Arquivo | setembro, 2011

Futebolices

25 set

Nessas semanas pensei tanto em futebol, que decidi fazer um post sobre esse prazer comum a muitos brasileiros. O motivo pelo qual o futebol tem povoado tanto meus pensamentos se deve, principalmente, ao longo momento “parado na esquina” do Mengão no campeonato brasileiro e, também, às muitas discussões que venho travando desde 2008 com uma amiga botafoguense fanática por futebol, que faz doutorado sobre essa temática.

Uma das paixões mais fiéis que temos na vida é aquela dispensada a um time. Se você é um torcedor praticante, vai entender bem o que falo agora: a gente troca de tudo, esposa (o), roupa, carro, casa, mas nunca troca de time. Ele estando numa fase boa ou ruim, estamos lá. Melhor dizendo, no âmbito do torcer, não existe ESTAR e sim SER. Nós SOMOS tal time. Enjoamos de muitas coisas na vida, mas nunca vi ninguém dizer que estava enjoado do seu time e precisava dar uma renovada torcendo para outro, para sair da rotina…

O que acho interessante é que tudo isso não está ligado ao ganhar somente. A disputa em si, o processo, é o que mais agita, mobiliza e incita. É óbvio que o ganhar é importantíssimo. Não acredito na comum frase “o importante é competir” (que geralmente ouvimos quando perdemos). Embora seja muito nobre, queremos mesmo é ganhar e “destruir” (por favor, simbolicamente!) o nosso rival. Mas certamente o que mobiliza de verdade é o processo, é a possibilidade da vitória e não a certeza. Até porque a vitória é fugaz. Se ganha um campeonato e no dia seguinte já se começa a pensar no outro, nas novas metas. A vitória em si não nos satisfaz, como nada na vida, plenamente. Rapidamente um vazio nos toma conta e mais uma vez, insaciados, partimos em busca de uma nova competição para ganhar…

O ato de torcer me parece oscilar entre o masoquismo e o sadismo. Prefiro a fase sádica, na qual os rivais sofrem na nossa mão, embora a fase masoquista seja inevitável, quando nada dá certo e é só sofrimento mesmo e, mesmo assim, não esmorecemos.

Torcer é um exercício de fé. Não há lógica, não há verdades, matemática ou muito menos razão. É a sua crença de que o impossível pode acontecer – juntado a milhares de outras pessoas acreditando -, que o impossível acontece sim. Por isso ir ao estádio é o auge da experiência. É lá que você vive cada minuto, cada jogada como uma real possibilidade de mudança. Não há distração. É você totalmente conectado e em comunhão com aqueles atores e os seus recursos: time, torcida rival, torcida própria, músicas, provocações, risadas e choros. Amo esse palco de emoções. Num mundo marcado pelas verdades científicas, onde o que tem valor é aquilo que se comprova empiricamente, é um alívio saber que existe um espaço onde a razão não tem vez.

"Quisera ser imortal para viver a glória eterna do Flamengo"

A minha vida de torcedora começou tardiamente. Com um pai tricolor que detesta confusão, não tive nenhum tio bacana para me levar ao estádio. Mas acho que o apreço pelo futebol começou cedo, quando via meu avô sentado na porta de sua casa ouvindo os jogos num radinho de pilha azul. Tenho a lembrança de ficar na casa dele aos domingo (ou seria sábado?), ele ouvindo o seu radinho e a gente olhando o céu para esperar a primeira estrela nascer. Esse era o trato dele conosco, assim que a primeira estrela no céu aparecesse, ele nos levaria para casa. E assim ficávamos olhando o céu, nós três. Eu perdi o hábito, mas a minha irmã até hoje faz um pedido quando a primeira estrela aparece. Essa é uma das memórias mais singelas que tenho do meu vovô Hélio. Ah, ele era flamenguista!

