Arquivo | janeiro, 2012

Isn’t she lovely?

31 jan

Não me lembro do meu nascimento. A minha memória começa bem depois disso. Mas a minha irmã lembra. Ela lembra do dia em que foi ao hospital me ver pela primeira vez. Ela lembra na verdade bem antes disso, de eu na barriga da minha mãe e da toda especulação se eu seria um menino chamado Demétrio. Que bom que nasci menina.

Não sei o que é ser irmã mais velha. Não sei o que é esperar o irmãozinho nascer. Não sei o que é perder de repente todos os mimos por conta da chegada de um bebê tão demandante. Só sei ser irmã mais nova e caçula. Isso eu sei ser muito bem, a minha irmã que o diga! Fui uma criança insuportável, mimada e emburrada até não poder mais. Até hoje familiares comentam “ô, criança chata!”. Eu explico. Fui amamentada até os 6 anos (uau!). Acho que nem Freud explica essa…

Mamãe conta que a minha irmã ficou com ciúmes quando eu nasci. O primeiro grande ataque foi uma mordida no meu umbigo, eu ainda recém-chegada do hospital. Muitos outros ataques vieram depois, mas aí o meu sistema fisiológico já estava pronto para a ação de “luta ou fuga”.

Mas a verdade é que eu nasci já com uma irmã. Uma irmã para eu copiar, brigar, me espelhar e me diferenciar. E desde que me entendo por gente, eu grudei nela. Grudei tanto, tanto, tanto, que ela não podia brincar por muito tempo na rua, pois eu chorava de saudades e ciúmes. Minha mãe, diante do escandalo, colocava a minha irmã para casa para poder ficar comigo. Coitada. Sempre teve um carrapatinho no seu pé…

E não deu outra. Ela se resignou. As nossas existências estavam ligadas e não havia outra possibilidade além de sermos unha e carne para sempre. E assim somos.

Lembro das nossas brincadeiras de criança. Ela sempre me ganhou nas cartas e no jogo de memória. No videogame, sempre fui um fiasco e ela era quem tinha que passar as fases para mim. Tanto fez, que desisti de jogar e preferi vê-la jogar para “a gente” avançar mais.

Lembro dos nossas pactos para sobreviver ao calor gonçalense. Papi não deixava ligar o ar condicionado, só na hora de dormir (até às 3 da manhã) e no auge do verão. Levando em consideração que São Gonçalo é o local mais quente e “mosquitado” do mundo, no verão não dava outra, subitamente morríamos de sono às 8 da noite…rs!

Lembro que foi para ela quem contei sobre o meu primeiro beijo, no auge dos meus 11 anos (que absurdO!) e ela, com a sabedoria dos 13 anos, me fez prometer que nunca mais faria isso novamente. Que bom que prometi com os dedos cruzados.

Lembro de quando passei no vestibular e ela foi comigo me ajudar a fazer matrícula no caos da UFF.

Lembro do primeiro porre, ela tendo que me limpar toda e inventar uma desculpa pros papis no meu lugar.

Lembro que foi na casa dela que dormi na véspera do meu casamento.

Lembro que ela chorava todas as noites antes de eu vir para cá quando via o edredon de sua cama, que tinha a inscrição “Londres” nele.

Lembro de todas as noites que pulei para a cama dela, sem exceção, para ficar batendo papo até ela me expulsar. Hábito que mantivemos até saírmos da casa dos nossos pais.

Hoje a minha irmã é crescida. Se formou, arrumou um emprego de gente grande, casou e tem um filho. Filho esse que ela me deu para ser Godmother. Gosto da palavra em inglês. Ele é meu Godson, meu filho em Deus. Compromisso simbólico que assumi com todo o meu coração, fruto de tanto amor que temos uma pela outra, que só aumentou com a chegada do pequeno.

Um dia falamos de namoro. Um dia falamos de profissão. Um dia sonhamos em conhecer o mundo. Um dia falamos de casamento. Hoje falamos de filhos. E se formos agraciadas, um dia falaremos e relembraremos dos nossos causos da juventude e sentaremos lado-a-lado para reclamar da artrite e artrose em algum banco de uma praça qualquer…e certamente falaremos “como passou rápido!”.

