A odisséia…

5 jun

Chegar ao Brasil foi uma verdadeira saga. Uma jornada prevista para durar 15 horas, durou 37! Nesse tempo, de um tudo aconteceu! Correria dentro do aeroporto, filas absurdas e confusão na segurança do aeroporto de Paris, perda da conexão, barraco no balcão de atendimento da Air France, descaso, estresse, espera de mais de 12 horas para embarcar novamente, calor, pouso de emergência em Campinas, neblina, espera sem fim…

Enfim, poderia detalhar aqui tudo de absurdo e surreal que ocorreu nessa viagem, mas o que quero falar mesmo é do brasileiro.

O cenário vocês já conhecem, várias pessoas indignadas no balcão da Air France por conta de todo o ocorrido. Ninguém se conhecia, cada um estava vindo de um lugar diferente, Barcelona, Roma, Londres, Edinburgo….o de comum, a brasilidade, o cansaço e o caos.

E então, diante da falta do que fazer, todos se encaminharam para um restaurante/bar do aeroporto para comer algo. E assim ficamos por 12 horas tagarelando sem parar. Nesse tempo, viagens foram compartilhadas, experiências trocadas, risadas profundas dadas, promessa de viagem conjunta, jantares marcados na casa de uns, sacaneações, promessa de “noivado” (rs!), cerveja(s) e muita solidariedade!

Alguém de fora poderia jurar que estávamos numa escursão e nos conhecíamos há anos, diante do animado papo sem fim. No fim, todos estavam utilizando internet do outro, usando telefone, pedindo dinheiro para a vaquinha da cerveja, tomando conta de malas e rindo muito de tudo…

E é isso que não tem igual. Nosso povo tem uma capacidade de se tornar amigos num instante de segundo. Muitos vão argumentar de que isso é uma amizade falsa, que provavelmente nunca mais nos veremos e muito menos nos falaremos. Mas e daí? Acho que a intensidade com que estamos na relação, o calor humano, a afetividade, a solidariedade e a união em momentos de drama é impagável.

Depois de dois anos e meio morando fora, acho que hoje consigo ter um olhar externo sobre nós mesmos (ou será romantizado?). E o que fica visível para mim quando lido com brasileiros, ou quando estou no Brasil, é esse humor que temos diante das muitas situações adversas; tudo pode estar uma droga, mas ainda assim conservamos um sorriso no rosto! Não sei, fico bem encantada com essa coisa do brasileiro “tirar água de pedra”, “de rir da própria desgraça” e com essa potência e intensidade das nossas relações interpessoais.

E, isso, mermão, não é pouca coisa não!!!

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Uma resposta to “A odisséia…”

  1. Rafa junho 6, 2012 às 11:36 am #

    Tadinha! Mas mesmo depois dessa maratona, a Rhani chegou ao Rio com um largo sorriso no rosto! bem característicos…
    Toda boba com minha irmãzinha por perto 🙂

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