A minha primeira experiência no Maraca foi aos 17 anos, em 2000. Fui assistir o jogo do bi-campeonato do Mengão em cima do Vasco. Essa estreia foi muito intensa em todos os aspectos. Primeiro por ser a primeira vez e, afinal, “a primeira vez a gente nunca esquece”. Segundo por ser uma final e contra o Vasco, numa época em que, estimulado e apimentado por Eurico Miranda, esse era “o” clássico. Terceiro porque estava rodeada dos queridos amigos – que na ocasião eram recém amigos- Vlad, Ju, Clerinho e Felipe (atual maridão!) que estão comigo até hoje. Na verdade foi um sufoco, chegamos em cima da hora, ficamos entre a Raça e a Jovem, o Flamengo começou perdendo, o hino “acabou o amor, isso aqui vai virar um inferno”  foi entoado e as duas torcidas partiram para o ataque, cada um foi para um lado – lembro ainda das minhas mãos soltando as do Cleriston e o vendo se perder na multidão….saí correndo para cima e lá encontrei a Ju que chorava por conta dos amigos perdidos e queria ir embora. Logo depois Flamengo fez um gol, a paz reinou, Ju se acalmou e Flamengo foi bi-campeão!

Não poderia ser diferente, ir ao Maraca virou o programa desde então. Estava nas finais que originaram o tri em cima do Botafogo. Acompanhei de perto a arrancada do Mengão no Brasileiro em 2007, quando saiu da zona do rebaixamento para conseguir uma vaga na Libertadores. Fui a quase todos os jogos do Mengão no Brasileiro em 2008, que terminou em frustração pois não fomos à Libertadores. Estava também presente em 2009, inclusive na “final”,  quando Adriano, Pet, Andrade e companhia nos trouxeram o tão sonhado Hexa. Como nem tudo são flores, estava também na final da Copa do Brasil de 2004, quando Flamengo virou poeira diante do Santo André no Maraca. Foi frustrante pois foi sofrido desde o primeiro minuto. Sofremos para comprar os ingressos, engarrafamento para chegar, para entrar foi um caos, com direito a gás de pimenta na cara e espadada da cavalaria e, mais uma vez, amigos dispersos. Clerinho para um lado, Bernardo para outro, Rafinha, Felipe, todos engolidos pela multidão. Por sorte, olhei fixamente para um policial e fiz a cara de mais sofrida do universo e pedi: Me tira daqui! Ele literalmente me pescou na multidão e eu não sofri nenhum efeito. Naquele momento pensamos “nada pior pode acontecer hoje!”. E o Maraca tava lindo, todo tomado de vermelho e preto e o chão tremia tanto, a vibração chegava na rampa…mas nada adiantou, viramos poeira no Maraca!!! A segunda pior decepção foi a eliminação do Fla para o América do México em pleno Maracanã. Só perderíamos a vaga se perdêssemos de 3 a 0 e foi justamente isso que aconteceu! O silêncio é a melhor palavra para descrever o momento. Ninguém conseguiu verbalizar e nem dar conta do ocorrido!

Hexa!

Além das idas ao Maraca, foram muitos os churrascos para acompanhar o Mengão, as comemorações no Baixo Gávea (a melhor disparada foi a comemoração do título da Copa do Brasil de 2006, também em cima do Vasco, na qual ficamos até de manhã numa euforia só), os jogos na casa do Gustavinho, no Bambi ou Estrelato! Sempre uma excelente desculpa para encontrar os amigos flamenguistas e ver o mais querido atuar!

Alguma comemoração...

Outro fator que me fanatizou inegavelmente, foi a família do meu marido. Quando comecei a frequentá-la, não pude deixar de me impressionar com o fanatismo da Bisa, que com mais de 90 anos não perdia um jogo do Flamengo e, mesmo no final, com dificuldade de ver e de acompanhar todas as mudanças tecnológicas da TV – com tantas entradas de gols de outros times e replays, ela resmungava e comemorava duas, três, quatro vezes os gols como se fossem os primeiros -,  não abandonou essa paixão cultivada por anos, quando acompanhava o time do flamengo com o marido e as filhas em vários cantos da cidade. Pelo menos não havia jogo sem graça para ela, a cada replay, um gol! 🙂 Além da bisa, a avó foi miss Flamengo, o vovô era do Remo e Basquete – os dois frequentadores dos bailes do clube -, o sogro o sócio remido mais novo do clube. Todos tem seus próprios títulos, cds, camisa, caneta e qualquer coisa que faça referência ao Mengão! rs!

Tietando Nunes na Gávea...rs!