E a distância, mudou algo?, poderiam alguns perguntar. Não, nada. Nos falamos muitas vezes ao dia. São tantos pequenos emails desejando bom dia, boa sorte, falando de saudade, de amor, maternidade, vida…são tantos skypes…

Bem, mas tem sim algo que a distância atrapalha, hoje é o aniversário dela e infelizmente email nem skype podem abraçá-la por mim. Então, essa homenagem pública é para você, minha irmã de coração e alma.

Totem no Albert Hall

29 jan

Semana passada fui assistir pela primeira vez um espetáculo do Cirque du Soleil. Embora esta companhia faça bastante sucesso no Brasil e se apresente bastante por lá, sempre achei o ingresso caríssimo. Mas eis que chegou a minha vez!

Assisti o espetáculo Totem, que tem como tema a evolução das espécies, trazendo para a cena alguns dos mitos fundadores. O espetáculo ocorreu no Royal Albert Hall, casa de espetáculos lindíssima aberta desde 1871.

Devo ter uma foto melhor dele, mas tô com uma preguicinha de procurar!!! =)

Essa é a segunda vez que vou ao Royal Albert Hall. A primeira vez foi meio decepcionante. Assisti a ópera Madame Butterfly lá, que achei chatíssima. Além de não entender nada pois ela era cantada em inglês com sotaque japonês, ficamos tão longe que não conseguimos nos conectar com o espetáculo.

Por dentro!

Dessa vez foi perfeito. Fiquei muito bem localizada e pude acompanhar todos os números de pertinho! E eu fiquei maravilhada com a capacidade humana de atingir tal nível de consciência corporal, que me soa sobrehumano! É muito impactante! Além dos artistas serem incríveis, a música, o cenário belíssimo, os figurinos estavam tão harmônicos, que fizeram a minha noite mais leve. Sonhei e ri como criança!

Não podia tirar fotos, mas eu consegui essa...tsc, tsc, tsc! Que feio!

Para mais informações sobre o espetáculo, acesse o site do Cirque du Soleil: http://www.cirquedusoleil.com/en/shows/totem/show/about.aspx

 

 

 

University of Greenwich

24 jan

Na primeira semana de aula, fomos convidados a fazer um tour pela universidade para conhecer melhor a história do local. Eu, obviamente, fui, pois adoro história e seria uma ótima oportunidade para conhecer melhor a universidade que estudaria nos meses seguintes. Infelizmente, na minha primeira semana de aula, meu inglês estava terrível e não consegui captar tudo que me foi dito, mas fiz uma pesquisa bem básica para escrever sobre os tópicos que lembro.

Queen Anne (esquerda) e Queen Mary (direita, fundo)

Adoro esses lustres de lá...

Bem, a Universidade de Greenwich ocupa quatro prédios barrocos históricos, do final do século 17. Ela alugou esses prédios por 150 anos. Eles fazem parte, juntamente com o prédio King Charles ocupado pela escola de música Trinity, do antigo colégio real naval.

Escola de música Trinity

A história é longa! Começou com o palácio de Greenwich, construído no século XV, local onde nasceu o rei Henrique VIII e suas filhas e rainhas Mary e Elizabeth. Henrique VIII foi um rei importantíssimo para a Inglaterra. Foi casado 6 vezes e decapitou 2 rainhas, uma delas a Ana Bolenha, por quem rompeu com a Igreja Católica para se casar novamente (ele já era casado com a Catarina de Aragão, que não o deu um filho homem). Na verdade, essa é a versão romântica da coisa. Há quem diga que os reais motivos eram econômicos. Henrique VIII não queria dividir mais a riqueza da Inglaterra com a o Vaticano e, aproveitando os movimentos da Reforma iniciado por Lutero, ele se declarou o chefe maior da Igreja e criou o Anglicanismo, até hoje religião oficial da Inglaterra que tem como chefe supremo a Rainha Elizabeth II.

No século final do século XVII, o Palácio de Greenwich foi demolido e um hospital voltado para atender navegadores/marinheiros que voltavam feridos das guerras começou a ser construído no local. O prédio foi construído sem a parte central (parece que está faltando o meio) a pedido da rainha, que não queria perder a vista para o Tâmisa.

Queen Mary e King Willians - ao fundo a Queen's house

Queen Mary e King Willians ao fundo, vistos da Queen's House

No século XIX, o hospital foi fechado e transformado em colégio real naval, em atividade até 1998, quando a área passa a pertencer à Fundação de Greenwich.

Chegada pelo Tâmisa. Por onde a Realeza chegava

Universidade vista do Parque de Greenwich / Do outro lado do Tâmisa, Canary Wharf. Por Bernardo Velho.

Mas o que é imperdível nesses prédios barrocos é o Salão Pintado do King Willians (Painted Hall) e a capela do Queens Mary. O salão pintado, que foi criado para ser um refeitório para os marinheiros veteranos que moravam ali, tem o teto totalmente pintado. Demorou 19 anos para ser finalizado e as pinturas representam o poder da marinha britânica.

Painted Hall

Painted Hall

A capela é dedicada a São Pedro e São Paulo por conta das suas ligações com a água e mar. Ela também é cheia de símbolos navais, em homenagem aos marinheiros residentes do hospital que iam ali rezar todos os dias.

Capela por Bernardo Velho

Por conta dessas bonitas históricas construções, o local é muito usado como locação de filmes. Para citar alguns, Pirata do Caribe, Discurso do Rei, A Duquesa, A Dama de Ferro e Sherlock Holmes são alguns dos filmes que tiveram cenas gravadas lá.

Greenwich também é um dos bairros oficiais das Olimpíadas de 2012. Já estão rolando alguns eventos relacionados no campus.

Há outras atrações no bairro de Greenwich como o Observatório Real (onde passa a linha que divide o mundo em Oriente e Ocidente), o museu marítimo, o parque…mas eles terão que ficar para uma próxima! 🙂

Para mais informações, acesse o site: http://www.ornc.org/

Estação de metrô: Cutty Sark – linha DLR

Pode-se chegar a Greenwich de barco, pelo Tâmisa. Consulte os sites: http://www.thamesclippers.com/ e http://www.citycruises.com/

Hyde Park/Kensington Gardens

19 jan

O Hyde Parque é um dos parques mais famosos de Londres. Ele faz parte dos parques reais, que são oito no total. Além de ser enorme, central e abrigar importantes eventos de música e de outros tipos (por exemplo, no casamento do Principe William e Kate foi colocado um telão para o público poder acompanhar a cerimônia), ele tem muita história.

Figuraças no Hyde Park assistindo o casamento do príncipe Willians

A área do Hyde Parque pertencia aos monges e foi tomada por Henrique VIII em 1536 (Henrique VIII rompeu com a igreja católica e criou o Anglicanismo, religião oficial da Inglaterra até hoje). Somente em 1637 o Hyde foi aberto ao público em geral. Em 1667, muitos londrinos acamparam no parque na esperança de escaparem da peste, doença que assolava a cidade na ocasião. O Hyde se tornou também palco de celebrações nacionais. Em 1814, fogos de artifícios foram organizados pela realeza para marcar o fim da guerra napoleônica. Da mesma forma, em 1851, o Hyde park abrigou a “The great exhibition”, evento de arte importantíssimo organizado pela Rainha Victoria e Príncipe Albert (uma das primeiras feiras mundiais do gênero) atraindo “famosos” como Darwin, G.Eliot e Lewis Carrol.

Serpentine

Teoricamente o parque é dividido em dois pelo lago artificial Serpentine, onde de um lado fica o Hyde e do outro fica o Kensington Gardens. Porém, na prática, tudo é um parque só.

Do lado do Kensington Gardens, encontra-se o Kensignton Palace, onde a Princesa Diana morou e hoje o Príncipe Willians e a esposa ocupam alguns quartos quando estão em Londres. É possível visitar uma parte do Palácio, mas é pago.

Kensington Palace ao fundo

Em Kensington Gardens ainda, há o Albert Memorial, lindo memorial construído em homenagem ao Príncipe Albert, marido da importante rainha Vitória, que reinou por 63 anos (1873-1901), sendo o mais longo reinado da história britânica. Ela, inclusive, nasceu no Palácio de Kensington.

Albert Memorial

A Serpentine Gallery, também no Kensington Gardens, é uma galeria de arte moderna e contemporânea gratuita. Vale a pena a dar uma olhada na programação. Acabei de descobrir que está rolando agora uma exibição do trabalho da brasileira Lygia Pape e no verão acontecerá uma grande exposição sobre o trabalho da Yoko Ono.

Patins!

Do lado do Hyde Park, há o Speakear’s corner, onde qualquer um pode falar livremente sobre qualquer coisa desde 1872, quando foi legalizado o ato de falar em público (é só subir num caxotinho – lembro do pai de um querido amigo, que morou quando jovem na cidade, me contando sobre isso, antes mesmo de eu sonhar em vir para Londres).

Vendo a vida passar...

Há também o 7 July Memorial, memorial construído para lembrar das 52 pessoas mortas nos atentados a bomba em 2005 e também um outro em homenagem a Lady Di (no lado do Kensington Gardens)

Memorial em homenagem a Lady Di

Além dessas atrações, há diversos cafés, quadra de tênis, pista de equitação, estátuas, fontes e ets. No inverno rola a feira de inverno Winter Wonderland, que nada mais é do que um parque de diversões, com barraquinhas de comida, brinquedos, pista de patinação de gelo ao ar livre, etc.

Pista de equitação

Winter Wonderland

Eu gosto de caminhar margeando o Serpentine, que é um lindo lago, onde há cafés, uma diversidade de pássaros, pessoas andando de pedalinho/barco, esquilos, etc. Acho essa área a mais bonita!

Serpentine

Como o parque é imenso, vale a pena alugar uma bicicleta para explorá-lo ao máximo. Há diversos pontos de aluguel de bike no parque. O esquema é o seguinte: custa 1 libra para se ter acesso a 24h de bike (não só lá, mas em toda a cidade). Até 30 minutos é gratuito, passando disso você tem tarifas variadas de acordo com as horas que você ficou com a bike continuamente. Mas você pode retornar a bicicleta a cada 30 minutos, esperar 5 minutos e retirar uma nova sem custo algum, em qualquer ponto de bike. Esse esquema de aluguel de bicicletas tem na cidade toda, não aceita dinheiro vivo, somente cartão de crédito ou débito. Consulte aqui as tarifas.

Bicicletas para alugar

Eu, por exemplo, fiz o esquema de devolver a cada 30 minutos e pegá-la novamente depois de 5 minutos. Dentro do Hyde há várias estações, então é tranquilo de fazer isso. Esses 5 minutos é o tempo de dar uma descansadinha…no fim das contas, paguei somente 1 libra, que era a minha intenção maior…rs! Funciona da seguinte forma: você paga o aluguel da bike na máquina, que gera um código de acesso para vc pegar uma das bicicletas disponíveis. Então, é só você digitar o código na bicicleta que ela destrava. O problema que é muito rápido esse destrave e eu obviamente perdi o tempo de retirá-la. ENtão tive que esperar 5 minutos para poder inserir meu cartão novamente na máquina e ela imprimir um novo código para mim. Então seja rápido!!!

Estou ridícula com esse capacete, mas tava tão frio que ele estava esquentando a minha cabeça!

Nesse site há todas as informações sobre o Hyde e Kensington (e outros parques reais da cidade): http://www.royalparks.gov.uk/

Então…estamos em 2012!

12 jan

Acabei de voltar do Brasil e estou aproveitando que a semana no mestrado está morna para escrever, antes que tudo vire um caos novamente e não consiga postar nada aqui.

Chegando...

Queria fazer um post super legal sobre o Brasil, contando como foram as duas maravilhosas semanas que passei lá, mas confesso que não consigo. Ir ao Brasil me toca tanto que quando chego aqui fico umas semaninhas “down”, tendo que me readaptar a viver e conviver diariamente com a saudade.

Primeiro dia, do aeroporto direto para Itaquá!

Achei que desta vez seria diferente e que já estava vacinada, afinal, nesses quase dois anos fora tive que dizer um até breve muitas vezes. Fiquei forte até o último minuto, mas não tem jeito, ficar longe de quem se ama dói demais. Saudade dói e é dor física!!!

Amo demais!

O que mais me incomoda de estar longe é a falta do dia-a-dia. Enquanto alguns odeiam rotina, eu amo! Eu adoro essa convivência diária, os telefonemas para falar nada, o sempre almoço de domingo na casa dos pais, as reuniões familiares, as conversas de sempre, as comidas de sempre, os risos e brigas de sempre…e a minha família é isso! Todo domingo sentamos para almoçar e falamos das mesmas coisas e o que antes um dia me irritou, hoje é o que mais sinto falta. O de simplesmente estar, sem grandes emoções, só estar!

Bolo de cenoura com chocolate!!!

E eu sou um pouco assim em tudo, o que é um defeito também, pois quando gosto de uma coisa, ela me basta acho que pra sempre, o que me impede de experimentar o novo e descobrir um monte de coisa legal que foge do meu mundinho particular. Por isso, quando vou ao Rio, gosto de ir aos lugares que faziam parte da minha antiga rotina para me deliciar e reviver momentos felizes!!!

Open house delícia de amigos mais do que queridos que resolveram juntar os trapinhos!!!

A primeira vez que retornei ao Brasil foi pura emoção na chegada. Quando o avião aterrisou eu já comecei a chorar, emocionada por estar em solo brasileiro, me imaginando num filme no qual cantava a música “Cristo Redentor braços abertos sobre a Guanabara”…hahaha…um melodrama só. E eu passei 3 semanas correndo de um lado para outro tentando dar conta da lista de coisas que queria fazer, pessoas que queria ver, o que me deixou bem cansada, já que às vezes tinha 3 compromissos por dia. Por conta dessa correria toda, no final já estava querendo voltar para casa, para voltar à minha rotina.

Mistureba de self-service (inexistente por aqui!)

Dessa vez, como seriam apenas 2 semanas, eu me prometi que não queria ficar na correria e ia encontrar quem tivesse que encontrar, ir aos lugares que desse para ir, tudo com muita calma. E assim foi. Vi as pessoas que deu para ver, descansei, fiquei nos lugares o tempo que quis e foi ótimo deixar o barco correr. Cheguei calma, sem o melodrama da primeira vez, mas para voltar é que foi o problema. Duas semanas não me deu vontade de ir embora, ao contrário, saí com a sensação de que queria mais! E aí já viu, o retorno está sendo bem pior…

Praiana

Ai, ai, tô vendo que meu estado de espírito não vai me deixar escrever algo decente e vou ficar aqui nas lamúrias sem fim…

Carne alta

Tá, então o que não faltou no Brasil dessa vez: Itacoatiara, mate, guaraviton, Seu Antônio, esfirra do Largo do Machado, água de coco, feijoada da mamãe, salgadinhos de Mãia, pastéis do Belmonte, cervejinha estupidamente gelada do Outback, carne, Estrelato com amigos, um pouquinho de carnaval, rabanada, yogo berry, muitos beijos, abraços e juras de amor eterno!=) Faltou: Lapa, bolinho de aimpim com carne seca da mamãe, Verão Vermelho e sorvete de tapioca do Tacacá do Norte!

Flores para Iemanjá

Bem, prometo que os próximos posts serão sobre assuntos de interesse geral…tenho que fazer a fila andar, ora bolas!!!

Feliz 2012

 

Retrospectiva 2011

2 jan

Estou escrevendo este post do Brasil. A ideia era fazer o post “despedida” de 2011 de Londres, anunciando a merecida férias de 2 semanas no Brasil, mas os últimos dias foram corridos demais com os trabalhos do mestrado, compras de natal e visitas. Na verdade dezembro foi um mês que voou, comecei vários post e tive que abandonar por falta de inspiração e energia. Aliás, isso tem sido uma constante. Não consigo atualizar o blog o quanto gostaria e o resultado é uma fila de posts começados que nunca serão terminados.

Mas enfim, esse post é para falar de 2011 e uma oportunidade de lembrar e agradecer tantas coisas boas que aconteceram nesse ano. Diferente de 2010, que foi um daqueles anos que te deixam de cabelo em pé com tantas mudanças, 2011 foi um ano mais calmo. Falo isso porque 2010 foi o ano que me mudei para Londres e vivi muitos sentimentos que nunca imaginei experimentar e passei por momentos de felicidade extrema, mas também momentos de estranhamento absurdo. Tive dificuldade para me adaptar a língua, conheci a saudade com toda a sua potência, tive que aprender a cuidar de uma casa, a não ter papai e mamãe por perto para quebrar todos o galhos possíveis e imagináveis, a ser estrangeiro…ou seja, morar fora é isso, partir do zero em todos os sentidos, no qual tudo precisa ser criado – rotina, amigos, carreira – e familiarizado – comida, pessoas, costumes, programas, etc.

O bom disso tudo é que a gente se acostuma. Não no sentido de que a saudade passa, mas a gente se acostuma a viver com ela. Eu costumo dizer que sou uma pessoa cheia de saudades. E é verdade. Tenho saudade de tudo, de pessoas, de coisas, de memórias, cheiros. Tem dias que acordo com saudade e gosto de me lembrar e aí passo o dia inteiro nostálgica. Minhas amigas me chamam de repetitiva, pois sempre gosto de lembrar das mesmas historias e não satisfeita eu adoro repeti-las, repetí-las, repetí-las…=)

Então em 2011 eu já estava acostumada, o entorno já não me soava tão estranho, já tinha uma rotina e o coração já estava mais calmo com tantas novidades.

E com o coração e mente calma, tudo mudou. Uma das vantagens de morar na Europa é a possibilidade de viajar para vários países pertinho e num preço que cabe no bolso. E essa parte eu adoro, um vício mesmo, que não é maior pela falta de grana. Comecei o mestrado, que estou  penando e adorando. Me apaixonei por sabores novos, como comida tailandesa, árabe, indiana, de Gana. Passei a curtir uns programas que nunca fazia no Rio e por aí vai.

Mas o mais legal de 2011 foram as visitas. Sem contar repetições, recebemos 27 pessoas!!! Foram tantas pessoas queridas que vieram, que foi um prazer mostrar a cidade, papear e matar as saudades e saber mais um pouquinho sobre o Brasil. Alguns meses foram tão intensos de visitas que tivemos que fazer uma escala e mesmo assim rolou uns encontros que fizeram a nossa casinha bombar!!!

Mas não posso deixar de mencionar aqui a visita da minha família buscapé, que me fez chorar horrores na chegada e na partida. Sem desmerecer as outras visitas que recebemos, receber a minha família foi muito especial. Meus pais nunca haviam andado de avião e meu pai nunca tinha saído do Rio, assim como minha tia. E eles foram, venceram o medo do avião e chegaram lá no Velho Continente todos animados. Foi um prazer a mais mostrá-los a cidade que estava morando e acompanhar todos os estranhamentos e descobertas deles. Fiquei muito orgulhosa pois mesmo sem falar nada de inglês, eles se viraram muito bem!!! Com eles, vieram minha irmã, com meu cunhado e meus dois sobrinhos. Foi uma farra só. Passei duas semanas muito feliz com o fofo do meu afilhado, que na ocasião estava com 5 meses, no auge da gordurice e bolotice. A minha irmã, mesmo com todas as dificuldades de viajar com um bebê tão pequenino, viajou mesmo assim para me ver antes de voltar ao trabalho.  Por isso que eu os amo mais do que tudo! Obrigada!!!

Outros que merecem todos os agradecimentos do mundo são os meus sogros queridos, sempre presentes, mimando a gente de todas as formas possíveis.

Bem, antes que isso vire um muro de lamentações e agradecimentos sem fim, termino este post desejando a todos um Feliz 2012!!!

Obs: a ideia era colocar muitas fotos das pessoas que me visitaram, dos passeios, saídas, mas infelizmente não trouxe o meu computador e estou sem fotos aqui…=( Depois faço um post retrospectiva só de fotos!!!

Os números de 2011

2 jan

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 2.200 vezes em 2011. Se fosse um bonde, eram precisas 37 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo