu e minha querida irmã, Rhani, planejávamos fazer uma viagem juntas – a última foi em 2005 para Fernando de Noronha (sem comentários, por sinal!)! Quando ela esteve aqui no Brasil em junho começamos a fantasiar e acabou que a tão sonhada viagem saiu do papel.

A escolha de nosso destino foi, na verdade, motivada pela grana. Vimos todos os voos que partiam de Londres e escolhemos o mais barato: Roma. Vida de trabalhador é assim, sempre temos que fazer escolhas! Adianto aqui que o barato saiu caro, como diz o ditado, mas depois eu explico melhor.

A partir de Roma, começamos a montar nosso roteiro pela La dolce Italia. Escolhemos uma região de praia pois Rhani e Felipe, que vivem longe do mar, ficam loucos por um mergulho num marzão gostoso! Daí resolvemos ir para o sul da Itália, mais precisamente para a região da Campânia. Bem, as cidades foram as seguintes: Nápoles, Pompéia, Capri e Costa Amalfitana (Positano, Ravello e Amalfi) e ainda passamos uma tarde em Roma.

Nápoles

Sabe o centro do Rio de Janeiro só que bem, bem, bem mais sujo e abandonado? Bem, Nápoles é assim! Não exploramos a cidade, pois a ideia era termos uma base para ir a Pompéia e nos deliciármos com as pizzas da cidade, em especial com a pizza da l’antiga Pizzeria da Michelle, que é cotada como uma das melhores pizzas do mundo (aparece no filme Comer, amar e rezar, inclusive!)!

No copinho de plástico mesmo, pois na Itália não tem frescura! rs!

Realmente, as pizzas feitas em Nápoles são MARAVILHOSAS! Nenhum lugar do mundo há pizzas tão gostosas e baratas. São muito baratas! Uma pizza inteira deliciosamente maravilhosa custa 4-5 euros! Uma pechincha!
Na ida, quando dormimos lá, a cidade estava no meio de um feriadão e tudo estava fechado, inclusive a Pizzeria da Michelle. Isso causou furor no grupo, já que não comeríamos a tão falada pizza. O Fabio, meu marido, chegou a sonhar com a pizza; a Rhani só falava nisso e o Felipe botava pilha nos dois. Acabou que decidimos passar por Nápoles na volta só para comer a tal pizza.

Arte!

Foi aí que experimentamos a desorganização Italiana! Parece até piada, mas depois de 6 dias esperando para comer a pizza da Michelle, a pizzaria estava fechada para obras em plena alta temporada. Não havia sequer um aviso no site, um aviso na porta, nada. Um senhor simpático, que nos viu grudados no vidro da pizzaria desorientados, desnorteados, sem entender o que estava acontecendo, parou e nos deu a triste notícia. O mundo parou por uns segundos e todos nós ficamos desolados! Rssss. Não estou exagerando não! Ficamos muito abalados mesmo. A Pizzeria havia se tornado um ícone para nós!=)

Arrasados pois não iam comer a pizza Da Michele! rs!

Nossa frustação não parou por ai. O mesmo senhor que nos explicou que a pizzaria da Michelle estava fechada nos indicou uma outra, a Pizzeria di Matteo. Nos amimamos novamente já que o Felipe havia lido na revista time out que essa sim era a melhor pizza de Nápoles e que o Bill Clinton havia comido lá. Fomos nós andando pelas ruelas sujas de Nápoles à caça da pizza perdida. Quando chegamos ao endereço não acreditamos: a porta estava fechada! O Fabio perguntou então o que estava acontecendo e a resposta foi: eles estão de férias! Lógico que estariam, afinal agosto é mês de férias na Europa! Só na Itália mesmo! As duas mais famosas pizzarias de Nápoles fechadas em plena alta temporada. O destino não quis então que saboreássemos a melhor pizza do mundo. Deve ser para nos unir novamente num futuro. rssss

Mas isso não significa que ficamos mal servidos de pizza lá! Na rua do Da Michele, nos indicaram a pizzaria Trianon, que não deixou a desejar! Foi a nossa  melhor pizza da minha vida, o que nos deixou intrigados de como poderia haver uma melhor!!!

Bem, vamos às informações práticas

Hospedagem:

Ficamos num bed and breakfast (B&B) excelente. B&B é um tipo de hospedagem bem comum e barata na Europa. Como diz o nome, é um lugar para dormir e tomar um café-da-manhã. É gerenciado por uma família, que geralmente mora no local. Optamos por um B&B, pois teríamos a opção de termos um quarto só para o casal, pagando um preço de albergue. O nome é B&B Carafa, fica perto da estação de trem, do centro histórico e do porto. Pagamos 20 euros por pessoa por dia e a estrutura era excelente. Quartos limpíssimos e bem equipados e um café-da-manhã no estilo self-service.

Trem

– Roma para Nápoles:

Acesse o site Trenitalia para ver os horários e valores.

– Nápoles para Pompéia:

Para ir à Pompéia de Nápoles, tem que pegar um trem da linha Circunvesuviana em direção a Sorrento e saltar na estação Pompei Scavi (Vila di Misteri) – há outras, mas essa é a que deixa na porta do sítio arqueológico. (por volta de 4,50 ida e volta)

– Nápoles para Capri:

Há barcos direto para Capri. Há outros portos, mas o para Capri é o Molo Beverello. Horários dos barcos: http://www.capri.com/en/ferry-schedule. Valor: por volta de 20 euros.

– Roma Ciampino até a Estação de trem central de Roma (Termini):

Voamos de Londres para Roma pela Ryanair – companhia low cost – que nos deixou no aeroporto secundário de Roma, o Ciampino, que não é conectado por trem, como o principal (Fiumicino). Mas foi tranquilo, pois há muitas opções de ônibus até a estação de trem central de Roma (termini), o trajeto entre um e outro demorando por volta de 30 minutos. Usamos a Terravision para ir e voltar (na ida, compramos o ticket em Londres e pagamos 4 euros. Na volta, adquirimos o ticket na porta do ônibus, nos custando 6 euros)

Pizzarias:

Da Michelle: Via Cesare Sersale, 1 80139 Napoli, Itália

Di Matteo: Via dei Tribunali, 94, 80138 Napoli, Italia

Pizzaria Trianon: Via Colletta 44/46, Napoli, Itália

Outros links:

Conhecemos a pizaria Michele através do artigo do Ricardo Freire, no site viajenaviagem. Aliás, usamos bastante as dicas dele durante toda a viagem.

Próximo post: Pompéia!!!

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Agora só em 2016!

14 ago

Ficou um vazio imenso com o fim das Olimpíadas. Desde que cheguei aqui esse assunto foi destaque. Nas semanas que antecederam o evento, a BBC exibiu vários documentários que contavam a história dos jogos e modalidades. Tínhamos acesso na TV a todos os eventos ao vivo, o que me fazia interroper a escrita da dissertação para assistir o Brasil ou qualquer outra modalidade num momento importante! (sim, nesse momento crítico tudo fica mais interessante, até fazer faxina! rs!)

Homenagem ao Emanuel na arena do vôlei de praia.

Para quem ama esportes, melhor época não há! Sei que existem milhares de críticas ao evento Olimpíadas, muitas bem justas, mas mesmo assim não consigo não me emocionar  com a ideia de um evento que reúne mais de 200 nacionalidades em torno do esporte. E que é tão antigo, iniciado na Grécia no século 8 antes de Cristo e que desde 1894 ocorre ininterruptamente, com exceção do perído da Segunda Guerra Mundial. Além disso, a cada vitória, dá para ver o quanto aquele atleta se esforçou, abdicou, investiu o seu tempo, acreditou e foi lá e venceu, às vezes de forma inesperada, com pouco crédito! A cada derrota, choro, decepção, frustração, que para alguns é o combustível para continuar e acreditar que nas próximas Olimpíadas será diferente. Para outros, o fim de carreira. São tantas emoções!

Na expectativa para assistir Ricardo e Cunha

Eu tive sorte entre aspas. Dos 3 tickets que tinha, que comprei há mais de um ano atrás, não fazia ideia se conseguiria assistir o Brasil. E acabou que tudo confluiu para eu assistir 3 jogos do Brasil! O problema é que assisti as quartas-de-finais do vôlei de praia, no qual o Ricardo e o Cunha foram eliminados. Assisti a semi-final do vôlei feminino de quadra, no qual as meninas do Brasil arrasaram com o Japão, felizmente. E assisti também a final do futebol Brasil e México, que acho melhor nem comentar! Ainda bem que sou Flamengo…rs!

Fazendo uma pré para o jogo de vôlei feminino

Mas independentemente das vitórias, eu amei estar no evento. A energia é a das melhores! E a minha experiência foi muito bem sucedida. Não tive problemas para chegar nos locais, metrô tranquilo (junto com o ticket, vinha um bilhete de transporte que podia ser usado à vontade no dia do evento!), tudo muito bem sinalizado, nada de tumulto para entrar e sair, banheiros com papel e limpos, estrutura excelente e staff preparadíssimo e simpaticíssimo. No quesito organização e praticidade, os ingleses arrasam sempre, se fosse o contrário, aí sim acharia estranho.

Vôlei feminino, Brasil x Japão.

Agora o jeito é esperar 2016! É claro que a preocupação é grande, e com razão, sobre como vai ser o transporte, a segurança, a venda de tickets, a corrupção solta com as obras sem licitações, as remoções desenfreadas e a “limpeza” do Rio para gringo ver (para quem se interessa, esse é um artigo do NY Times que discute as remoções por conta das Olimpíadas do Rio: Em nome do futuro, Rio está destruindo o passado). A minha preocupação gira em torno dessas questões, pois em relação à festa, acho que isso sabemos fazer muito bem e será lindíssima sem sombra de dúvidas!

No começo, só animação. Wembley, Brasil x México.

Quando pequena, via pela TV as Olímpiadas e nunca imaginei que um dia participaria de uma. Mas, por obra do destino, a de 2012 aconteceu na cidade onde moro atualmente e a próxima acontecerá no Rio, minha terra! E, se o universo permitir, estarei lá!!!

Menininho gringo do meu lado, todo vestido de Brasil e decepcionado logo após o gol!

Premiação….cabisbaixa!

Obs: voltando ao assunto Olimpíadas 2016, excelente texto do Jorge Bacellar aqui.