Um dos meus primeiros contatos com essa família rubro negra  foi  em 2001, para assitir a final entre Flamengo e Vasco. Me lembro até hoje Felipe, minha sogra, a Bisa e eu  comendo bolinho de bacalhau, já devidamente encomendado, para comemorar o fantástico tri em cima do vasco. Meu sogro e meu cunhado estavam no Maraca e viram o inesquecível gol do Pet aos 43 minutos do segundo tempo. Outra memorável atuação familiar foi ir à Gávea no dia seguinte ao Hexa, com o vovô, cunhada, sogra, sogro, marido, todos socado num carro só, ouvindo um CD de músicas do Flamengo e cantando bem alto. Chegamos tão animado na Gávea, que ganhamos até camisas por sermos “o carro mais animado que tinha entrado lá”. rs!

O melhor presente: a bandeira do Mengão assinada por amigos queridos, botafoguenses, vascaínos, tricolores e flamenguistas!

Enfim, muitas lembranças boas. Todo mundo tem um jogo inesquecível, um jogo frustrante e muitas histórias para contar. Se vale a pena? Sim, muito, cada emoção, cada abraço suado, cada coração disparado, cada grito…afinal, “Eu nasci Flamengo e sempre vou te amar. Não importa se ele perde ou ganha, eu vou cantar…”

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Welcome Day: surpresas e estranhamentos!

16 set

Ontem foi o “welcome day” para os estudantes internacionais na universidade. Quase não fui, pois na programação que recebi, a maioria das informações eram voltadas para a vida no Reino Unido e todas as burocracias necessárias para a vida prática como, por exemplo, o funcionamento do sistema de transporte, o de saúde, detalhes sobre o visto de estudante (aqui estudante pode trabalhar até 20 horas, mas há algumas regras).

Enfim, como já moro aqui há algum tempo, estava inclinada a não ir e deixar para “começar os trabalhos” só na semana que vem, quando de fato meu programa de mestrado começa. Mas como uma parte desse “welcome” envolvia explicações sobre o laboratório de informática, biblioteca, tour pelo campus, decidi ir para não ficar completamente perdida na próxima semana.

E não é que foi legal? O evento foi muito bem organizado, com direito a almoço e vários estandes dando auxílios aos estudantes. Havia estande da polícia, do sistema de saúde, de bancos, academia. Fomos divididos em grupos e tudo ocorreu pontualmente.

E a surpresa foi saber que o meu campus é super histórico. Lá nasceu Henrique VIII e Elizabeth I, há uma capela maravilhosa e um “painted hall” de cair o queixo. E o dia estava ensolarado e o campus fica entre o Tâmisa e o parque de Greenwich, ou seja, para todo lado que se olha se tem uma bela vista. Mas depois farei um post dedicado à história do Campus, que ouvi no tour…

Mas o que mais me impressionou não foram as palestras sobre como encontrar emprego, abrir conta ou etc. Foi receber uma espécie de cartilha explicando os costumes ingleses. A princípio achei estranhíssimo, mas depois no desenrolar da fala das duas inglesas, me dei conta do quanto isso sim é necessário. É gente do mundo inteiro mesmo (Mauritânia, China, Malásia, Nepal, Paquistão, Irã), com uma cultura tão diferente que os hábitos ocidentais podem parecer bem mais estranhos do que para mim, que embora estrangeira também, venho de uma cultura ocidental e cristã.

Compartilho, então, o guia que recebi sobre como viver no Reino Unido, pois achei realmente estranho, engraçado e me fez pensar pra caramba o quanto estamos sempre tentando aprisionar existências tão diversas em imagens fechadas e estereotipadas como forma de dar conta do novo e do desconhecido. Vamos lá:

1. Os britânicos são reservados e tímidos e, por isso, eles não conversam com estranhos enquanto fazem compras ou nos transportes. Isso, de forma alguma, é pessoal! Não tente forçar essa conversa, pois será inconveniente…

2. Os britânicos são pontuais e é muito feio chegar atrasado por essas bandas (na verdade, a pontualidade não é tão britânica aqui não, mas com certeza aqueles atrasos homéricos dos brasileiros é mal visto. Ninguém vai esperar tanto tempo por você. A pontualidade é algo que conta sim e eles estão sempre tentando seguir essa regra)

3. Esse ponto foi o melhor para mim, sobre o toque: os britânicos não tem o hábito de se tocar durante uma conversa, e eles podem interpretar esse toque como algo agressivo ou muito emocional (?). Agora vou até colocar em inglês para ficar mais fiel o relato: “It may be usual for you to stand close to another person while in conversation. In the UK people usually maintain a distance of 60-110 cm, so do not be surprised if Bristish people move away from you when talking! Kissing and embraces are not usual in the UK on a first meeting”. hahahah…o melhor é a distância sugerida, de 60-110 cm…da onde tiraram isso?

4. Quando estiver falando com alguém, faça contato visual (em alguns países não se encara pessoa mais velha ou autoridades em sinal de respeito!). Entretanto, não é comum fazer contato visual com estranhos, como por exemplo no metrô. (e é verdade mesmo, as pessoas estão sempre com um jornal ou livro na cara para evitar esse “constrangimento”  imposto pelo olhar)

5. No Reino Unido, mulheres e homens tem os mesmos direitos e oportunidades;

6. Os britânicos usam a frase “Will you come for a coffee?” para convidar para um papo. Não necessariamente você precisar tomar café, pode ser um chá ou um suco. É recomendável que se vá nesse primeiro convite, a não ser que tenha um motivo de força maior pois, caso contrário, poderá ser interpretado como um “não” e você não será importunado numa próxima vez;

7. Fila é um hábito respeitado e quebrá-lo é considerado ofensa. (assim que cheguei vi um postal que sacaneava essa obsessão por filas. Era um inglês atrás de um poste formando a fila, mesmo não havendo ninguém no entorno…hahah)

8. Não tenha vergonha de dizer não. No Reino Unido dizer “não” não é falta de educação. Os britânicos prezam isso, pois só assim saberão exatamente o que você quer. (o pior que é isso mesmo. Há uma naturalidade em dizer não e não há desconforto algum nisso. Isso eu invejo mesmo!)

9. Não se choque se você ver britânicos cristãos bebendo. Não julgue e lembre que o pensamento aqui é outro.

10. O Reino Unido não é um país cristão praticante. Então há muitas pessoas diferentes vivendo da sua forma. Você ficará surpreso, mas é normal. (adorei essa!)

11. Se alguém te convidar para um jantar, vá preparado para pagar a sua parte. Aqui o hábito é esse e não aquele de quem convida paga.

Fiquei pensando “será possível mesmo criar um manual sobre toda uma população, que tem as suas particularidades e colocar tudo no mesmo saco?”. Com certeza não! Aposto que se eu lesse um manual sobre como são os brasileiros iria morrer de rir com as muitas baboseiras. Mas é fato que há algo sim que atravessa todos aqueles que fazem parte de uma mesma cultura, embora fique caricato quando escrito ou citado como verdade absoluta.

Fiquei imaginando que o nosso manual poderia ser exatamente o oposto: 1) Se alguém te convidar para jantar em casa, por favor, não chegue na hora. Provavelmente você será o primeiro e, no melhor das hipóteses, a pessoa estará no banho; 2) Se alguém te falar “Vamos nos falar, vamos nos falando…”, não espere nenhum telefonema ou contato do tipo. Essa tipo de frase significa “a gente se esbarra por aí, não precisamos forçar um encontro, vamos deixar para o acaso…”; 3) Não estranhe, se quando apresentado a alguém, em ser beijado e abraçado no primeiro contato. Esse é, em geral, o primeiro contato. Se beija e abraça e depois se conhece…hahaha…parece natural o nosso comportamento, mas não é e com tantos estrangeiros na cidade e na universidade, provavelmente surgiu a necessidade de dar um suporte, de reunir informações para atenuar o choque cultural que é para alguns quando se chega aqui…

Bem, voltando. Depois de passar por duas universidades públicas, não pude não me impressionar com o laboratório de informática! Uau…quanta organização, quantos computadores! E, também, é claro, não pude deixar de rir do pragmatismo em excesso dos britânicos na biblioteca, onde o carpete muda de cor para sinalizar zonas de silêncio absoluto e zonas mais flexíveis…hahaha.

Outra coisa que achei muito legal foi o suporte religioso. Há um grupo dedicado a te ajudar a achar locais para que você possa praticar a sua religião, seja ela qual for. Eles pesquisam os locais mais próximos da sua moradia, universidade e trabalho e te dão todo o suporte nesse sentido.

Bem, chega que esse post ficou giga. No fim das contas foi muito bom ter ido e ver como eles são preparados para receber os alunos de outros países. Até porque com uma população de 40% de estrangeiros, acho que não poderia ser diferente…

Greenwich University

Maiorca

7 set

Maiorca, juntamente com Formentera, Menorca e Ibiza, formam as Ilhas Baleares, pertencentes à Espanha. Ela se localiza no mar mediterrâneo e é a maior e mais diversa dessas ilhas. A sua capital, Palma, é também a capital da comunidade autônoma das Ilhas Baleares (são 17 comunidades autônomas na Espanha).

Catedral de Palma

As ilhas baleares, por se encontrarem numa encruzilhada do Mediterrâneo, entre diferentes civilizações, foram ocupadas ao longo dos anos por romanos, gregos, turcos, mouros e espanhóis – estes últimos se firmando a partir do século 13, quando o catalão começa a ser falado.

Centro histórico de Palma

Além da riqueza cultural – Palma desde os Mouros já era uma cidade próspera, sinais que podem ser vistos até hoje nas luxuosas igrejas, grandes edifícios públicos e muitas mansões particulares-, Maiorca é bem diversa na paisagem, combinando praia com montanha, já que abriga a grande Serra da Tramutana.

Como o objetivo da viagem era curtir praia exclusivamente, deixamos de lado a parte cultural da ilha. Maiorca é enorme e em 3 dias não conseguimos conhecê-la apropriadamente, pois também queríamos ficar na praia e não somente ficar rodando de carro para fotografar. Uma pena mesmo, pois tem muita coisa legal para conhecer lá.

Mas acho que conseguimos ver bastante coisa pelo tempo que tínhamos. Exploramos a região Sul, Sudeste e Noroeste da Ilha, além de passar num vilarejo da Serra da Tramutana e a capital Palma.

O Parque Nacional Mondragó vale muito a pena, pois indo para lá você tem acesso a várias Calas (enseada) de areia branca e mar azul turquesa. Essas pequenas baías são uma delícia, pois o mar é paradinho e de temperatura agradável nessa época do ano.

Além de Mondrago, fomos a Cala Satanyi, outra praia no mesmo esquema das descritas acima, e Es Trenc, tudo nessa área Sul/Sudeste. Es Trenc já é uma praia extensa, de areia branca também, mar claríssimo, salinas e restinga.

Es Trenc

Para matar dois coelhos com uma cajadada só, fomos para a região Noroeste da ilha pela Serra da Tramutana. Valeu muito a pena, a paisagem é linda, pois você passa por vários vilarejos encrustados na pedra. Paramos em Valdemossa, que é um charme, cheia de lojinhas, restaurantes e cidade (micro) onde Chopin morou e compôs algumas de suas obras.

Valdemossa

Nessa área, fomos a Cala Deia. O acesso é difícil, a estrada estreita, mas a praia é bem bonita. O problema é que é de pedra, então rola aquele desconforto para se sentar na “areia”. Depois seguimos até Port de Soller, uma vila de pescadores. Queríamos ir até Sa Calobra e chegar ao desfiladeiro Torrent de Pareis, que parecia ser lindo pelas fotos que vimos, mas não deu. Bom que fica uma desculpa para voltar algum dia…;)

Antes que me esqueça, o centro histórico de Palma é muito bonito, cheio de bares e restaurantes e com uma catedral gótica de encher os olhos. Diz a lenda que Jaime I de Aragão pegou uma terrível tempestade a caminho da conquista de Maiorca em 1229 e, na ocasião, jurou que construiria uma igreja, caso Deus o poupasse. E assim o fez! Uma parte dela, inclusive, foi restaurada pelo arquiteto catalão Gualdí.

Catedral de Palma

Alugamos um carro, o que foi fundamental para acessármos as praias boas. As praias próximas a Palma são urbanas e não tem os atrativos das mais afastadas. As estradas da ilha são excelentes e eles têm um ótimo esquema de estacionamento. E a comida é maravilhosa, fresca e gostosíssima…

Como se come bem nessa terra!!!

Usamos o site http://www.expedia.co.uk/ para essa viagem e fizemos um pacote de avião, hotel e aluguel de carro, saindo, nesse caso, mais em conta do que agendar separadamente.

Mapa com os lugares pelos quais passamos: